sábado, dezembro 27, 2003

Se você não levar a vida a sério, ela pode ser maravilhosa

Essa é uma das milhões de coisas que eu andei aprendendo nos últimos anos, especialmente nesse de 2003. A tarefa mais difícil, pra mim, não é perceber essas coisas, é interiorizar tudo isso no meu jeito de ser. Mas eu vejo que, aos poucos, eu consigo isso.
Realmente, amizades, família, amores, tudo isso é maravilhoso, mas a gente só tende a se machucar se levarmos essas coisas a sério demais. Afinal, nunca se sabe quando algum amigo vai parar de falar com você ou se afastar, namoros vão terminar, etc.

Esse ano foi bem difícil pra mim, mas está terminando bem melhor do que começou, e dá pra ver que a tendência agora é melhorar bastante. Tenho uma quantidade imensa de planos, todos eles maravilhosos e plenamente realizáveis. Ano que vem, parece que vai acontecer de tudo na minha vida.

E aproveitando este post de despedida de 2003, quero desejar um ano novo maravilhoso pra todo mundo que lê essa porcaria de blog :-) e realmente gosta de mim, pros amigos de verdade, aqueles de todas as horas, pras minhas irmãs, etc. Eu amo muito todos vocês. E cada um de vocês merece (assim como eu sei que também mereço) um 2004 sensacional, cheio de coisas boas pra gente poder comemorar.
É isso, gente. Agora tô indo pra Trindade. Vejo todos no ano que vem.

FUI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O ano acabou e eu tô a fim de dizer: eu estou plenamente satisfeito com o presidente que eu escolhi. Muitos se dizem decepcionados, mas eu acho que isso é pra quem esperava passes de mágica. Esses são os ingênuos. Eu não me iludi com a posse grandiosa, com grande participação popular. Já sabia que ia ser difícil e até temia pelo futuro do país, naquele momento de iminente descontrole inflacionário. O Lula mesmo foi enfático desde a campanha, dizendo que não haveria passes de mágica. Só apostou nisso quem é realmente ingênuo.
Mas, continuando de onde comecei, Lula pode não ter sido perfeito, mas se mostrou, em quase todos os pontos, muitíssimo melhor que seu elogiado antecessor. Senão vejamos:

1 - Conseguiu, em poucos meses, debelar a crise de inflação
2 - Baixou a taxa básica de juros em quase 10% (mesmo com a mencionada crise no começo do ano. Com FHC, podíamos ter as melhores das épocas, e a Selic não baixava de jeito nenhum). Isso é quase um corte pela metade!
3 - Criou programas incríveis de microcrédito para pessoas de baixa renda e de investimento a pequenos produtores rurais
4 - Levou, em um ano (e de crise) o crédito pessoal em bancos ao mesmo nível de 1995 (pouco depois do Plano Real)
5 - Criou uma imagem ainda mais positiva do Brasil no exterior. E olha que esse era o grande destaque do FH. Mesmo nisso, Lula superou o professor da Sorbonne
6 - Liderou a criação do G20 (grupo de países em desenvolvimento incluindo Brasil, Índia e China que vem peitando o G7 nas negociações da OMC, etc.). Vem colocando o Brasil na posição de líder do bloco de países em desenvolvimento
7 - Diversificou o mercado externo, apostando muito mais na China, a potência que mais cresce no mundo
8 - O Programa Fome Zero, que muitos dizem ser apenas marketing (isso já virou um clichê ridículo; talvez essas pessoas achem isso porque sempre têm dinheiro pra comida no fim do mês), já beneficia 5 milhões de pessoas, em apenas um ano. São muito mais pessoas recebendo uma quantia bem maior do que os programas emergenciais do governo anterior
9 - Em um ano, conseguiu unificar o cadastro de todos os programas sociais existentes, o que constituía uma completa bagunça e desperdiçava recursos
10 - Criou o Banco do Povo, para pessoas de baixa renda poderem aplicar dinheiro em banco
11 - Aprovou em prazo curtíssimo as reformas tributária e previdenciária, complicadíssimas e que mexiam com muitíssimos interesses. Essas reformas (especialmente a da Previdência) estabelecem um marco ao retirar da Constituição de 1988 seus traços mais demagógicos
12 - Sancionou a lei do desarmamento, que praticamente deve acabar com a posse de arma de cidadãos comuns (votação popular marcada pra 2005)
13 - Vem adotando uma postura absolutamente altiva e ao mesmo tempo sensata na relação com os EUA. Assim também vem levando o Brasil a uma boa posição nas negociações da ALCA


Como isso pode ser mera continuação do governo anterior, como muitos dizem???!!!
Ou seja, Lula deu um verdadeiro show na parte econômica, política (tanto interna quanto externa) e como líder da nação em diferentes e importantíssimas frentes. Mostrou que de ignorante não tem nada e que é, sim, um dos maiores políticos que esse país já teve.
Se há algo de que eu não gostei? Sim, claro que tenho algumas críticas. A maioria sobre episódios isolados que acabaram não dando em nada, mas tem também o problema com a Benedita da Silva, sempre deslumbrada por ter subido na vida, e a fila de aposentados do Berzoini, que de resto continua sendo um Ministro incrível. Sobre o caso de Heloísa Helena e seus companheiros de utopia, nem uma palavra de censura ao governo. Vocês podem achar minha opinião sobre isso em algum lugar deste blog.

A principal crítica seria a de não ter havido grandes mudanças na questão do lucro dos bancos ao concederem empréstimos, o chamado spread bancário. Esse continua quase tão alto quanto antes e prejudica muito o crescimento da economia. O próprio Palocci já declarou ser esse o grande alvo a partir de agora, mas ainda não foi tomada nenhuma medida concreta. Será que o apoio da Febraban, nas eleições tem algo a ver com isso?

Mesmo com esse ponto negativo, Lula ainda tem muito crédito comigo. Gosto especialmente do jeito dele de mobilizar o país nas principais questões. Sempre achei que deve ser assim um presidente, e não um sujeito apático, preso em seu escritório, que acha que tudo que tem a fazer é assinar papéis. Por isso sempre votei nele.
Agora, a tendência é termos um ano de 2004 com muito mais crescimento, e, como conseqüência, uma queda no desemprego. Assim espero, porque acho que esse é o grande desafio de 2004.

Bom ano novo pra vc, Lula! E, sendo assim, pra nós todos também!


terça-feira, dezembro 23, 2003

Maurício News
Crocodilo devora jovem na Austrália

E descoberta a identidade de Jack O Estripador!!! Essa é velha, mas eu só descobri ontem, no Estadão. Dizem que é um famoso pintor. Na verdade, muita gente não achou as provas conclusivas, mas, enfim, chegou-se muito perto de provar que o pintor era mesmo o assassino.

Por falar nisso:
Jack, o Estripador - Converse com o famoso serial killer

segunda-feira, dezembro 22, 2003

Maurício News
O que fazer quando cães do mesmo sexo transam?

Putz, depois de um longo e tenebroso inverno, consegui recuperar o registro do meu primeiro e único vôo de asa-delta!

Reparem a cara de "tô nem aí" em pleno vôo e a posição totalmente desconjuntada. Sensacional!! Parece que eu tô caindo do macacão!

Fora o Rio de Janeiro (o morro Dois Irmãos) ao fundo...

Pode não parecer, mas a emoção de sair correndo numa rampa inclinada – em cima de uma montanha – e se atirar no espaço vazio, é realmente incrível.



Como é bom ir assistir a um filme e descobrir durante a sessão que você está em frente a um clássico instantâneo. Foi assim que eu me senti vendo “Sobre meninos e lobos”, do Clint Eastwood.

Tudo no filme é perfeito. O cara conseguiu fazer um filme de investigação com uma riqueza psicológica e uma poesia que eu nunca tinha visto, nesse gênero. Uma cena em particular, do Sean Penn tentando ver o corpo da filha que acabara de morrer, é simplesmente esplendorosa. E aí entra um outro detalhe do filme: como é bom ver grandes atores atuando... Eles te passam de forma plena o sentimento que está por trás de uma cena, de uma fala. Sean Penn dá um show, assim como Tim Robbins. Todos os outros também estão muito bem.

E a trilha também é linda! Cara, é até difícil falar de um filme quando você gosta de absolutamente tudo! Acaba sendo tedioso... Mas pra mim, foi como lavar a alma. Não é todo dia que a gente conhece uma verdadeira obra de arte.

quarta-feira, dezembro 17, 2003

É hora de relembrar: sexta é a festa da Lili, minha irmã, e todo mundo tem que ir lá dar parabéns pra ela! :-)
Taí o convite. Pra quem não reparou, a Lili é a da direita, e o Neguinho aparece logo abaixo.



segunda-feira, dezembro 15, 2003

Sábado eu não abri mão e fiz exatamente o que eu tava a fim de fazer. Ficar a noite toda ounvindo Beatles e outros sons muito legais. Foi a maior seleção de Beatles que eu já ouvi numa pista. Tocou:

- Hey Bulldog
- Helter Skelter
- Rain
- Things We Said Today
- Magical Mistery Tour
- One after 909
e até Across the Universe

Acho que até teve mais, essas são as que eu lembro.
Só precisava disso, nada mais...

quarta-feira, dezembro 10, 2003

Já sei, tô é precisando voltar a compor. Assim eu paro de escrever bosta e começo a fazer algo que realmente eu sei fazer. Se alguém quiser me ajudar mandando letras de música, seria muito bem-vindo. Senão eu mesmo faço algumas toscas ou nem faço nada, deixo tudo instrumental... Mas vou fazer.

Mandem letras, ok????

terça-feira, dezembro 09, 2003

"If love is blind i guess i'll buy myself a cane"
(Guns mandando bem de novo no Use Your Illusion, no final de Locomotive...)

segunda-feira, dezembro 08, 2003

Dead Horse

Sick of this life
Not that you'd care
I'm not the only one with
whom these feelings I share

Nobody understands,
quite why we're here
We're searchin' for answers
That never appear

But maybe if I looked real hard I'd
I'd see your tryin' too
To understand this life,
That we're all goin' through
(Then when she said she was gonna like wreck my car...
I didn't know what to do)

Sometimes I feel like I'm beatin' a dead horse
An I don't know why you'd be bringin' me down
I'd like to think that our love's worth a tad more
It may sound funny but you'd think by now
I'd be smilin'
I guess some things never change
Never change

I met an old cowboy
I saw the look in his eyes
Somethin' tells me he's been here before
'Cause experience makes you wise
I was only a small child
When the thought first came to me
That I'm a son of a gun and the gun of a son
That brought back the devil in me

Sometimes I feel like I'm beatin' a dead horse
An I don't know why you'd be bringin' me down
I'd like to think that our love's worth a tad more
It may sound funny but you'd think by now
I'd be smilin'
I guess some things never change
Never change

I ain't quite what you'd call an old soul
Still wet behind the ears
I been around this track a couple o' times
But now the dust is startin' to clear

Sometimes I feel like I'm beatin' a dead horse
An I don't know why you'd be bringin' me down
I'd like to think that our love's worth a tad more
It may sound funny but you'd think by now
I'd be smilin'

Sick of this life
Not that you'd care
I'm not the only one with
whom these feelings I share


