Agora estou de volta a uma fase totalmente música erudita (tanto é que estou pedindo discos e DVDs do gênero em todos os amigos secretos de que estou participando). O ídolo da vez é Villa Lobos.
Tudo bem que considero ele apenas meio gênio. Era extremamente inventivo, adoro essa coisa que ele fez misturando a música popular e erudita, mas não era exatamente um craque na técnica de orquestração.
Só que, ao misturar o erudito e popular, considero que ele foi um dos maiores responsáveis pelo surgimento de uma música popular de classe média simplesmente genial no Brasil, da década de 1950 até 1980. Tom Jobim praticamente não bebeu em outra fonte. E os demais praticamente não beberam em outra fonte que não Tom Jobim.
E, no campo da música erudita brasileira, ele iniciou uma grande rixa entre os nacionalistas e os defensores do atonalismo, que meio que perdura até hoje.
E aí fico pensando: o atonalismo dita as regras da música erudita hoje no mundo todo, mas tudo o que conseguiu foi afastar as pessoas deste tipo de música. Música é sequencia de impulso e repouso, e a música puramente atonal, que foge artificialmente da gravidade tonal como o diabo da cruz, carece deste último elemento.
Pra mim, o caminho da música erudita é a mistura de elementos dos vários gêneros musicais (como fez Villa Lobos), de diferentes e novos instrumentos, misturados com momentos de atonalismo e momentos de maior repouso. Enquanto procurarem em fórmulas matemáticas a saída (como fazem há um século), tudo o que vão conseguir é manter cada vez mais vazias as salas de concerto.
Sexta-feira, Dezembro 11, 2009
Sobre o caso do Cesar Benjamin x Lula, para o qual o Alex me chamou a atenção semana passada, minha opinião é que parece muito mais uma rixa pessoal do que qualquer outra coisa. Há tempos esse cara fica procurando atacar o Lula com base em inconfidências e coisas do tipo.
Só que, a não ser que ele tenha provas de que o Lula de fato cometeu um crime, ele não pode publicar o que quiser. E ficar levando a discussão para este nível é algo que não presta a nada. Discutir um presidente da república tem que ser algo mais sério do que isso. Senão, fica algo até benéfico ao próprio Lula: para o povo que o adora, fica a impressão de que o Lula está sendo vítima de uma difamação (o que de fato é verdade, a não ser que haja provas).
Enfim, é só mais uma demonstração do quão tosca é a esquerda brasileira. Claro que a direita não fica atrás (vide caso Arruda...).
Só que, a não ser que ele tenha provas de que o Lula de fato cometeu um crime, ele não pode publicar o que quiser. E ficar levando a discussão para este nível é algo que não presta a nada. Discutir um presidente da república tem que ser algo mais sério do que isso. Senão, fica algo até benéfico ao próprio Lula: para o povo que o adora, fica a impressão de que o Lula está sendo vítima de uma difamação (o que de fato é verdade, a não ser que haja provas).
Enfim, é só mais uma demonstração do quão tosca é a esquerda brasileira. Claro que a direita não fica atrás (vide caso Arruda...).
Domingo, Dezembro 06, 2009
Quarta-feira, Novembro 25, 2009
Terça-feira, Novembro 24, 2009
Sessão final dos vídeos do casamento! Lembrando que é bom esperar carregar tudo, porque está meio pesado...
1 - Retrospectiva
2 - Dia da Noiva
3 - Entradas Noivo e Noiva
4 - Entrada do Pajem e Damas / Ave Maria
5 - Cumprimentos
6 - Buquê
1 - Retrospectiva
2 - Dia da Noiva
3 - Entradas Noivo e Noiva
4 - Entrada do Pajem e Damas / Ave Maria
5 - Cumprimentos
6 - Buquê
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
Vamos ver se agora me entendem melhor, se isolarmos as paixões clubísticas:
Giovani Trapattoni, técnico da Irlanda, sobre o lamentável acontecimento de ontem (mais um) que tirou sua equipe da Copa:
"Trapattoni afirmou que erros como o cometido pelo árbitro Martin Hansson sempre aconteceram e vão continuar fazendo parte do esporte. E que algo mais sério deveria ser feito para recuperar a credibilidade do mesmo.
