domingo, agosto 31, 2003

Esse post é só pra agradecer à galera que me deu uma força na última semana. A crise foi braba, mas tudo indica que está passando. Daqui pra frente é só alegria :)
E ficou difícil falar sobre a balada de sábado depois do "livro" que o Alex publicou sobre o assunto no Dossiê. Confiram.

segunda-feira, agosto 25, 2003

Liberdade! Liberdade!
Não, não é o hino à República. É a palavra de ordem pra mim, agora. Quem for meu amigo, por favor, me ajude a lembrar disso sempre!!!

terça-feira, agosto 19, 2003

Pois é, chegou a hora. Vou hoje (terça) às 15h fazer minha tatoo nova. Tomara que fique bacana!

terça-feira, agosto 12, 2003

E o melhor é que a feliz idéia do bracelete com tribal de ondas sonoras desenhadas por Beethoven surgiu a partir de uma coisa especial: a capa do meu caderninho de anotações "é tudo verdade", que contém tudo o que eu aprendi de útill sobre a vida, nas últimas semanas.
Que tal uma tatuagem com as ondas sonoras da nona sinfonia de Beethoven, no trecho da "Ode à Alegria"??? Demorou...
Agora fodeu: quero fazer duas, não só uma tatuagem. E a do violoncelo eu acho que dançou...

domingo, agosto 10, 2003

E sexta foi o último dia no Rio de Janeiro. Não poderia ser melhor. Acordei e decidi visitar o Palácio que fica na frente do hotel. O Palácio do Catete, sede do poder executivo e casa do Presidente da República até 1960. É onde se matou Getúlio. Agora é também o Museu da República, muitíssimo interessante. Alex, você adoraria conhecer lá.

É muito louco entrar em cada aposento do palácio, onde se faziam as refeições, as reuniões ministeriais, etc. E o mais louco de tudo é entrar no quarto em que Getúlio se matou. O ambiente é ultra-fúnebre, com cortinas pretas e um aviso: "O mobiliário se encontra no mesmo lugar em que estava no dia da morte do Presidente". Ao fundo, uma música fúnebre e a carta-testamento, sendo lida em loop. Impressionante.

Posso dizer que a exposição é muito boa. Relativiza muito bem todos os acontecimentos, beirando, mas não se deixando levar pelos mitos. Fica bem clara a megalomania que influenciou Getúlio na decisão de se matar e no texto da carta. Acho que isso é uma coisa muito importante nessa história toda.

Pra terminar nada mais perfeito que ver o filme do Paulinho da Viola no Odeon, em plena Cinelândia, com direito a uma roda de chorinho na entrada do cinema. O clima era tão excelente que o filme foi aplaudido com entusiasmo, e não havia medo dos chatos que sempre dizem "ah, mas aplaudir filme é ridículo, aplaudir uma tela...". Uma tela não, peraí! Uma obra de arte, e de primeiríssimo nível, por sinal. Em um tempo em que só megaproduções se justificam perante o público, ver uma obra tão singela, humilde e reverente a algo tão grandioso como a história do samba, é altamente reconfortante.

Depois disso, só voltando pra São Paulo, com a sensação de ter feito uma viagem completa, maravilhosa, mas já sentindo falta do Rio. Agora é curtir o que Sampa, a antítese do Rio, tem de bom, o que não é pouca coisa.

Mas curioso, ontem, saindo do metrô, eu identifiquei pela primeira vez o tal do sotaque paulista. Eram duas meninas. É mais feio mesmo, as meninas ficam mais sem graça... Aiai, já tô com saudades mesmo do Rio :)

sexta-feira, agosto 08, 2003

Quinta-feira, 07 de agosto de 2003

O dia do velório do Roberto Marinho? Não. O dia em que, em plena madrugada, começaram a ter fim os privilégios previdenciários dos funcionários públicos? Não. O dia em que William Bonner chorou em pleno Jornal Nacional, pra total espanto de todo o Brasil? Não. Pra mim, esse dia tá marcado, mas de outro jeito. Foi o dia em que eu voei.

Pessoas, é importante: ninguém deve terminar a vida sem antes voar de asa-delta. A sensação é simplesmente única e eu a recomendo a todos. Principalmente por três razões:

1) O mais absurdo: pra fazer isso vc tem que ter coragem de, em cima de um despenhadeiro, correr em uma rampa bem inclinada pra baixo e pular com tudo no abismo. Fazer isso, ao mesmo tempo que dá um medo desgraçado, é muito bom. Quando eu olhei o abismo e vi que ia ter que correr e pular ali, pensei que iria desistir. Mas acabou dando certo...

2) O vento batendo, bem forte, enquanto vc está voando. Vc percebe, finalmente, como se sentem os pássaros, em seus vôos. E dá pra afirmar tranqüilo: eles se sentem realmente bem.

3) A paisagem. Claro, no caso eu pulei da Pedra Bonita, no Rio, de frente pra Pedra da Gávea, e com vista pra Praia de São Conrado, Leblon e Morro Dois Irmãos. Acho que não deve ter lugar melhor pra fazer isso.

Quando pousamos, cheguei a cair no chão. Minhas mãos estavam tremendo e eu não conseguia nem pegar as notas de dinheiro pra pagar o cara :) Depois, caí no mar, ainda rindo à toa da situação toda. Foi bem típico meu: pensei em saltar no domingo, decidi no domingo mesmo, já fui tentar pular na terça e acabei realizando a façanha na quinta, só por causa do vento. Mas confesso que realmente quase desisti, vendo a galera pular.

Aiai, agora me sinto bem melhor, depois disso tudo. Estou terminando minha viagem, e esperto ter conseguido realizar o meu objetivo principal: mudar. Mas isso, só saberemos depois. Por enquanto é só.

quarta-feira, agosto 06, 2003

Putz, onde eu escrevi "pára-quedas" leia-se "asa delta". É só o vento ajudar um pouco...

segunda-feira, agosto 04, 2003

E a vida continua, aqui na Cidade Maravilhosa. O curso terminou, e fez jus ao apelido da cidade. Aprendi realmente TUDO o que se poderia aprender em duas semanas sobre gravação de áudio. Com boa vontade, agora, é possível fazer um estúdio bacana lá em casa.

Ainda vou ficar aqui mais um pouco, fazer tudo o que ainda não deu tempo de fazer. Hoje, por exemplo, tive a experiência quase mística de entrar no Jardim Botânico, no meio daquelas enormes a magníficas Palmeiras Imperiais, onde Tom Jobim tinha a inspiração pras suas músicas mais lindas. Não preciso nem falar que foi de chorar. :)

Passeei lá durante duas horas, vendo as milhares de plantas tropicais e entrando na floresta. Depois, fui até a Lagoa e fiquei deitado, logo depois de o Sol se pôr, no meio de um monte de namorados. Aiai... Mas era bom. Eu e aquela imagem à minha frente nos bastávamos.

Ainda quero fazer algumas coisas aqui no Rio. E uma delas é saltar de pára-quedas. Acho que vou amanhã. Já me imaginei em cima da Pedra da Gávea, pulando que nem um pássaro em direção ao mar. Aí sim "fortalece", como dizem os cariocas. :)

Por hoje é só. Esse post eu dedico ao Alex, mesmo que ele odeie o Rio, já que ele teve a gentileza de nos ligar ontem à noite, matando um pouco a saudade do povo aí de Sampa. Como sempre, só o velho e bom Alex.

Um beijo a todos.
Até.