Engraçado, tava falando dessas músicas e essa em particular reflete bem o meu estado de espírito, hoje. Eu sempre adorei essa música, sempre soube a letra dela de cor, sempre soube tocar no violão... dez anos depois, muitos Tons Jobins, Beethovens, Led Zeppelins depois, eu ainda continuo gostando muito.
Logo depois de escrever o post abaixo eu li a resenha do disco na Amazon.com. Olha só:
"Had Use Your Illusion II been combined with Use Your Illusion I, keeping only the best material while dropping the filler, it would have been one of the best rock albums ever recorded."
É, bem parecida com a minha opinião, tirando o exagero do "um dos melhores discos de rock já gravados". Aí já é demais...
:-)
Vocês vão me xingar, mas sábado estava ouvindo Use Your Illusion, do Guns e cheguei à conclusão de que esse disco é muito subestimado. O erro foi colocar o disco em formato de dois duplos, quando podia render um maravilhoso disco simples.
Tem músicas ótimas lá. Pra mim podiam ter gravado só:

- Civil War
- Locomotive
- Dead Horse
- Estranged
- Right Next Door To Hell
- Live And Let Die
- You Ain't The First
- Double Talkin' Jive
- Pretty Tied Up
- You Could Be Mine

Um disco com essas 10 músicas seria excelente, digno da banda que fez Appettite for Destruction... Baixem pra ouvir especialmente Locomotive, Dead Horse e Double Talkin' Jive. O problema foi que o disco ficou marcado por baladas cafoníssimas como November Rain e Don't Cry (Axl Rose querendo ser Elton John), que ainda de quebra vem em duas versões, uma mais brega que a outra... Uma pena...

domingo, dezembro 07, 2003

Não ando com vontade de escrever mais aqui. Não vejo mais o menor sentido nisso. Vejam só: se eu estou triste, isso é motivo pra alguém se auto-afirmar. Se estou contente, é pra esse alguém ficar com inveja e tentar passar por cima. Tudo o que se escreve, é só munição pra cada um se sentir melhor, no meio da merda. Como sempre, um bando de filho da puta pensando em si mesmo. Então, pra que dar munição para o inimigo?

Mas às vezes, não dá pra agüentar, quando um pouco de álcool faz efeito e me faz ver melhor a merda que é tudo isso. Daí eu lembro de tudo, tudo, tudo... Esses machucados profundos que estão todos aqui, na minha cabeça, porque nada tá esquecido, só é jogado pra baixo do tapete. Pelo menos pra mim. E eu já saquei que tudo isso é por causa da educação que eu recebi. Eu fui educado pra encarar outro mundo, não esse em que a gente vive.

Então não tem jeito. Pra quem gosta do Mauricio bonzinho, vão dando adeus, porque ele tá indo embora. Não sei se fisicamente ou o que, mas está. Respondam com SINCERIDADE, o que é que se ganha com isso????? O que é que se ganha tentando PENSAR, tentando SENTIR, tentando COMPARTILHAR, tentando...

Então deixa que eu respondo: só se perde. Pelo menos, eu só perdi.

E respondam com SINCERIDADE também: onde está o amor, pra vocês, (se é que vocês sabem o que é isso)???? Aonde vocês o encontram, o enxergam? Com SINCERIDADE, eu disse. Eu sei onde, e cada vez que eu vejo isso, eu fico enojado a ponto de quase vomitar.

“And in the end the love you take is equal to the love you make”
Essa foi uma das últimas frases registradas em disco pelos Beatles. Tá errado. Quanto mais se dá, menos se recebe. Quanto mais idiota, melhor.

Aí, galera do mal... cansei... cansei do que não acontece, dos que não me ligam, dos que não me procuram, de quem jurou que me amava e hoje nem se ocupa mais da minha existência. Isso tudo pra mim é um machucado terrível, que não vai sarar nunca. É absurdo na minha cabeça, absurdo...
O Mauricio palhaço tá morrendo. Podem esquecer...

sábado, dezembro 06, 2003

Puta merda, viu, comprei um celular...
Agora não reclamem se depois eu não entender nada quando ligarem pra mim. Eu realmente tenho problemas com celular porque eu não consigo ouvir nada do que as pessoas falam, quando tem barulho na rua.
Mas resolvi comprar de uma vez porque ninguém mais aguentava ter que ficar passando bip pra mim. Eu entendo isso, ok... Agora sou o último dos mortais a ter um celular (e eu pensei que ia conseguir ficar a vida inteira sem esse aparelhinho).
Quem quiser o número é só pedir. Para maior comodidade de todos, ainda vou ficar com o velho e querido bip durante alguns meses.... vou ficar com saudades dele :-)

quinta-feira, novembro 27, 2003

Devido à tendininte este blog estará funcionando com lentidão e maior tempo de parada entre os posts.

domingo, novembro 23, 2003

Está no Estadão deste domingo:

"Nenhum torcedor está indiferente ao Palmeiras hoje. Se você é palmeirense, vibre, se emocione e comemore. Se não é, limite-se a admirar. Afinal, hoje, o Palmeiras entrou para a história, não como campeão, pois já o fez há tempos e inúmeras vezes, mas como exemplo de dignidade e superação."
Acabei de chegar de uma balada em que o DJ e dono da casa ficava gritando toda hora: "Liberdade para Michael Jackson!!! Ele é inocente!!!".

Eu não sei quem é mais louco: o Michael Jackson ou um cara que fica gritando isso...
O campeão do século, no Brasil

Desculpem se é extravasar demais a alegria, mas é preciso registrar. O título acima não é figura de linguagem: foi anunciado no final de 2000 em rankings separados elaborados pelos jornais Folha de São Paulo, Estado de São Paulo (os dois maiores do Brasil), pela Revista Placar (a maior revista de esporte já publicada no País) e pela Federação Paulista de Futebol.

Cada um deles fez o seu ranking, pontuando os vencedores dos campeonatos mais importantes, e chegaram ao mesmo resultado: o Palmeiras é o time mais vitorioso do século XX, no Brasil. Ganhou praticamente todas as taças que disputou (todas, se considerado o Mundial Interclubes de 1951, que está para ser reconhecido oficialmente pela FIFA), esteve presente em inúmeras finais e, realmente, olhando o passado, deixa seus adversários pra trás, desse ponto de vista.

Isso foi reconhecido até em uma pesquisa na Internet (onde se suporia que times com mais torcida, como o Corinthians, sairiam vencedores). Mas não: em enquete realizada pelo portal UOL, o Palmeiras foi também apontado como o maior campeão do século XX.

A terceira maior torcida do Brasil, com 10 milhões de aficcionados, agradece. E aguarda ansiosa pelo próximo título.
De novo campeão

Não adianta tirar sarro, torcedores de outros times. o Palmeiras conseguiu o que nenhum outro grande clube havia conseguido antes: voltar de forma limpa para a primeira divisão do futebol brasileiro. Pode até ter tentado virar a mesa, mas o mérito, ainda assim, é enorme. Explico logo abaixo.

Foram muitos os times que passaram pelo vexame de virar a mesa depois de serem rebaixados. É que, como sempre dizem, a memória do brasileiro é muito curta. Não é mesmo torcedores do São Paulo, Fluminense, Grêmio, Bahia, Corinthians e tantos outros times que já tiveram uma mãozinha pra voltar? No caso do São Paulo, foi até no campeonato paulista...

Até o Palmeiras, mesmo, já havia recebido favores do tipo, em tempos passados. Mas dessa vez, se sagrou, mais do que campeão da segunda divisão, o primeiro grande time do futebol brasileiro a voltar para a primeira divisão sem uma mínima mudança do regulamento. Todos os outros citados já sentiram: não é fácil lutar pra subir. O Fluminense chegou até a cair para a terceira... Os campeonatos são muito difíceis e é preciso muita humildade e garra. E isso o Palmeiras mostrou de sobra, sem contar a torcida, que deu um verdadeiro show e mostrou que consegue ser muto mais FIEL que outras tantas aí, que ficam na fidelidade só na lenda. Todos os jogos lotados, e festas pra italiano ver. A partir de agora, todo time que quiser virar a mesa, vai ter que enfrentar o exemplo do Palmeiras, que disputou e voltou na bola para a primeira divisão.

Quem tira sarro é quem não tem memória. E quem conhece futebol sabe: o Palmeiras acaba de dar um passo histórico para a moralização do futebol brasileiro.

Parabéns, porcada! A italianada está feliz da vida! Depois de tanta tristeza, agora é só comemorar!

sexta-feira, novembro 21, 2003

Ótima entrevista do Marcelo Camelo. Destaque para esses trechos:

"Nós nos sentimos muito livres para tomar emprestadas coisas de qualquer lugar, de qualquer espécie, pois não colocamos nada que seja artístico em escalas de valor. Justamente por acreditar que a arte, a música, faz-se presente no coração do ouvinte, do espectador, enfim, de quem está a assistir aquilo."

Parece aquele discussão com o Alex...

"No nosso caso, especificamente, a Internet foi de uma valia muito grande para a divulgação do disco O Bloco do Eu Sozinho (2001). Este foi um disco desacreditado pela gravadora e, por conta disso, deparamo-nos com a situação de ter cortados todos os canais possíveis e existentes de comunicação, com um álbum pronto na mão - novo. Não tocou no rádio, não teve videoclipe e a nossa situação ficou muito delicada, muito difícil. Ao mesmo tempo, o disco tomou vida própria. Foi gravado, passado e repassado de mão em mão. Começou a ser indicado, a aparecer nas listas de melhores discos.

E, na realidade, o nosso site, na internet, foi o grande componente de agregação dos nossos fãs; foi a grande fonte de informações e ponte para eles. Naquele momento, realmente enxergamos a Internet como uma saída para aquela situação. Tínhamos uma banda querendo fazer turnê, 3, 4, meses depois do disco lançado e uma gravadora que dizia claramente que não faria mais nada pelo disco. "

Isso é sensacional. São poucos os artistas que defendem a Internet e o MP3, hoje em dia. E ele disse mais:

"Tudo isso é muito bom, pois é algo que, claramente, pulveriza o poder das gravadoras e o desloca um pouco mais para as mãos da banda. Eu acho que a Internet poderá tomar conta do mercado, de uma maneira inacreditável. Então, basta imaginar o que não vai estar acontecendo daqui a dez anos com relação à troca de arquivos Mp3, ou se inventarem um outro "Mp alguma coisa", que seja menor e melhor ainda. Considerando a velocidade com que essas informações vão ser trocadas, certamente a indústria terá de repensar muita coisa."

quarta-feira, novembro 19, 2003

Meu, que mulher baixo nível! Tá quase no nível da Tati Quebra-barraco...
(Saiu no site Ananova. Desculpa não traduzir, mas é que é meio intraduzível)

Britney hints Justin not such a 'Trousersnake'

Britney Spears has hinted that Justin Timberlake may not deserve his 'Trousersnake' nickname.
The 21-year-old singer, who lost her virginity to Timberlake, said she felt "just a little bitter" at their break-up.
She laughingly stressed the words "just" and "little" - while using her thumb and finger for emphasis, reports The Sun.
E, por incrível que pareça, One foi eleita a melhormúsica já gravada!!
Mas não é a do Metallica, é a do U2. Que bosta! Gosto da música, mas dizer que é a melhor já gravada... Foi uma eleição furada da revista Q, inglesa, que escolheu as 1001 melhores músicas.

