terça-feira, junho 24, 2003

Tô pra postar faz tempo isso, mas tava dando pau no blogger:
Eu concordei de cara com o Mainardi quando ele diz que o Brasil precisa de um pouco menos de Deus. Mas isso não tem nada a ver com a crítica que eu fiz abaixo, nem muda nada do que eu penso sobre ele.

terça-feira, junho 17, 2003

Editorial desta semana da Veja. Não, por favor, me digam se estou sonhando, esta revista é ou não é absolutamente horrível e nojenta?

Quem é Diogo Mainardi

A coluna de Diogo Mainardi publicada na edição passada tratava sobre o costume brasileiro de fazer constantes referências a Deus, não importa a esfera de atividade. "Precisamos de menos deus", concluiu Diogo – assim mesmo, com "d" minúsculo. Por tratar de um tema delicado, e de forma pouco convencional, ela foi objeto de 387 cartas de leitores. Essa quantidade de cartas fez com que sua coluna entrasse pela segunda vez na lista das matérias mais comentadas da história de VEJA. Diogo é um sucesso para o bem e para o mal. Muitos leitores o amam e outros tantos o odeiam. Difícil mesmo é ficar indiferente ao que ele escreve. Diogo gosta de demolir lugares-comuns e de lançar um olhar provocativo sobre as unanimidades nacionais.

Mas quem é, afinal de contas, esse colunista que mexe tanto com os leitores da revista? Diogo é paulistano, tem 40 anos e mora em Veneza, num belo palazzo situado no Canal Grande, a principal "avenida" da cidade italiana. Ele mudou-se para a Itália em 1987, e foi lá que escreveu seus quatro romances, todos eles publicados pela editora Companhia das Letras. É casado com Anna, uma italiana especialista em arte barroca, e tem um filho de 2 anos, Tito, que foi objeto de uma emocionante coluna do pai coruja, publicada em julho de 2002. Diogo começou a escrever em VEJA em 1991, e só em 1999 ganhou um espaço próprio. Seu estilo afiado data dos tempos de estudante, quando já desafiava os professores com sua visão de mundo original. Ele chegou a freqüentar a London School of Economics, uma das mais conceituadas instituições de ensino da Inglaterra, mas a sua formação sólida foi adquirida mesmo nas intermináveis horas que passou na biblioteca do Museu Britânico. Diogo é grande amigo do escritor americano Gore Vidal, que certa vez o aconselhou a concorrer à Presidência do Brasil. Não seria má idéia.

Hahahahahahaha! Essa foi a melhor piada do ano! Diogo Mainardi pra Presidente! Isso dito no editorial da maior revista do País! O que ele faria, ficaria contando os mendigos na Lagoa Rodrigo de Freitas para ver o nível da pobreza no Brasil? Francamente... e ainda avaliam o valor do cara por morar em Veneza, em um palácio, pelo volume de cartas (caralho, qualquer um que falar heresias em Veja consegue isso), etc.
Fala sério, que texto mal escrito, meus editoriais feitos em dez minutos são melhores (acho que qualquer um é). Puta merda...

sexta-feira, junho 13, 2003

Folha Online:
"O Banco Central avalia que os últimos indicadores divulgados apontam para uma "queda consistente" nos índices de inflação nos últimos 30 dias.
O diretor de Política Monetária da instituição, Luiz Augusto Candiota, disse hoje que não apenas os índices mensais mas também as expectativas para os próximos 12 meses convergem para a meta do BC, que é de 8,5% para 2003."

Ah, agora sim, é exatamente o que eu disse dois dias atrás. Agora gostei, bem diferente do discurso dos caras do FHC...

quarta-feira, junho 11, 2003

Ok, decidido. Vou fazer no O'Malley's, sábado dia 14. É muito legal e já tem mesa reservada e umas 10 a 15 pessoas confirmadas (até o meu chefe Barbão vai!). Quem não for, vai ser mancada.
Aqui vão os dados, vou ainda confirmar por e-mail a todos:

O'Malley's
Sábado, dia 14
Consumação mínima: R$ 15 mulher, R$ 20 homem
Alameda Itú 1529, Jardins, São Paulo, Brazil
Telefone: 3086 0780

Vejo todos lá!
Hoje é quarta e preciso decidir o lance do aniversário. Há duas correntes de pensamento :-) Uma que prefere o lugar mais barato e pronto, pra todo mundo poder ir, e outra que prefere um lance mais legal e divertido, mesmo que um pouco mais caro.

Representantes da primeira: Opção e Balcão
O primeiro é chato (só se pode beber e conversar) e o segundo, pelo menos mais aconchegante, apesar de também só dar pra beber e conversar. Mas no Balcão precisaria reservar lugar e ainda não sei se isso é possível

Representantes da segunda: O'Malley's
Um lugar bem legal, com vários ambientes, música, TV, mesas, jogo de dardo... Mas é R$ 15 para mulher e R$ 20 para homem, de consumação mínima. E precisa chegar um pessoal até às 9h para pegar a mesa reservada. Parece interessante, mesa reservada... :-)