- Não era dever de Henry avisar que ele havia usado a mão. Não cabia a ele isso. É possível um árbitro cometer um erro, assim como os técnicos erram e os jogadores também. Se fosse conosco? Seríamos criticados como a França está sendo. O futebol envolve muita coisa, é uma grande responsabilidade. Nesse nível, precisamos impedir que esse tipo de coisa aconteça. Há muitas dúvidas em um jogo de futebol que precisam ser eliminadas. Por isso tenho certeza de que no futuro vão liberar a repetição das jogadas pela televisão. Para mim, seria bom uma parada de 30 segundos para esclarecer a questão - analisou."
Ou seja, não sou eu apenas que estou falando de crise de credibilidade no futebol. O problema é que não há interesse para mudar. Isso só vai acontecer quando a tal "imprensa esportiva" deixar de ser chapa branca e largar o discurso "isso sempre aconteceu, é normal..." e passar a defender o que o Trapattoni diz, e que é tão óbvio!: o futebol precisa de uma intensa revisão nas suas regras e nas formas de aplicá-las.
E não só isso, como também uma revisão de todos os seus critérios disciplinares dentro e fora de campo (vide agora a palhaçada que estão fazendo para entregar o título brasileiro nas mãos do Flamengo, algo que eu me recuso até mesmo a comentar). Enquanto isso não for feito, reitero o que disse: não discuto mais esse esporte como se ele fosse algo sério.
Giovani Trapattoni, técnico da Irlanda, sobre o lamentável acontecimento de ontem (mais um) que tirou sua equipe da Copa:
"Trapattoni afirmou que erros como o cometido pelo árbitro Martin Hansson sempre aconteceram e vão continuar fazendo parte do esporte. E que algo mais sério deveria ser feito para recuperar a credibilidade do mesmo.
- Não era dever de Henry avisar que ele havia usado a mão. Não cabia a ele isso. É possível um árbitro cometer um erro, assim como os técnicos erram e os jogadores também. Se fosse conosco? Seríamos criticados como a França está sendo. O futebol envolve muita coisa, é uma grande responsabilidade. Nesse nível, precisamos impedir que esse tipo de coisa aconteça. Há muitas dúvidas em um jogo de futebol que precisam ser eliminadas. Por isso tenho certeza de que no futuro vão liberar a repetição das jogadas pela televisão. Para mim, seria bom uma parada de 30 segundos para esclarecer a questão - analisou."
Ou seja, não sou eu apenas que estou falando de crise de credibilidade no futebol. O problema é que não há interesse para mudar. Isso só vai acontecer quando a tal "imprensa esportiva" deixar de ser chapa branca e largar o discurso "isso sempre aconteceu, é normal..." e passar a defender o que o Trapattoni diz, e que é tão óbvio!: o futebol precisa de uma intensa revisão nas suas regras e nas formas de aplicá-las.
E não só isso, como também uma revisão de todos os seus critérios disciplinares dentro e fora de campo (vide agora a palhaçada que estão fazendo para entregar o título brasileiro nas mãos do Flamengo, algo que eu me recuso até mesmo a comentar). Enquanto isso não for feito, reitero o que disse: não discuto mais esse esporte como se ele fosse algo sério.
Terça-feira, Novembro 17, 2009
Nossa, esses políticos não têm mesmo o que fazer. Ficam aí anunciando de boca cheia a criação "de uma nova ferramenta tecnológica de apoio ao trabalhador", e quando você vai ver, é um sitezinho tosco, com um sistema pra lá de burro.
Então, o dito cujo quer me dar a minha % de empregabilidade, e ainda por cima a minha faixa salarial esperada e quanto tempo eu vou ficar no meu novo emprego, sem sequer perguntar em que área eu atuo, e há quantos anos! Não quer saber também se eu fiz pós-graduação, nem onde!
Querer responder a estas perguntas só como informações como cor da pele, estado em que mora e idade é o fim da picada... Voltem para a prancheta!
Então, o dito cujo quer me dar a minha % de empregabilidade, e ainda por cima a minha faixa salarial esperada e quanto tempo eu vou ficar no meu novo emprego, sem sequer perguntar em que área eu atuo, e há quantos anos! Não quer saber também se eu fiz pós-graduação, nem onde!
Querer responder a estas perguntas só como informações como cor da pele, estado em que mora e idade é o fim da picada... Voltem para a prancheta!