E mais uma vez, Sgt Peppers foi eleito o melhor disco de todos os tempos. Agora foi a Rolling Stone, que fez pesquisa com vários músicos, críticos, etc. Pra variar, Pet Sounds ficou em segundo e Revolver em terceiro. É engraçado como pra mim é exatamente assim, também.

terça-feira, novembro 18, 2003

Estou em vias de rever minha posição quanto à melhor música de todos os tempos. Em vez de Bohemian Rapsody, One, do Metallica.
Essa música é muito foda, especialmente ouvindo no fone, no último volume! E eu tenho que tocar essa música de qualquer jeito...

domingo, novembro 16, 2003

Até os meus 16 anos, eu era pouco do que vocês conhecem hoje. Eu era assim: um caramujo. Não saía de casa nunca. Jamais falava com estranhos. Aceitar o convite pra ir na casa de um amigo meu, nem pensar... Naquele tempo, eu tava totalmente inseguro sobre a minha capacidade de fazer qualquer coisa do que se espera de uma criança, de um adolescente, de um adulto.

Eu ficava lá, tristezinho, fazendo apenas algumas coisinhas sem importância. Uma delas era torcer pro meu time. Ele nunca ganhava, mas eu torcia mesmo assim. Me enfiava debaixo do sofá da minha casa, me protegendo de tudo e de todos, e ficava torcendo. Se ele perdia, eu chorava. E sempre tinha um pedido na ponta da língua pra Deus: “por favor, faz o meu time ser campeão?”. Todo mundo tirava sarro da gente, mas talvez não fizessem isso se soubessem que tinha um menino pequenininho debaixo do sofá, pedindo pra Deus terminar logo com esse martírio.

Quando eu fiz 16 anos, tudo isso terminou. O martírio do time e do menino assustado, debaixo do sofá. Tudo começou a mudar. Mas ainda assim, a ligação entre a gente é e sempre vai ser muito forte. Afinal, a gente sofreu junto por 16 anos.

Ontem, estávamos eu e outras 30 mil pessoas reunidas, fazendo de novo o mesmo pedido pra Deus. Havia uma ligação muito forte entre a gente, mesmo sabendo que elas não necessariamente passaram também aqueles 16 anos debaixo dos seus respectivos sofás. Não importa, naquele momento, era como se tivessem passado. De verdade.

E tudo deu certo. A força que se vê de 30 mil pessoas desejando muito uma mesma coisa é impressionante e consegue mudar mesmo o destino. E eu tava lá, todo de verde, segurando uma imensa bandeira, no meio de uma imensa multidão verde. O futebol é mesmo muito bonito, às vezes.

Meu time está de volta à primeira divisão. Obrigado, Palmeiras. Já tô sentindo a minha força voltando. Não quero mais saber de sofá. Agora, só quero saber de viver.

quinta-feira, novembro 13, 2003

OK, atendendo aos pedidos da Carô, a nova enquete promete ser mais polêmica.

Mulheres: vocês preferem homem entrando na água de sunga ou bermudão??? O povo quer saber!!!
Atenção para uma enquete muito importante, que pode mudar o destino País: que tipo de cueca vocês preferem? Sleep (tradicional), boxer, tanga, samba-canção, aquelas bermudinhas do É o Tchan...
:-)

Homens, vejam bem, vocês podem até responder, mas sinceramente não estou nem um pouco interessado no que vocês vão dizer. Tô perguntando pra mulherada que entra aqui Miki, Carô, Dani, Lili, e sei lá mais quem. Deixem aqui suas importantes reflexões sobre o assunto, por favor. Obrigado.

segunda-feira, novembro 10, 2003

Tava vendo o blog da Paulinha e vi um link muito legal, pra um outro site dela. Fala do que aconteceu com o Goonies. Eu pensava que todos eles eram loosers hoje em dia, mas não. Descobri que o Sam, do Senhor dos Anéis (o melhor amigo do Frodo, lembram?) era um Goonie e que o cara que fez o Cypher no Matrix (o que traiu todo mundo) - e que também fez Amnesia - era também um Goonie. O resto sim, é tudo looser, mesmo...

Ah, claro, tudo isso ao som de Cindy Lauper, disponível no site da Paulinha.
Como previsto, foi um dos fins de semana mais cansativos da história. No sábado, no fim da noite, eu estava realmente só o osso, mais nada.
O destaque foi encontrar o Rodrigo na balada de sexta, em uma festa fechadíssima. Foi providencial: tava chato pra caramba o lugar, e acabou sendo muito divertido. Acabamos até encontrando o Alain Prost e o verdadeiro Frotinha... (piadas internas)

Depois, sábado, era a inauguração do Atari Club, com o Kid Vinil como DJ. Foi interessante ver que ele é bem grosso e estrelinha, e o som dele, decepcionante.

De resto, alegria no futebol, muito som, muita tendinite (isso é uma bosta), etc. Mas valeu. Semana que vem tem show. Sábado à noite, na Robert Kennedy, minha banda de anarcopunk.

Eu numa banda de anarcopunk, tocando baixo... Esse mundo dá voltas, mesmo.

sexta-feira, novembro 07, 2003

Fim de semana
Pra começar, inúmeros ensaios, jantar em cantina italiana, balada, compras na Teodoro, festa da Carô, show da Paulinha, futebol, mais balada, mais ensaio, etc., etc.

Ufa... será que vai dar tempo de dormir um pouco???

quarta-feira, novembro 05, 2003

Ah, Alex, só pra chutar logo o balde, sobre o nosso papo alguns posts abaixo: até hoje não há consenso sobre a "qualidade" da nona sinfonia de Beethoven. Há, claro, os que a acham maravilhosa; mas há também os que a consideram uma obra exagerada, popularesca e irregular de um compositor genial, mas em fim de carreira, já muito prejudicado por uma deficiência auditiva em estado avançado.

Quem está certo? Quais os parâmetros usados por cada lado e quais são os corretos? Difícil precisar tudo isso, não? Por isso, prefiro a minha teoria, baseada na simples observação de fatos como esse (que se acumulam aos milhares): não há verdade absoluta nem parâmetros precisos, quando se fala em crítica de arte. Coloquemos nossas opiniões, sim (nunca vou abdicar delas, não se preocupe, caro Alex). Mas que elas sejam apenas isso: nossas opiniões. É um valor importante pra mim, a humildade de reconhecer esse tipo de coisa. Acho que todo mundo deveria fazer o mesmo.

Um mundo menos intransigente com certeza seria um mundo melhor.

terça-feira, novembro 04, 2003

Uma gata, o que é que tem?
- As unhas
E a galinha, o que é que tem?
- O bico
Dito assim, parece até ridículo
Um bicinho se assanhar
E o jumento, o que é que tem?
- As patas
E o cachorro, o que é que tem?
- Os dentes
Ponha tudo junto e de repente
Vamos ver no que é que dá

Junte um bico com dez unhas
Quatro patas, trinta dentes
E o valente dos valentes
Ainda vai te respeitar

Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer

Uma gata, o que é que é?
- Esperta
E o jumento, o que é que é?
- Paciente
Não é grande coisa realmente
Prum bichinho se assanhar
E o cachorro, o que é que é?
- Leal
E a galinha, o que é que é?
- Teimosa
Não parece mesmo grande coisa
Vamos ver no que é que dá

Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer

E no entanto dizem que são tantos
Saltimbancos como somos nós
HAHAHAHAHA
Revista Veja desta semana:

"Um dos motivos de certa decepção provocada nos brasileiros é o contraste entre a luxuriante quantidade de promessas de Lula no campo social e uma execução medíocre, mesmo porque não há dinheiro no governo para milagres e os quadros petistas, na maioria, são fracos para produzir melhorias apenas à base de idéias criativas"

Reparem na expressão sublinhada. É o senso comum entrando no texto da Veja, não se sabe se porque a cabeça do editor é uma privada cheia de merda, em que entra qualquer coisa, ou se porque eles são parte da fábrica que cria esse tipo de idéia e dissemina entre o povo. Fico com a segunda opção.

Mas é hilário, ele tá falando de um programa social que tem apenas dez meses de vida e já está chegando ao patamar de 4 milhões de famílias miseráveis beneficiadas (e meta de 11 milhões até 2006 – Isso deve dar umas 55 milhões de pessoas pobres, num país com cerca de 170 milhões de habitantes), com muito mais recursos para cada uma do que nos oito anos de FHC. Então talvez ele ache que a execução dos programas sociais no governo FHC era melhor que isso... Aconselho os editores de Veja a conversar com pessoas que passaram fome nos últimos oito anos e agora recebem ajuda do governo pra falar sobre esse lance de "execução medíocre". Na verdade, aconselho eles a irem tomar no meio do cu!

É a maior revista do Brasil. É o maior serviço à desinformação do Brasil. Vão falar mal do Radiohead, que pelo menos aí vocês não estão lidando com a vida humana, seus filhos da puta.
O Lord morreu

segunda-feira, novembro 03, 2003

Separação

Em 1993, eu estava no 2º Colegial. Tava começando a tocar violão, começando a sair mais com amigos, começando a beber, etc., etc. Foi quando a gente ganhou o Lord.

Lord? Que Lord? Nunca falei dele aqui!

Pois é, o Lord é o meu pastor alemão. Meu, não, nosso, da minha família. Hoje, 10 anos e alguns meses depois, ele tá muito mal de saúde. E com ele, está mal também toda a minha família. Durante essa década, ele ficou com a gente, com o seu jeito ranzinza, quietão, mas ao mesmo tempo companheiro e dedicado. Nesses 10 anos, muita coisa aconteceu comigo: muitas baladas, algumas namoradas, brigas, etc. E sempre, depois de tudo, chegar em casa e encontrá-lo deitado na sala, como sempre, e dizer simplesmente “Oi, Lord!”. Ele não respondia, claro, nem com um latido, mas o olhar já bastava pra quem tava cansado de lidar com gente.

E as namoradas que eu tive? Que conheceram ele, tiveram medo dele, começaram a gostar dele, fizeram carinho nele e depois simplesmente esqueceram dele? O Lord não perdoou isso. Nem eu :-). E se eu dissesse pra elas hoje “O Lord tá mal”. Será que elas lembrariam de tudo e ficariam tristes e sentiriam a sua falta? Com certeza, não sentem, não. Não sei como, mas não sentem.

O Lord viu tudo isso, a vida de todos nós em uma década. O que será que ele pensa de tudo isso? Será que um pensamento, por mais simples que seja, conseguiu brotar da sua mente irracional? Porque da minha, em dez anos, brotou só um pensamento latejante, que de tempos em tempos volta e me atormenta: a saudade é foda. É foda. É foda. É foda...
Alex, valeu pelos 10 minutos de paciência, no sábado. Você foi legal, foram os 10 minutos que salvaram a balada! Obrigado mesmo, tô te devendo essa!
Como eu disse num comment aí embaixo, podem me cobrar: eu não pretendo mais escrever “bom” ou “ruim” para designar um artista ou banda. Isso é uma coisa que sempre me incomodou e que eu já queria fazer a algum tempo, mas só agora estou conseguindo me propor isso oficialmente.

Desde que eu tenho 15 anos eu aprendi com o meu professor de História (o Gama) que esse negócio de bom ou ruim é bobagem. É totalmente subjetivo: uma música do É o Tchan, por exemplo, pode ser excelente pra uma menina que gosta desse tipo de som, porque a deixa feliz, contente, eventualmente pode despertar a paixão dela pela dança popular e, quem sabe, até motivar o encontro com o homem da sua vida numa balada de axé.
Nos meus próximos textos, vou continuar privilegiando uma análise descritiva (que, claro, mesmo assim, não vai poder deixar de mostrar o meu ponto de vista; a diferença é que ele não será, ali, o centro da análise).