Conversando com o pessoal daqui, vi que o O'Malley's até é possível. Alguém tem algo contra? Não pode pagar? Tem outra sugestão? Senão, bato o martelo...
Eu sou da opinião de que não dava pra baixar os juros desde que começou o governo Lula, com inflação em alta e corroendo o poder de compra de todo mundo. E também, sou da opinião de que não dá pra cobrar do Lula resultados em cinco meses. Mas acho que é bom ele tomar cuidado, ou corre o risco de virar mais um escravo do "mercado".
Esse "mercado", entidade invisível freqüentemente invocado para se pronunciar sobre o que é bom ou ruim para a economia do País, nada mais é do que o conjunto de investidores do mercado financeiro, nacionais e estrangeiros (com grande destaque para os bancos). Poderíamos compará-los, hoje em dia, a crianças extremamente mimadas, a quem demos quilos e quilos de guloseimas durante anos, ou seja, algumas das mais altas taxas de juros do mundo. Agora, vendo que estão prestes a ver uma queda nesta taxa que alimenta o aumento de tantas fortunas, as crianças estão desesperadas, lançando a cada momento uma nova onda de pavor para tentar engessar a disposição dos economistas do governo.
A nova moda agora é de chorar. Deu no Estadão de hoje. O presidente de uma empresa de consultoria disse que "há risco de o Brasil baixar os juros prematuramente". E mais: "os juros devem cair depois de aprovadas as reformas". Ele justifica essa afirmação e respectivo argumento com o fato de que a inflação no país tem ultrapassado as metas com o FMI nos últimos anos.
O fato é que tudo isso não passa de conversa fiada. A hora para os juros caírem, em um país que pratica uma das maiores taxas do mundo, tem desemprego assombrando a população e risco de recessão, é quando a inflação estiver sob controle, em queda e em patamares aceitáveis. Hoje, ela está em queda, sob controle (no atacado já há até deflação) e projetando níveis baixíssimos para os próximos 12 meses (cerca de 7%). Portanto, hora de baixar e pronto, não tem nada a ver com as reformas no Congresso, e está longe de ser uma decisão prematura.
Por isso, o momento decisivo do governo Lula é esse, na área econômica: ou começa a baixar os juros logo ou vai ser tornar mais uma presa do "mercado". A conferir.

terça-feira, junho 10, 2003

Vi outra opção agora, o Barnaldo Lucrécia. Não reserva, tem que chegar às 8 pra pegar lugar, e é 25 paus de consumação e 5 de couvert artístico. Não dá pra muita gente pagar.
Acho melhor fazer no Opção mesmo... eu sei que é meio sem graça, mas é o mais democrático, acho que dá pra juntar mais gente, sabe como é, em tempos de recessão...
Se ninguém apresentar mais argumentos, bato o martelo e mando o e-mail final.

segunda-feira, junho 09, 2003

Central das Artes miou (já fecharam pra festa na sexta e no sábado). É uma pena, pq lá é muito legal... Agora: Riviera eu acho muito acabadão, não sei como é em sábado normal, e Opção é meio simples demais...
Tô meio sem saber, se alguém tiver mais idéia... Por enquanto, acho que fico com o Opção.

sexta-feira, junho 06, 2003

Por enquanto, a comemoração da sexta feira 13 em que está marcada o meu anversário vai ser no dia 14 de junho, sábado à noite, no Pirajá (av. Pedroso de Moraes, perto da FNAC). Se mudar algo, aviso. E quem não for, vai se ferrar na minha mão!

quinta-feira, junho 05, 2003

Por essas e muitas outras que eu "adoro" a Veja:
O genial Diogo Mainardi, ironizando todas as iniciativas para diminuir a violência no Rio
"O secretário nacional de Segurança Pública do presidente Lula, Luiz Eduardo Soares, também foi gerado no laboratório carioca. Soares parte do princípio de que as crianças faveladas entram para o tráfico porque as armas lhes conferem uma identidade. Para vencer o jogo de sedução contra os traficantes, portanto, o Estado deve oferecer às crianças o acesso a "arte, música, cultura e mídia". Essa visão é compartilhada por movimentos como o Viva Rio. Eles acreditam que uma iniciativa benemérita como a festa de Páscoa com o Coelhão Boris, na favela do Pavão, ou o seminário "Hip hop na linha de frente contra o tabaco" realmente podem tirar a mão-de-obra infantil do tráfico. Essa gente deu tantos cursos de circo nas favelas que agora as crianças mendigam nos semáforos fazendo malabarismos com bolinhas de tênis. No último domingo, contei 41 malabaristas na Lagoa Rodrigo de Freitas. Era mais útil quando eles limpavam o pára-brisa dos carros."

Que texto sensível, não? Coitado... O cara não consegue ser mais que um paga-pau do Jabor (além de um porco ignorante, claro).

segunda-feira, junho 02, 2003

Não pretendo mais entrar em discussão com o Alex, especialmente aqui no blog. Uma das razões: todo mundo sabe que temos divergências e que elas não serão resolvidas com essas discussões. Ele ama os EUA, Israel e o PSDB, e eu não gosto dos dois primeiros e não morro de amores pelo terceiro.
Mas o pior nem é isso. É que ele tem o péssimo hábito de achar que quem não partilha dessas suas paixões está com a mente embotada. Isso é mau-sinal para alguém que se diz de "mente aberta". Para ele, basta falar mal dos EUA que já está classificado dentro do grupo dos anti-americanos primários (está descartada a hipótese de haver pessoas que criticam os EUA e sejam inteligentes, e a crítica esteja correta). Num raciocínio de lógica quebrada, quem não concorda com ações americanas, concorda com ações de Saddam Hussein; ou (tão impreciso quanto), quem não concorda com ações americanas, pensa como um radical de esquerda. É preciso concordar com ele. Mas eu não quero. E também não quero mais discutir.