Porque é o seguinte, meus amigos: nenhuma música é boa ou ruim. Beatles pode ser excelente pra milhões de pessoas, mas estimulou os assassinatos de Charles Manson, nas décadas de 60. Da mesma forma, É o Tchan, Menudos, Sidney Magal, etc. podem ser deprimentes para nós, mas representaram algo muito positivo na vida de milhares (ou milhões) de pessoas. Elas estão felizes com esse som. E por que não estar? Critiquemos, sim, a indústria cultural, que aliena as pessoas tocando apenas alguns estilos musicais e causando o extermínio de riquíssimas culturas populares. Mas não rotulemos as músicas e os artistas como bons ou ruins. Porque simplesmente NÃO SABEMOS! E por que não ter a humildade de reconhecer isso?

Os artistas estão livres pra criar, em cima de influências múltiplas e obtendo resultados igualmente múltiplos. Defender essa multiplicidade talvez devesse ser a meta do crítico musical. Isso é defender a arte, a livre expressão, a cultura. Rotular artistas subjetivamente, desqualificá-los em cima de argumentos duvidosos e recomendar um estilo musical ou toda uma parcela de ricas culturas ao lixo, isso é burrice. E eu não pretendo mais compactuar com isso.

UPDATE: Antes de ir dormir, me lembrei: quando eu comecei a tocar violão, com 14 anos, eu achava que música boa tinha que ter muitos acordes. Daí eu ficava contando, naquelas revistinhas de banca, quantos acordes tinha a tal da música. Se tivesse mais de quatro, era boa. Quando eu comecei a tocar bateria, achava que as melhores eram as que tinham a maior quantidade de compassos. Tem muito crítico que não toca nada, daí então acha que as melhores músicas são as que têm as melhores (segundo seu gosto pessoal) e a maior quantidade de influências. Tudo bobagem... Não há parâmetro a partir do momento que cada um, em cada momento da sua vida, tem o seu próprio parâmetro.
Acho que o melhor é esses críticos reverem seus conceitos. A não ser que alguém me convença do contrário...

quinta-feira, outubro 30, 2003

Nota sobre música

Sou sempre da opinião de que a gente tem que saber a hora de ser prudente e a de ser corajoso, mas não pode nunca deixar de lutar pra mudar uma situação, se a gente tá incomodado com ela.
Isso é pra falar sobre música, pode acreditar. E, por inpreça que parível, sobre Los Hermanos.

Eu ouço Ventura e me encho de admiração, simplesmente porque eles souberam lutar como poucos. Quando tiveram que ser prudentes com o mercado, e lançar Ana Júlia, eles fizeram. Chegaram lá graças ao seu Twist and Shout. Quando tiveram que brigar pela independência, por não precisar viver tocando Ana Júlias, eles também fizeram. E quanto tiveram que acenar com a bandeira branca, para continuar tendo apoio ao seu novo e ultrapessoal trabalho, lá estavam eles de novo, sabendo o momento certo de mudar de estratégia.

Eles, enfim, venceram a poderosíssima máfia da indústria cultural. Como outros na música de hoje, com o apoio da nova tecnologia e do áudio líquido (leia-se MP3 e derivados), estão aí pra salvar a música.

A mistura de Beatles, Chico Buarque e Pet Sounds é um som que eu nunca mais esperava ouvir, de uma banda atual. Um som lindo. A voz do Amarante, por exemplo, é um instrumento, um clarinete baixo, solando, independente e parecendo dizer "não ligo pro que dizem: canto como eu gosto e pronto!". E as músicas vêm para desafiar a falta de criatividade atual. Soa moderno.

E é engraçado que, nos dias de hoje, fazer arte é ser moderno. É que é raro quem faça arte, hoje, na música. E eles fazem. Não digo que o disco é perfeito, não. Mas a atitude deles é. Longa vida a essa atitude. E a gente diz pra banda: "ASSIM É QUE SE FAZ!!!"
:-)

Dica: ouvir pelo menos "Além do que se vê", "O velho e o moço" e "Do sétimo andar". Que grande conquista nossa, poder ouvir sons como esses, hoje em dia.
Agora só falta eu começar a ouvir Jupiter Maçã no rádio.
hahahaha.

quarta-feira, outubro 29, 2003

Minha pequena resenha sobre o filme Irreversível, a ser publicada na revista Hacker #13

Cai a máscara da violência
Mas só para quem tem estômago forte

É difícil fazer uma crítica de um filme tão polêmico quanto Irreversível. Presente na Mostra de Cinema de São Paulo do ano passado, ele está de volta em 2003, dado o interesse que gerou no público.

Vemos violência no cinema, na TV, na vida real, enfim, em todo lugar, atualmente. Mas a violência explícita, da forma que é mostrada no filme, com a trilha executada, os movimentos de câmeras e a iluminação não-convencional usadas, acaba por provocar um sentimento totalmente diferente, nos espectadores. Não é como se víssemos a morte de mais uma das centenas de vítimas de Arnold Schwarzenegger, no cinema. Dessa vez, somos realmente jogados na parede: ISSO é a violência, ISSO é um assassinato, ISSO é um estupro.

Agora todos viram, todos sentiram. Alguns não agüentaram, tiveram que sair do cinema. Outros, conseguiram continuar, a maioria com a nítida certeza de ter visto cair uma máscara do mundo ocidental: a do herói assassino.

Dá pra entender claramente porque Irreversível é tão polêmico. Talvez seja o filme mais angustiante e explicitamente violento já feito. Mas, por outro lado, é o filme que todos os súditos de George W. Bush, em todo o planeta Terra, precisam ver, nos dias de hoje.
Às vezes pode parecer que não, mas eu gosto de mim, sei me cuidar e estou cada vez menos disposto a sofrer em função dos outros.

Quem puder me tratar bem, que fique por perto.

Os demais...

terça-feira, outubro 28, 2003

O post abaixo é dedicado a quem adora endeusar a Heloísa Helena (incluindo a Rita Lee, que ficou fazendo reverência pra ela no Saia Justa). Como é fácil admirar a utopia...
Hoje, chegando ao trabalho, vi uma faixa na rua:

“Banco Santander: 300 brasileiros no olho da rua; bilhões de reais para a Espanha. Protestem!”

Daí comecei a pensar. Existe mesmo esse argumento recorrente entre o pessoal anarquista, socialista, etc.: de que as empresas estrangeiras obtêm seus lucros no Brasil e mandam para seu país de origem, representando prejuízo para os brasileiros.

Mas será que eles poderiam parar pra pensar mais um pouco? Se só o Estado brasileiro e a nossa iniciativa privada fossem responsáveis por investir aqui, movimentar a nossa economia e gerar empregos (tão necessários hoje em dia, para nós), o que seria do Brasil? Se eles vêm até aqui para obter lucros, dão a contrapartida de empregar e dar condição digna de vida a muitos brasileiros, direta e indiretamente. Isso sem querer defender os bancos, que com certeza, estão com margens de lucros infladas no Brasil há muito tempo.

Que o capitalismo é injusto, todos sabemos. Mas alguém tem alguma alternativa a ele? Países que se dizem socialistas, hoje, como a China e Cuba, são piada em termos de desenvolvimento social. A China tem uma sociedade tão ou mais injusta que a brasileira. O socialismo deles tem pouco ou nada de Marx; é só uma marca a ser vendida aos seus habitantes, em forma de lavagem cerebral. Na verdade, trata-se de um capitalismo de Estado altamente liberal, aplicado por uma das mais atrozes ditaduras do mundo.

Em Cuba, sem dúvida, os serviços sociais estão em melhores condições; também, é muito mais fácil administrar esses serviços em uma ilha com milhares de habitantes do que num país gigantesco com quase um bilhão e meio de pessoas. Tanto numa nação como na outra, a corrupção é uma muito bem consolidada instituição, enquanto a maioria permanece miserável e os comandantes ditatoriais reinam em suas mansões.

Não há solução para a esquerda radical. O socialismo não é viável, economicamente, a não ser usando mão de obra escrava. De outra forma, sempre perde para a concorrência capitalista. Teria que ser implantado no mundo todo, para dar certo nesse campo, e aí cairíamos na previsão de Huxley, em “Admirável Mundo Novo”: pessoas obrigadas pelo governo a tomar pílulas, para matarem a cada dia o instinto de serem indivíduos, com suas próprias vontades e ambições.

Enfim: o capitalismo é uma merda, que deixa a maioria da população do mundo na miséria. Mas ninguém tem uma boa solução pra colocar no lugar dele. E daí eu concluo: se tudo o que eu disse acima são fatos, como alguém pode continuar sendo um esquerdista radical? Como pode continuar atravancado ações sérias de um governo moderado em nome das suas utopias?

Seria legal se pensassem nisso os radicais ingênuos, que imaginaram que Lula faria uma revolução, e agora se espantam (!) ao vê-lo governar com serenidade. Talvez esperassem que Zé Dirceu e Genoíno pegassem em armas, lá em Brasília, para matar as saudades de seus tempos de guerrilha.

Aiai, e tudo isso, por causa de uma faixa! Eu sou um ser que pensa demais, e isso me faz um mal... Será que não tem uma pilulazinha dessas do Huxley, que faz a gente pensar menos???
Ah, faltou uma observação: jamais sair gripado

segunda-feira, outubro 27, 2003

Tem algumas coisas que devem ser registradas sobre esse fim de semana:

- Que merda é a Cléo Pires? Putz, que mulher charmosa... Adorei o Benjamin no cinema, acho que todo mundo deveria ver. Impressionante como a gente consegue entrar na alma do cara, quase a ponto de o cara se tornar nós mesmos. Isso em cinema é tão raro... A gente consegue até perdoar as imensas merdas que o cara comete na vida dele. E claro, torcendo pro Paulo José se dar bem com a Cléo Pires!!! Putz, por essa eu nem cobrava cachê!!

- São Paulo é uma cidade bem pequeninha. Favor evitar certos cruzamentos

- Cada vez mais óbvio: tô muito mudado, mas tenho que tomar cuidado extra comigo mesmo

- Tocar sampler e coisas eletrônicas é o máximo

- Preciso parar de gastar tanto dinheiro

Acho que é só...

segunda-feira, outubro 20, 2003

Sim, Dani, sobrevivi nesse fim de semana. Fiquei mais calmo, bebi menos, e não arrumei confusão com ninguém. Bom, mas foi por pouco. Quase chego num cara com black power pra chamar ele de Michael Jackson e começar a zoar ele. Ê, criancice... começo a beber e volto a ser um aborrecente. Mas isso passa...
O aniversário da Dani foi sensacional. Ela estava linda, a amiga dela, a Bia, anda muito bonita também, além de simpática, a banda era excelente, aprendi um novo truque na bateria, o Grandjean apareceu, o Rodrigo apareceu, o Paulo, apareceu, e o Cição parecia o Juninho Bill. Resumindo, deu pra me divertir bastante.
Acho que a Dani gostou dos meus presentes. Tomara que ajudem ela a ficar mais contente...

quarta-feira, outubro 15, 2003

O meu problema é um só: quero que as pessoas ajam da forma como eu agiria. Só que isso não vai rolar nunca!!

terça-feira, outubro 14, 2003

Eu tô virando um perigo pra sociedade. Melhor parar de beber tanto. No fim de semana passada arrumei confusão com policial, e se ele tivesse uma arma e fosse um pouquinho mais doente, já não estaria mais nesse mundo...

O problema é que beber é bom pra caraca... sei lá, tomara que eu consiga me controlar. E sábado tem aniversário da Dani, não tem como não ir. Legal que ela marcou num lugar que não é a Vila Olímpia, só isso já é razão suficiente pra ir comemorar com ela. Mesmo que ela viva faltando nos meus aniversários (até hoje não foi em nenhuma comemoração que eu armei).

Vamos ver se eu consigo passar um sábado sem escândalo, pelo menos no aniversário da minha amiga.

quarta-feira, outubro 08, 2003

Muita gente acredita em astrologia. Muita gente mesmo. Bem, eu não vou dizer que acredito, nem que não acredito. Apenas desconfio de muitas coisas, e acho meio ridículo o pretenso status “científico” da coisa.
Dizem que se aconteceu algo conosco é “por causa de Marte”, ou por causa da “Lua na segunda casa”, ou coisas do tipo. Então, tá. Já que é assim, eu vou fazer a minha teoria também. Só que, no meu caso, tudo o que acontece comigo é culpa do Palmeiras. O quê, não acredita??? É a pura verdade. A minha vida caminha de forma totalmente paralela com a do meu time, e não é loucura da minha cabeça. Talvez uma coincidência incrível, sim, mas é a pura verdade. Vejam aqui a comparação. E não há nenhuma forçação de barra de forma nenhuma, os fatos são precisamente esses:

1977
Eu – Nasci, e iniciei aqui uma fase de profundo isolamento e desencontro com o mundo
Meu time – Passa pelo primeiro ano sem títulos. Pelos próximos 16 anos, não ganhará absolutamente nada

1993
Eu – Agora no segundo colegial, e começando a ter aulas de bateria, eu começo a me achar, sair com as pessoas, fazer bons amigos. A vida começa a fazer sentido
Meu time – Ganha o primeiro título desde que eu nasci

1995
Eu – Saio do colégio, entro na faculdade e isso me causa um colapso.
Meu time – Este é o único ano da era Parmalat (que durou 7 anos) em que o Palmeiras não ganha nenhum título

1996
Eu – No segundo ano da faculdade, começo a compor com amigos e monto minha melhor banda até hoje. É um dos melhores anos da minha vida
Meu time – Ganha o Paulista com o chamado Ataque do Século, que marca mais de 100 gols no campeonato

1997 a 2000
Eu – No meu primeiro namoro, passo os três melhores anos da minha vida
Meu time – Com o Felipão como técnico (durante exatamente esses anos), o time consegue suas maiores conquistas, incluindo a Libertadores de 99

2000 a 2002
Eu – Perco minha primeira namorada e fico numa época de vacas magras, em termos de sentimento. Minha banda entra em decadência, assim como as minhas pretensões musicais. Em 2002, começo um processo que resultaria na maior crise da minha vida
Meu time – Perde Felipão e a Parmalat. Entra em decadência e não consegue ganhar mais nenhum título. Em 2002, o time chega a ser rebaixado pra segunda divisão

2003
Eu – Começo a me recuperar. Tive que comer grama, mas vejo luz no fim do túnel
Meu time – Teve que disputar mesmo a segunda divisão, mas está em primeiro e tem tudo para subir novamente

Viram?? Já faz tempo que eu reparo nisso e acho impressionante! Não acredito em astrologia, mas futebologia, nisso eu sou expert!!

segunda-feira, outubro 06, 2003

Bom, mesmo vigiado, este site continua suas operações.

O final de semana foi muito legal, como sempre, mas foi especial porque eu conheci uma pessoa nota dez, a Renata. A banda preferida dela é Beatles, e isso já diz tudo :-) Fora isso, temos outras coisas em comum que nos deixou meio perplexos.

Combinamos de sair pra ver um show na quinta, tomara que role. Fazia tempo que não conhecia uma pessoa com quem me identificasse tanto, na balada. Aliás, se tem lugar difícil pra conhecer alguém de verdade (e não apenas ficar) é na balada... Quem discorda??
Ok, vamos ser claros: quem é meu amigo, tem algo a me dizer, ou coisa parecida, leia este blog. O resto, caia fora!

terça-feira, setembro 30, 2003

A polêmica Maria Rita

Lembram que o nome desse blog é Ouvido Eletrônico e que ele deveria falar mais sobre música do que sobre qualquer outra coisa? Pois é, eu tinha esquecido :-)

Poxa, está mais do que na hora de eu finalmente falar sobre a Maria Rita. Pra começar, devo dizer que sempre achei que o assunto fosse bem polêmico e, por essa razão, me eximi de tecer maiores comentários antes de ouvir todas as músicas. Até agora, ela gravou 13 no CD, duas postadas na Internet e duas no CD mais recente do Milton Nascimento. Ouvi tudo e tirei minhas conclusões.

Tenho que dizer ainda, alertando quem já desenvolveu paixões sobre o assunto, que eu não acho que essa questão se resume em “Maria Rita é o máximo!” ou “Maria Rita não presta”. Tem muita coisa a ser dita a esse respeito, e a conclusão não é nenhuma das duas acima. Aliás, as conclusões são muitas.

Antes de ouvir o CD, só tinha concluído uma coisa: que a Maria Rita era, para a Warner, sua gravadora, um produto de aposta milionária. O esquema de marketing em que ela se envolveu incluía a compra de espaços caríssimos de divulgação, inclusive espaços jornalísticos (o que caracteriza jabá), como o da revista Época. O esquema também incluía propaganda agressiva e de péssimo gosto, tentando vender a imagem de Maria Rita como “a sucessora de Elis, a cantora que todos esperavam”, slogan repetido nas matérias pagas veiculadas pelas Organizações Globo. Mas, até aí, tudo bem, é só uma empresa fazendo o que sempre fez. Eu precisava ouvir o CD para ver se a cantora Maria Rita era só um produto ou tinha algo mais.

E ela foi bem. É, sem dúvida, uma cantora de muito talento, que emociona os que lembram e gostam da Elis, por ser filha dela e ter um timbre tão parecido com o da mãe. Dizem que ela até se parece um pouco além da conta com a mãe, cantando. Sem dúvida (e eu vou comentar sobre isso mais abaixo), mas devo dizer que isso não é algo nada fácil de se conseguir. Senão, teríamos centenas de imitadoras da Elis por aí, coisa que nunca vemos.

O bom gosto na escolha do repertório também é um ponto forte do disco. E outra boa novidade: todos os instrumentos foram gravados ao vivo (ou seja, tocando juntos, no estúdio). É o tipo de naturalidade que falta muito nos discos de hoje em dia. Com o desconto de que há gravações adicionais (e hoje, com os recursos digitais, é impossível saber o que de fato foi ao vivo e o que foi acrescentado depois).

Mas sem dúvida, Maria Rita é uma cantora que já desponta, no primeiro disco, como uma das melhores do Brasil. Mas, na minha opinião, ainda não é a melhor.

E por que não? Principalmente por um motivo: ela ainda precisa demonstrar personalidade. Infelizmente, é preciso dizer que Maria Rita (por mais que insista em dizer que não quer seguir os caminhos da mãe nem ser comparada com Elis) procurou imitar a mãe no primeiro disco. Isso é fato e qualquer um que entenda um pouco de música percebe isso. Não falo do timbre, porque isso, sem dúvida, é genético. Imitou nos recursos de voz (algo que se decide racionalmente, e que não tem nada a ver com a carga genética), no tipo de repertório escolhido e nos tipos de arranjos. Não sei se ela fez isso por ingenuidade, seguindo sem perceber o esquema de divulgação da gravadora, ou de propósito. Mas fez. Não a condeno por isso, afinal, é uma cantora iniciante. Mas ela precisa demonstrar personalidade para ser respeitada a longo prazo, por quem entende de música.

Fora isso, me arrisco a dizer que o melhor do disco é Marcelo Camelo. O vocalista dos Los Hermanos é mesmo um compositor sensacional. Ele tem uma influência muito forte de Chico Buarque, e aqui pode-se perceber claramente a diferença entre “influência” e “imitação”. Ele cria algo novo a partir do estilo do Chico, até citando-o em certas partes (como quando diz “Não faz assim, não vai pra lá”, lembrando “Vitrines”). Maria Rita precisa criar algo novo na sua interpretação, a partir de Elis. Por enquanto, pra um começo, está bom. Poderia ficar com raiva por ela imitar a mãe no disco e dizer para o público que não quer imitar. Mas não vou fazer isso. Vou respeitá-la porque afinal, hoje, é preciso ter um esquema de marketing para fazer sucesso. Mesmo Caetano teve o seu, ainda em 1967...

Mas aguardo notícias melhores da parte de Maria Rita. Dizem que ela gosta muito de rap. E por que não há rap no disco? :-)

domingo, setembro 28, 2003

Não, claro que eu não fiquei chateado com você, ontem!
Meu problema era com o comportamento das pessoas em geral, naquele lugar, acho que você entendeu, né? Tava bêbado. Hoje, em dia, eu bêbado sou um perigo.
É tudo culpa do tratamento de choque que eu tô fazendo. Só quero ver onde isso vai dar...
“Quem te fez?”

Essa pergunta me foi feita quando eu tinha cerca de 15 anos. E ajudou a me moldar como eu sou.
Não é culpa minha, mas perguntas e situações como essa (que eu prefiro não contar em detalhes), me afetam profundamente, até hoje.

Quando meu pai e minha mãe me “fizeram”, ainda era 1977. Infelizmente, nessa época (e ainda hoje), não era possível perguntar ao feto se ele queria mesmo nascer. Seria tão bom, se pudessem perguntar... Se pudessem contar como é o mundo que a futura criança, futuro adolescente, futuro adulto, futuro idoso, terá que enfrentar...
Ouviriam um “não” retumbante. Por que eu iria querer ser mais uma carne no açougue, como bem define o Evandro? E ainda uma carne de segunda, que pouca gente quer levar pra casa? Não, preferiria continuar onde quer que eu estivesse antes disso.

Hoje em dia, ainda não me conformo com nada. Por isso a minha “revolta” dos últimos posts. Lembro das minhas ex-namoradas. As pessoas que mais me fizeram bem, e que mais me fizeram mal, também. Cada vez que terminaram comigo, me sentia como aquele cara de “A Laranja Mecânica”, com as pálpebras abertas, presas, tendo que encarar o mundo à sua frente. Lembrar delas me causa arrepios...

Hoje prenderam minhas pálpebras de novo. Vi o mundo nu e cru. Vi as pessoas tão felizes quanto tristes estavam os que estavam de fora da festa. E eu, no meio do caminho, via tudo. Feliz, um pouco. Triste, um pouco. Só que no final, mais triste. Era o álcool já fazendo efeito, como sempre me ajudando a perceber melhor as coisas.

Quando eu era criança, fiz um poema para a aula de redação. É coisa rara, eu fazer um poema. Chamava-se “O Jardim”. Tinha vergonha dele, porque continha tudo o que eu sentia. Não era pouca coisa, e aliás, ainda não é. O poema, que tirou nota máxima (ou quase, porque a professora exigia pontuação no final dos versos :-), foi lido em voz alta pela mestra, na classe, seguido de um comentário:
“São coisas como essa que me dão orgulho de ser professora”.
Ah, então alguém entendeu minha alma. Será?

Lembrei do poema porque, depois de 10 anos, ainda sinto tudo igual, o mundo me parece igual.
Como é o poema? Não sei, joguei fora, de vergonha. Pena... Mas tudo tem um consolo. Me sinto a melhor pessoa que eu conheço. De longe... Mas não há prêmio para isso (afinal, acho que quase todo mundo se sente a melhor pessoa que existe). Tudo bem, deixamos tudo assim mesmo.

Mundo de merda.
Vamos brincar de viver?
Vamos.
Até quando?
Não sei dizer. Até quando Deus quiser...

quinta-feira, setembro 25, 2003

O que significa que existem apenas umas 17 pessoas que eu não quero que se fodam. O resto...
EU QUERO QUE TODO MUNDO QUE NÃO ME LIGA NEM UMA VEZ POR MÊS E QUE NÃO VISITA ESTE BLOG NUNCA (e q portanto nem lerá isso) SE FODA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

De verdade...
Falando sério, às vezes eu acho que eu não devia estar nesse mundo, não é possível...
Olha a manchete que eu vejo agora no site da MSN: "Britney Spears diz que procura um cara tóxico"
As coisas não fazem sentido...
Ai, ai... Só eu me sinto assim, um peixe fora d'água, ou é impressão???

terça-feira, setembro 23, 2003

É, eu acho que eu tô ficando louco mesmo... E não sei se isso é bom ou ruim, mas é diferente, e é isso que eu tava querendo mesmo, diferença.

Como foi legal ir no Juck Joint, no sábado! A Carô foi uma surpresa sensacional, porque essa menina nunca sai com a gente!!!
E eu acho ela uma das coisas mais divertidas do mundo, assim como o irmão maluco. E conheci o namorado dela, gente finíssima!

Com todo mundo lá, só poderia ser um sucesso, como diz o Alex. E foi. Só faltou mulher pra ficar comigo, claro. Continuo jogado às traças. Hahahaha. Mas não muito :-)

E por falar em Alex, seu desgraçado, o que você pensa que está fazendo dessa vez??? :-) Liga pra mim pra explicar direito aquele seu último comentário no seu blog! E tenho dito!

sexta-feira, setembro 19, 2003

Ok, eu digo! Fiz um piercing básico, no supercílio! O Alex já viu. O legal foi que eu pensei nisso quarta à noite e quinta na hora do almoço já tava no meu rosto :-)
E como eu vi que não dói, podem esperar mais alguns, talvez na orelha, sei lá... É bem mais tranquilo que fazer tatoo...

quinta-feira, setembro 18, 2003

Deu a louca e... Fiz um pierging!!
Adivinhem só onde... Ficou legal pra caramba, eu acho :-)

segunda-feira, setembro 15, 2003

E a matéria do Alex tá ficando mesmo muito boa! Ele tá de parabéns e espero que esse seja só "the very begginig" pra ele. Ele agora já sabe de novo que tem condições totais de largar tudo e partir pro que ele realmente gosta de fazer. É só não desistir agora e continuar remando!!
Finalmente um fim de semana conhecendo pessoas novas, super legais e bem parecidas comigo... No sábado, só ia encontrar o Ed, numa balada que nem prometia grandes coisas, e aí conhecia a Aninha, gente finíssima e muito louca. Isso fora toda a galera da balada, muito engraçados.
Daí, no domingo, depois de gravar com o Nuataq, conheci a Angélica, que também é demais. É disso que eu tava precisando. Gente nova, pra fazer coisas novas.
Que os próximos finais de semana sejam tão legais quanto esse!

terça-feira, setembro 09, 2003

O fim de semana foi show, como comentou o Alex, mas com direito a coisas que ele não citou por não estar presente, como o show dos Smiths Cover, na sexta, e o Mercado Mundo Mix, no domingo (onde, por sinal, comprei minha primeira camiseta dos Beatles, bem diferentona). Por sinal, Alex, vamos almoçar durante a semana e combinar uma balada pra esses dias, antes de sexta. O que eu quero agora é isso: gandaiar :-)

E que droga esse sistema de comentários. Eu sou paciente, mas amanhã chega, ou volta ou tá fora...

quinta-feira, setembro 04, 2003

Alguém aí já ouviu Tristesse, com Milton e Maria Rita (a filha da Elis)? Pois deveriam... é daquelas músicas especiais, que parecem que foram feitas por alguém de outro mundo. Dá pra ouvir e esquecer de todos os problemas, só seguindo a melodia...

quarta-feira, setembro 03, 2003

E está surgindo uma nova banda, essa mais de baile mesmo, com o Rodrigo e o Paulo. Espero ganhar dinheiro com essa, pelo menos. E vai ser divertido tocar reggae :-)

Mas peraí, não vai ser só reggae! Tem bastante rock também, com destaque pra "Pro dia nascer feliz" que é o máximo!! Não vejo a hora de tocar essa música na batera!
Depois de um longo e tenebroso inverno, os arquivos do Ouvido estão online, aí do lado. Agora é possível relembrar toda a história, desde janeiro de 2002. Só faltam os comments voltarem, o que só deve ocorrer na segunda-feira.

Hoje recebi um email do André, o Flexero, direto da Austrália! Desde o cara viajou nunca mais vi os Bookmakers. Ele disse que volta logo. Espero que role uma balada em Santos pra comemorar. Volta logo, André!!

domingo, agosto 31, 2003

Esse post é só pra agradecer à galera que me deu uma força na última semana. A crise foi braba, mas tudo indica que está passando. Daqui pra frente é só alegria :)
E ficou difícil falar sobre a balada de sábado depois do "livro" que o Alex publicou sobre o assunto no Dossiê. Confiram.

segunda-feira, agosto 25, 2003

Liberdade! Liberdade!
Não, não é o hino à República. É a palavra de ordem pra mim, agora. Quem for meu amigo, por favor, me ajude a lembrar disso sempre!!!

terça-feira, agosto 19, 2003

Pois é, chegou a hora. Vou hoje (terça) às 15h fazer minha tatoo nova. Tomara que fique bacana!

terça-feira, agosto 12, 2003

E o melhor é que a feliz idéia do bracelete com tribal de ondas sonoras desenhadas por Beethoven surgiu a partir de uma coisa especial: a capa do meu caderninho de anotações "é tudo verdade", que contém tudo o que eu aprendi de útill sobre a vida, nas últimas semanas.
Que tal uma tatuagem com as ondas sonoras da nona sinfonia de Beethoven, no trecho da "Ode à Alegria"??? Demorou...
Agora fodeu: quero fazer duas, não só uma tatuagem. E a do violoncelo eu acho que dançou...

domingo, agosto 10, 2003

E sexta foi o último dia no Rio de Janeiro. Não poderia ser melhor. Acordei e decidi visitar o Palácio que fica na frente do hotel. O Palácio do Catete, sede do poder executivo e casa do Presidente da República até 1960. É onde se matou Getúlio. Agora é também o Museu da República, muitíssimo interessante. Alex, você adoraria conhecer lá.

É muito louco entrar em cada aposento do palácio, onde se faziam as refeições, as reuniões ministeriais, etc. E o mais louco de tudo é entrar no quarto em que Getúlio se matou. O ambiente é ultra-fúnebre, com cortinas pretas e um aviso: "O mobiliário se encontra no mesmo lugar em que estava no dia da morte do Presidente". Ao fundo, uma música fúnebre e a carta-testamento, sendo lida em loop. Impressionante.

Posso dizer que a exposição é muito boa. Relativiza muito bem todos os acontecimentos, beirando, mas não se deixando levar pelos mitos. Fica bem clara a megalomania que influenciou Getúlio na decisão de se matar e no texto da carta. Acho que isso é uma coisa muito importante nessa história toda.

Pra terminar nada mais perfeito que ver o filme do Paulinho da Viola no Odeon, em plena Cinelândia, com direito a uma roda de chorinho na entrada do cinema. O clima era tão excelente que o filme foi aplaudido com entusiasmo, e não havia medo dos chatos que sempre dizem "ah, mas aplaudir filme é ridículo, aplaudir uma tela...". Uma tela não, peraí! Uma obra de arte, e de primeiríssimo nível, por sinal. Em um tempo em que só megaproduções se justificam perante o público, ver uma obra tão singela, humilde e reverente a algo tão grandioso como a história do samba, é altamente reconfortante.

Depois disso, só voltando pra São Paulo, com a sensação de ter feito uma viagem completa, maravilhosa, mas já sentindo falta do Rio. Agora é curtir o que Sampa, a antítese do Rio, tem de bom, o que não é pouca coisa.

Mas curioso, ontem, saindo do metrô, eu identifiquei pela primeira vez o tal do sotaque paulista. Eram duas meninas. É mais feio mesmo, as meninas ficam mais sem graça... Aiai, já tô com saudades mesmo do Rio :)

sexta-feira, agosto 08, 2003

Quinta-feira, 07 de agosto de 2003

O dia do velório do Roberto Marinho? Não. O dia em que, em plena madrugada, começaram a ter fim os privilégios previdenciários dos funcionários públicos? Não. O dia em que William Bonner chorou em pleno Jornal Nacional, pra total espanto de todo o Brasil? Não. Pra mim, esse dia tá marcado, mas de outro jeito. Foi o dia em que eu voei.

Pessoas, é importante: ninguém deve terminar a vida sem antes voar de asa-delta. A sensação é simplesmente única e eu a recomendo a todos. Principalmente por três razões:

1) O mais absurdo: pra fazer isso vc tem que ter coragem de, em cima de um despenhadeiro, correr em uma rampa bem inclinada pra baixo e pular com tudo no abismo. Fazer isso, ao mesmo tempo que dá um medo desgraçado, é muito bom. Quando eu olhei o abismo e vi que ia ter que correr e pular ali, pensei que iria desistir. Mas acabou dando certo...

2) O vento batendo, bem forte, enquanto vc está voando. Vc percebe, finalmente, como se sentem os pássaros, em seus vôos. E dá pra afirmar tranqüilo: eles se sentem realmente bem.

3) A paisagem. Claro, no caso eu pulei da Pedra Bonita, no Rio, de frente pra Pedra da Gávea, e com vista pra Praia de São Conrado, Leblon e Morro Dois Irmãos. Acho que não deve ter lugar melhor pra fazer isso.

Quando pousamos, cheguei a cair no chão. Minhas mãos estavam tremendo e eu não conseguia nem pegar as notas de dinheiro pra pagar o cara :) Depois, caí no mar, ainda rindo à toa da situação toda. Foi bem típico meu: pensei em saltar no domingo, decidi no domingo mesmo, já fui tentar pular na terça e acabei realizando a façanha na quinta, só por causa do vento. Mas confesso que realmente quase desisti, vendo a galera pular.

Aiai, agora me sinto bem melhor, depois disso tudo. Estou terminando minha viagem, e esperto ter conseguido realizar o meu objetivo principal: mudar. Mas isso, só saberemos depois. Por enquanto é só.

quarta-feira, agosto 06, 2003

Putz, onde eu escrevi "pára-quedas" leia-se "asa delta". É só o vento ajudar um pouco...

segunda-feira, agosto 04, 2003

E a vida continua, aqui na Cidade Maravilhosa. O curso terminou, e fez jus ao apelido da cidade. Aprendi realmente TUDO o que se poderia aprender em duas semanas sobre gravação de áudio. Com boa vontade, agora, é possível fazer um estúdio bacana lá em casa.

Ainda vou ficar aqui mais um pouco, fazer tudo o que ainda não deu tempo de fazer. Hoje, por exemplo, tive a experiência quase mística de entrar no Jardim Botânico, no meio daquelas enormes a magníficas Palmeiras Imperiais, onde Tom Jobim tinha a inspiração pras suas músicas mais lindas. Não preciso nem falar que foi de chorar. :)

Passeei lá durante duas horas, vendo as milhares de plantas tropicais e entrando na floresta. Depois, fui até a Lagoa e fiquei deitado, logo depois de o Sol se pôr, no meio de um monte de namorados. Aiai... Mas era bom. Eu e aquela imagem à minha frente nos bastávamos.

Ainda quero fazer algumas coisas aqui no Rio. E uma delas é saltar de pára-quedas. Acho que vou amanhã. Já me imaginei em cima da Pedra da Gávea, pulando que nem um pássaro em direção ao mar. Aí sim "fortalece", como dizem os cariocas. :)

Por hoje é só. Esse post eu dedico ao Alex, mesmo que ele odeie o Rio, já que ele teve a gentileza de nos ligar ontem à noite, matando um pouco a saudade do povo aí de Sampa. Como sempre, só o velho e bom Alex.

Um beijo a todos.
Até.

terça-feira, julho 29, 2003

É impressionante o quanto eu estou aprendendo: mesas analógicas, cabos, racks de efeito, gravações em fita, gravações em HD, sistemas MIDI, sintetizadores virtuais, mesas virtuais, técnicas de gravação, tipos de microfones, sequenciamento, samplers, tratamento acústico. Cara, isso aqui tá muito bom!!!

segunda-feira, julho 28, 2003

O Rio de Janeiro continua lindo.

Sério. Não é piada. Talvez seja só pra mim, mas ele continua. Violento, degradado, com infra-estrutura sucateada, recém-transformado em capitania hereditária da família Garotinho, mas lindo.

Por que eu gosto tanto do Rio de Janeiro? Talvez seja por aquele motivo mais óbvio, a beleza da geografia da cidade (uma das mais belas esculturas já feitas por Deus). Talvez sejam as praias, maravilhosas e gostosas como poucas pra tomar um banho de mar. Talvez seja a personalidade das pessoas, as mais sábias na difícil arte de ser feliz, não importa que merda esteja acontecendo com a vida deles. Ou talvez sejam as melhores lembranças que eu tenho desde sempre, e que sempre ficam comigo quando eu chego ao Rio. Mas acho que, na verdade, é tudo isso.

O fato é que subir ao Cristo de novo, ontem, me fez chorar. As pedras do Arpoador, também. Ver a cidade ao lado do Cristo, de cima, é como dar um imenso abraço no Rio de Janeiro, essa cidade que continua salvando a minha vida. Como a música. Rio e música, pra mim, são quase a mesma coisa.

Eu não sei de nada, só sei que um dia eu me mudo pra cá. Compro um apartamento e monto um estúdio de frente pra praia do Arpoador, só pra mim. Aí sim, eu vou ser feliz.

quarta-feira, julho 16, 2003

Bom, Alex

Primeiramente, sabe como eu respeito você pela sua cultura, inteligência e coragem para defender seus argumentos, dos quais muitas e muitas vezes eu discordo. No entanto:

Como disse na última vez, não tenho muito interesse em discutir política com você no blog, porque considero o seu jeito de discutir "azucrinante", para usar um neologismo que me ocorreu e que explica bem o que eu sinto nessas discussões.
Dizer que é azucrinante porque seus argumentos são melhores que os meus é um ponto de vista, e você pode muito bem ficar com ele. Para mim, no entanto, é bem claro o porquê de ele ser azucrinante: é porque você discute com o intuito muito forte de "vencer" a discussão.

Não vou negar, todos sempre têm esse desejo, durante um debate. No entanto, nem todos deixam isso falar tão alto em uma discussão como você. Prefiro os papos em que as pessoas tentam entrar com a mente limpa, prontas para entender os pontos de vista, sem se preocupar tanto com conceitos pré-definidos.

Eu sei que você já deve estar, na sua cabeça, rebatendo essa minha crítica. Mas calma, vou dar um exemplo usando esse próprio post sobre o PSDB:

Sei muitíssimo bem que você aprova o PSDB em São Paulo, que é o seu partido preferido, que o Serra foi um ótimo Ministro da Saúde, etc. Você sabe muito bem também que eu considero o partido muito melhor que o Maluf, que melhorou São Paulo (que aliás tinha sido totalmente quebrado pela turma do Quércia), que a progressão continuada é boa, etc, etc. Da mesma forma, você já sabe das nossas diferenças, como eu também já sei.

Então, por que não avançarmos com essa discussão? Por que não tentar fazer isso, em vez de, com o objetivo de defender pontos de vista já bem sedimentados tanto em mim como em você, ficar entrando em atritos, defendendo posições como se fossem terrenos valiosos em campos de batalha?

O que eu quero dizer é que meu post tinha um mote básico muito singelo: dizer que, em dez anos de governo, o PSDB não foi tão eficiente quanto eu esperava em ações referentes à cidade de São Paulo. Só isso. Simples, não? Não disse que foi ruim, que foi bom, nem nada além. Gostaria de saber, portanto (e em nenhum momento de seu comentário você me deixa vislumbrar isso, fazendo assim a discussão andar), se, para você, o PSDB produziu tantos resultados, em 10 anos, quanto você esperava, para a cidade de São Paulo. Em vez disso, você insiste com os argumentos das nossas velhas discussões, que nada mais produzirão, intelectualmente, tanto para mim, quanto para você, e para os possíveis leitores desse post. Já sei aonde isso vai levar: aos mesmos velhos enfrentamentos e à mesma defesa ferrenha de idéias que vai levar não ao enriquecimento de nossas mentes, mas à exaustão, até que eu canse, desista e você diga, com muito orgulho em seu peito, que eu desisti porque seus argumentos são melhores que os meus.

Como eu disse, é um direito seu seguir essa conduta e raciocínio para chegar à essa conclusão. Mas é também meu direito não discutir política com você a esse modo. Quem sabe no carro, antes da balada, talvez, quando pudermos dialogar mais dinamicamente...

A propósito, vou viajar domingo, então vamos marcar algo antes, para a minha despedida, ok?

Grande abraço

Maurício
Vejam bem que eu não tenho o menor interesse de falar mal do PSDB só por falar. Fui até um tucano meio roxo até 94, quando da primeira eleição do FHC. Só que reparem:

Eles governam o Estado de São Paulo há 10 anos. Com essa função, eles têm 4 grandes tarefas para ajudar os moradores da maior cidade da América do Sul e motor do Brasil. São elas:

- Cuidar do sistema de saúde do Estado
- Cuidar do sistema de educação do Estado
- Aprimorar o sistema de metrô
- Manter o sistema de segurança pública
- Cuidar dos nossos (miseráveis) rios

Agora, vejam o resultado de 10 anos:

- O sistema de saúde continua uma grande lástima (e eles nem podem culpar o governo federal, porque estiveram 8 anos no poder lá em cima)
- A Marta, em dois anos, conseguiu colocar a educação do Município bem à frente da oferecida pelo Estado
- Em 10 anos, fizeram apenas uma linha de metô, ligando o nada a lugar nenhum (ou seja, sem interligação com o resto da rede)
- A segurança foi um caos na gestão Covas (mais uma vez, sem poder culpar Brasília); reconheçamos, melhorou com o Alckmin, e esse é o único ponto positivo que podemos ver nessa avaliação
- Os nossos rios continuam tão podres como há 10 anos

Vendo isso e comparando com governos petistas, por exemplo, reconheçam: existe algo de errado com o PSDB! Tudo bem, eles não torram o dinheiro público como o Maluf, e tal, mas governar não é só isso! A apatia dos governos tucanos é de chorar...

terça-feira, julho 08, 2003

Neguinho é pai novamente, de quatro lindos cachorrinhos!! E a vó orgulhosa fez uma sessão de fotos com toda a família:

Aqui, a bisavó



O pai e duas de suas crias



Imagens dos filhotes








A vó, orgulhosa! Essa foto fui eu que tirei!! :-)



segunda-feira, julho 07, 2003

Não adianta. Como sempre, tudo acaba em música, Milton Nascimento e tatuagem. Pelo menos essas coisas existem...

sexta-feira, julho 04, 2003

Tenho estado estranho, sem muito assunto. O que será? Acho que deve ser porque ando trabalhando e estudando sem parar, sem muito tempo pra pensar em outras coisas, como o que escrever no blog, por exemplo. O que ando estudando? Bom, agora tô dando um gás em informática, porque preciso me especializar um pouco mais no que eu faço. Sendo que eu acho bem legal esse assunto (mudei muito de alguns anos pra cá). E ainda tem o lance da tendinite, não posso escrever muito.
Mas uma coisa eu tenho que noticiar. Vou tirar férias no dia 21 de julho e vou pro Rio de Janeiro, fazer um curso de HomeStudio, muito legal. É um lance que eu sempre sonhei. Quando chegar, pretendo montar um estúdio na minha casa, pra poder criar as minhas coisas sem ficar gastando grana em estúdios ridículos e seus técnicos de som incompetentes. Bom, espero voltar vivo do Rio. Rezem por mim :-)

terça-feira, junho 24, 2003

Tô pra postar faz tempo isso, mas tava dando pau no blogger:
Eu concordei de cara com o Mainardi quando ele diz que o Brasil precisa de um pouco menos de Deus. Mas isso não tem nada a ver com a crítica que eu fiz abaixo, nem muda nada do que eu penso sobre ele.

terça-feira, junho 17, 2003

Editorial desta semana da Veja. Não, por favor, me digam se estou sonhando, esta revista é ou não é absolutamente horrível e nojenta?

Quem é Diogo Mainardi

A coluna de Diogo Mainardi publicada na edição passada tratava sobre o costume brasileiro de fazer constantes referências a Deus, não importa a esfera de atividade. "Precisamos de menos deus", concluiu Diogo – assim mesmo, com "d" minúsculo. Por tratar de um tema delicado, e de forma pouco convencional, ela foi objeto de 387 cartas de leitores. Essa quantidade de cartas fez com que sua coluna entrasse pela segunda vez na lista das matérias mais comentadas da história de VEJA. Diogo é um sucesso para o bem e para o mal. Muitos leitores o amam e outros tantos o odeiam. Difícil mesmo é ficar indiferente ao que ele escreve. Diogo gosta de demolir lugares-comuns e de lançar um olhar provocativo sobre as unanimidades nacionais.

Mas quem é, afinal de contas, esse colunista que mexe tanto com os leitores da revista? Diogo é paulistano, tem 40 anos e mora em Veneza, num belo palazzo situado no Canal Grande, a principal "avenida" da cidade italiana. Ele mudou-se para a Itália em 1987, e foi lá que escreveu seus quatro romances, todos eles publicados pela editora Companhia das Letras. É casado com Anna, uma italiana especialista em arte barroca, e tem um filho de 2 anos, Tito, que foi objeto de uma emocionante coluna do pai coruja, publicada em julho de 2002. Diogo começou a escrever em VEJA em 1991, e só em 1999 ganhou um espaço próprio. Seu estilo afiado data dos tempos de estudante, quando já desafiava os professores com sua visão de mundo original. Ele chegou a freqüentar a London School of Economics, uma das mais conceituadas instituições de ensino da Inglaterra, mas a sua formação sólida foi adquirida mesmo nas intermináveis horas que passou na biblioteca do Museu Britânico. Diogo é grande amigo do escritor americano Gore Vidal, que certa vez o aconselhou a concorrer à Presidência do Brasil. Não seria má idéia.

Hahahahahahaha! Essa foi a melhor piada do ano! Diogo Mainardi pra Presidente! Isso dito no editorial da maior revista do País! O que ele faria, ficaria contando os mendigos na Lagoa Rodrigo de Freitas para ver o nível da pobreza no Brasil? Francamente... e ainda avaliam o valor do cara por morar em Veneza, em um palácio, pelo volume de cartas (caralho, qualquer um que falar heresias em Veja consegue isso), etc.
Fala sério, que texto mal escrito, meus editoriais feitos em dez minutos são melhores (acho que qualquer um é). Puta merda...

sexta-feira, junho 13, 2003

Folha Online:
"O Banco Central avalia que os últimos indicadores divulgados apontam para uma "queda consistente" nos índices de inflação nos últimos 30 dias.
O diretor de Política Monetária da instituição, Luiz Augusto Candiota, disse hoje que não apenas os índices mensais mas também as expectativas para os próximos 12 meses convergem para a meta do BC, que é de 8,5% para 2003."

Ah, agora sim, é exatamente o que eu disse dois dias atrás. Agora gostei, bem diferente do discurso dos caras do FHC...

quarta-feira, junho 11, 2003

Ok, decidido. Vou fazer no O'Malley's, sábado dia 14. É muito legal e já tem mesa reservada e umas 10 a 15 pessoas confirmadas (até o meu chefe Barbão vai!). Quem não for, vai ser mancada.
Aqui vão os dados, vou ainda confirmar por e-mail a todos:

O'Malley's
Sábado, dia 14
Consumação mínima: R$ 15 mulher, R$ 20 homem
Alameda Itú 1529, Jardins, São Paulo, Brazil
Telefone: 3086 0780

Vejo todos lá!
Hoje é quarta e preciso decidir o lance do aniversário. Há duas correntes de pensamento :-) Uma que prefere o lugar mais barato e pronto, pra todo mundo poder ir, e outra que prefere um lance mais legal e divertido, mesmo que um pouco mais caro.

Representantes da primeira: Opção e Balcão
O primeiro é chato (só se pode beber e conversar) e o segundo, pelo menos mais aconchegante, apesar de também só dar pra beber e conversar. Mas no Balcão precisaria reservar lugar e ainda não sei se isso é possível

Representantes da segunda: O'Malley's
Um lugar bem legal, com vários ambientes, música, TV, mesas, jogo de dardo... Mas é R$ 15 para mulher e R$ 20 para homem, de consumação mínima. E precisa chegar um pessoal até às 9h para pegar a mesa reservada. Parece interessante, mesa reservada... :-)

Conversando com o pessoal daqui, vi que o O'Malley's até é possível. Alguém tem algo contra? Não pode pagar? Tem outra sugestão? Senão, bato o martelo...
Eu sou da opinião de que não dava pra baixar os juros desde que começou o governo Lula, com inflação em alta e corroendo o poder de compra de todo mundo. E também, sou da opinião de que não dá pra cobrar do Lula resultados em cinco meses. Mas acho que é bom ele tomar cuidado, ou corre o risco de virar mais um escravo do "mercado".
Esse "mercado", entidade invisível freqüentemente invocado para se pronunciar sobre o que é bom ou ruim para a economia do País, nada mais é do que o conjunto de investidores do mercado financeiro, nacionais e estrangeiros (com grande destaque para os bancos). Poderíamos compará-los, hoje em dia, a crianças extremamente mimadas, a quem demos quilos e quilos de guloseimas durante anos, ou seja, algumas das mais altas taxas de juros do mundo. Agora, vendo que estão prestes a ver uma queda nesta taxa que alimenta o aumento de tantas fortunas, as crianças estão desesperadas, lançando a cada momento uma nova onda de pavor para tentar engessar a disposição dos economistas do governo.
A nova moda agora é de chorar. Deu no Estadão de hoje. O presidente de uma empresa de consultoria disse que "há risco de o Brasil baixar os juros prematuramente". E mais: "os juros devem cair depois de aprovadas as reformas". Ele justifica essa afirmação e respectivo argumento com o fato de que a inflação no país tem ultrapassado as metas com o FMI nos últimos anos.
O fato é que tudo isso não passa de conversa fiada. A hora para os juros caírem, em um país que pratica uma das maiores taxas do mundo, tem desemprego assombrando a população e risco de recessão, é quando a inflação estiver sob controle, em queda e em patamares aceitáveis. Hoje, ela está em queda, sob controle (no atacado já há até deflação) e projetando níveis baixíssimos para os próximos 12 meses (cerca de 7%). Portanto, hora de baixar e pronto, não tem nada a ver com as reformas no Congresso, e está longe de ser uma decisão prematura.
Por isso, o momento decisivo do governo Lula é esse, na área econômica: ou começa a baixar os juros logo ou vai ser tornar mais uma presa do "mercado". A conferir.

terça-feira, junho 10, 2003

Vi outra opção agora, o Barnaldo Lucrécia. Não reserva, tem que chegar às 8 pra pegar lugar, e é 25 paus de consumação e 5 de couvert artístico. Não dá pra muita gente pagar.
Acho melhor fazer no Opção mesmo... eu sei que é meio sem graça, mas é o mais democrático, acho que dá pra juntar mais gente, sabe como é, em tempos de recessão...
Se ninguém apresentar mais argumentos, bato o martelo e mando o e-mail final.

segunda-feira, junho 09, 2003

Central das Artes miou (já fecharam pra festa na sexta e no sábado). É uma pena, pq lá é muito legal... Agora: Riviera eu acho muito acabadão, não sei como é em sábado normal, e Opção é meio simples demais...
Tô meio sem saber, se alguém tiver mais idéia... Por enquanto, acho que fico com o Opção.

sexta-feira, junho 06, 2003

Por enquanto, a comemoração da sexta feira 13 em que está marcada o meu anversário vai ser no dia 14 de junho, sábado à noite, no Pirajá (av. Pedroso de Moraes, perto da FNAC). Se mudar algo, aviso. E quem não for, vai se ferrar na minha mão!

quinta-feira, junho 05, 2003

Por essas e muitas outras que eu "adoro" a Veja:
O genial Diogo Mainardi, ironizando todas as iniciativas para diminuir a violência no Rio
"O secretário nacional de Segurança Pública do presidente Lula, Luiz Eduardo Soares, também foi gerado no laboratório carioca. Soares parte do princípio de que as crianças faveladas entram para o tráfico porque as armas lhes conferem uma identidade. Para vencer o jogo de sedução contra os traficantes, portanto, o Estado deve oferecer às crianças o acesso a "arte, música, cultura e mídia". Essa visão é compartilhada por movimentos como o Viva Rio. Eles acreditam que uma iniciativa benemérita como a festa de Páscoa com o Coelhão Boris, na favela do Pavão, ou o seminário "Hip hop na linha de frente contra o tabaco" realmente podem tirar a mão-de-obra infantil do tráfico. Essa gente deu tantos cursos de circo nas favelas que agora as crianças mendigam nos semáforos fazendo malabarismos com bolinhas de tênis. No último domingo, contei 41 malabaristas na Lagoa Rodrigo de Freitas. Era mais útil quando eles limpavam o pára-brisa dos carros."

Que texto sensível, não? Coitado... O cara não consegue ser mais que um paga-pau do Jabor (além de um porco ignorante, claro).

segunda-feira, junho 02, 2003

Não pretendo mais entrar em discussão com o Alex, especialmente aqui no blog. Uma das razões: todo mundo sabe que temos divergências e que elas não serão resolvidas com essas discussões. Ele ama os EUA, Israel e o PSDB, e eu não gosto dos dois primeiros e não morro de amores pelo terceiro.
Mas o pior nem é isso. É que ele tem o péssimo hábito de achar que quem não partilha dessas suas paixões está com a mente embotada. Isso é mau-sinal para alguém que se diz de "mente aberta". Para ele, basta falar mal dos EUA que já está classificado dentro do grupo dos anti-americanos primários (está descartada a hipótese de haver pessoas que criticam os EUA e sejam inteligentes, e a crítica esteja correta). Num raciocínio de lógica quebrada, quem não concorda com ações americanas, concorda com ações de Saddam Hussein; ou (tão impreciso quanto), quem não concorda com ações americanas, pensa como um radical de esquerda. É preciso concordar com ele. Mas eu não quero. E também não quero mais discutir.

sexta-feira, maio 30, 2003

Outra novidade: O sub-secretário de Defesa dos EUA resolveu dizer (na Vanity Fair!) que o motivo dos EUA irem à guerra não eram as armas de destruição em massa do Iraque. Apenas usaram isso porque era o argumento que produziria conscenso. Disse que o motivo real era que, derrubando Saddam Hussein, os EUA poderiam tirar suas tropas da Arábia Saudita, o que consistia em uma das principais queixas da Al-Qaeda. Vejamos:

1) Agora uma revista de moda como a Vanity Fair é o órgão oficial para os dirigentes americanos se pronunciarem sobre os maiores problemas mundiais???

2) Os americanos e o mundo não têm o direito de saber os reais motivos de uma guerra, ao invés de serem meras massas de manobra? A que cúmulo do cinismo chegamos, quando os governantes têm a cara-de-pau de confessarem que manipulam os próprios cidadãos de seu páis. Bela democracia...

3) Muito boa tática americana contra o terrorismo. Agora temos milhares de mortos civis, muito mais sentimento anti-americano no Oriente Médio e tropas americanas não apenas na Arábia Saudita (onde acabam de ocorrer mais atentados horríveis), mas também por todo o Iraque.

Vai entender esse mundo...

quinta-feira, maio 29, 2003

Hahahaha
Olha o nível em que chegou a história: deu no Estadão hj que o líderes do Sindicato de Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo eram os verdadeiros donos de diversas empresas de ônibus!! Putz, daí dá pra ver o tamanho dos interesses que a Marta tá enfrentando.
Bota pra fudê, Marta!
Só que ela tem que tomar mais conta dos motoristas que estão sendo demitidos por causa da reformulação no transporte. Tem muita gente inocente se ferrando por aí...

quarta-feira, maio 28, 2003

A moda agora é Fotolog (em vez de Web log, de onde vem blog). Selecionei um pra vcs, reparem. Ela é bonita, mas dá raiva os comentários melados...
Clique aqui.
Vejam só o que chegou às minhas mãos: o manifesto dos Desempregados Felizes!
O que eu acho dessa doidera? Bom, apesar de achar essas teorias de esquerda radical interessante por analisar certas verdades do mundo moderno (como o fato de que somos escravizados pelo trabalho e pelo tempo), não dá pra levar a sério o "novo modelo de sociedade" que eles sugerem.

Dá pra resumir assim: eles acham que os homens que foram substituídos por máquinas no trabalho, e assim se tornaram desempregados, devem simplesmente ficar recebendo salário do Estado, como compensação. Ok... assim, todo mundo vai querer ser Desempregado Feliz, e quem vai trabalhar para ajudar as máquinas (já que elas não fazem nada sozinhas?). Enfim, como eu disse, não dá pra levar a sério... Mas não deixa de ser engraçado.

terça-feira, maio 27, 2003

Ai, ai, lá vou eu, voltar à minha rotina blogueira. É verdade, não consegui agüentar muito tempo sem escrever em blogs... (na verdade, seis meses até que foi muito). Mas, assim, não vai ser como antes! Nada de posts diários, muito menos seis por dia, como eu fazia no ano passado. Vou fazer como o meu amigo Alex, que escreve de vez em quando, pouco mais de uma vez por semana. Aliás, é uma pena, nossos blogs vão ficar com a mesma cara, graças à idéia do Alex de copiar meu template...
Por enquanto é isso, agora deixa eu voltar pra pastelaria que tem mais uma revista pra fechar essa semana...