terça-feira, setembro 30, 2003

A polêmica Maria Rita

Lembram que o nome desse blog é Ouvido Eletrônico e que ele deveria falar mais sobre música do que sobre qualquer outra coisa? Pois é, eu tinha esquecido :-)

Poxa, está mais do que na hora de eu finalmente falar sobre a Maria Rita. Pra começar, devo dizer que sempre achei que o assunto fosse bem polêmico e, por essa razão, me eximi de tecer maiores comentários antes de ouvir todas as músicas. Até agora, ela gravou 13 no CD, duas postadas na Internet e duas no CD mais recente do Milton Nascimento. Ouvi tudo e tirei minhas conclusões.

Tenho que dizer ainda, alertando quem já desenvolveu paixões sobre o assunto, que eu não acho que essa questão se resume em “Maria Rita é o máximo!” ou “Maria Rita não presta”. Tem muita coisa a ser dita a esse respeito, e a conclusão não é nenhuma das duas acima. Aliás, as conclusões são muitas.

Antes de ouvir o CD, só tinha concluído uma coisa: que a Maria Rita era, para a Warner, sua gravadora, um produto de aposta milionária. O esquema de marketing em que ela se envolveu incluía a compra de espaços caríssimos de divulgação, inclusive espaços jornalísticos (o que caracteriza jabá), como o da revista Época. O esquema também incluía propaganda agressiva e de péssimo gosto, tentando vender a imagem de Maria Rita como “a sucessora de Elis, a cantora que todos esperavam”, slogan repetido nas matérias pagas veiculadas pelas Organizações Globo. Mas, até aí, tudo bem, é só uma empresa fazendo o que sempre fez. Eu precisava ouvir o CD para ver se a cantora Maria Rita era só um produto ou tinha algo mais.

E ela foi bem. É, sem dúvida, uma cantora de muito talento, que emociona os que lembram e gostam da Elis, por ser filha dela e ter um timbre tão parecido com o da mãe. Dizem que ela até se parece um pouco além da conta com a mãe, cantando. Sem dúvida (e eu vou comentar sobre isso mais abaixo), mas devo dizer que isso não é algo nada fácil de se conseguir. Senão, teríamos centenas de imitadoras da Elis por aí, coisa que nunca vemos.

O bom gosto na escolha do repertório também é um ponto forte do disco. E outra boa novidade: todos os instrumentos foram gravados ao vivo (ou seja, tocando juntos, no estúdio). É o tipo de naturalidade que falta muito nos discos de hoje em dia. Com o desconto de que há gravações adicionais (e hoje, com os recursos digitais, é impossível saber o que de fato foi ao vivo e o que foi acrescentado depois).

Mas sem dúvida, Maria Rita é uma cantora que já desponta, no primeiro disco, como uma das melhores do Brasil. Mas, na minha opinião, ainda não é a melhor.

E por que não? Principalmente por um motivo: ela ainda precisa demonstrar personalidade. Infelizmente, é preciso dizer que Maria Rita (por mais que insista em dizer que não quer seguir os caminhos da mãe nem ser comparada com Elis) procurou imitar a mãe no primeiro disco. Isso é fato e qualquer um que entenda um pouco de música percebe isso. Não falo do timbre, porque isso, sem dúvida, é genético. Imitou nos recursos de voz (algo que se decide racionalmente, e que não tem nada a ver com a carga genética), no tipo de repertório escolhido e nos tipos de arranjos. Não sei se ela fez isso por ingenuidade, seguindo sem perceber o esquema de divulgação da gravadora, ou de propósito. Mas fez. Não a condeno por isso, afinal, é uma cantora iniciante. Mas ela precisa demonstrar personalidade para ser respeitada a longo prazo, por quem entende de música.

Fora isso, me arrisco a dizer que o melhor do disco é Marcelo Camelo. O vocalista dos Los Hermanos é mesmo um compositor sensacional. Ele tem uma influência muito forte de Chico Buarque, e aqui pode-se perceber claramente a diferença entre “influência” e “imitação”. Ele cria algo novo a partir do estilo do Chico, até citando-o em certas partes (como quando diz “Não faz assim, não vai pra lá”, lembrando “Vitrines”). Maria Rita precisa criar algo novo na sua interpretação, a partir de Elis. Por enquanto, pra um começo, está bom. Poderia ficar com raiva por ela imitar a mãe no disco e dizer para o público que não quer imitar. Mas não vou fazer isso. Vou respeitá-la porque afinal, hoje, é preciso ter um esquema de marketing para fazer sucesso. Mesmo Caetano teve o seu, ainda em 1967...

Mas aguardo notícias melhores da parte de Maria Rita. Dizem que ela gosta muito de rap. E por que não há rap no disco? :-)

domingo, setembro 28, 2003

Não, claro que eu não fiquei chateado com você, ontem!
Meu problema era com o comportamento das pessoas em geral, naquele lugar, acho que você entendeu, né? Tava bêbado. Hoje, em dia, eu bêbado sou um perigo.
É tudo culpa do tratamento de choque que eu tô fazendo. Só quero ver onde isso vai dar...
“Quem te fez?”

Essa pergunta me foi feita quando eu tinha cerca de 15 anos. E ajudou a me moldar como eu sou.
Não é culpa minha, mas perguntas e situações como essa (que eu prefiro não contar em detalhes), me afetam profundamente, até hoje.

Quando meu pai e minha mãe me “fizeram”, ainda era 1977. Infelizmente, nessa época (e ainda hoje), não era possível perguntar ao feto se ele queria mesmo nascer. Seria tão bom, se pudessem perguntar... Se pudessem contar como é o mundo que a futura criança, futuro adolescente, futuro adulto, futuro idoso, terá que enfrentar...
Ouviriam um “não” retumbante. Por que eu iria querer ser mais uma carne no açougue, como bem define o Evandro? E ainda uma carne de segunda, que pouca gente quer levar pra casa? Não, preferiria continuar onde quer que eu estivesse antes disso.

Hoje em dia, ainda não me conformo com nada. Por isso a minha “revolta” dos últimos posts. Lembro das minhas ex-namoradas. As pessoas que mais me fizeram bem, e que mais me fizeram mal, também. Cada vez que terminaram comigo, me sentia como aquele cara de “A Laranja Mecânica”, com as pálpebras abertas, presas, tendo que encarar o mundo à sua frente. Lembrar delas me causa arrepios...

Hoje prenderam minhas pálpebras de novo. Vi o mundo nu e cru. Vi as pessoas tão felizes quanto tristes estavam os que estavam de fora da festa. E eu, no meio do caminho, via tudo. Feliz, um pouco. Triste, um pouco. Só que no final, mais triste. Era o álcool já fazendo efeito, como sempre me ajudando a perceber melhor as coisas.

Quando eu era criança, fiz um poema para a aula de redação. É coisa rara, eu fazer um poema. Chamava-se “O Jardim”. Tinha vergonha dele, porque continha tudo o que eu sentia. Não era pouca coisa, e aliás, ainda não é. O poema, que tirou nota máxima (ou quase, porque a professora exigia pontuação no final dos versos :-), foi lido em voz alta pela mestra, na classe, seguido de um comentário:
“São coisas como essa que me dão orgulho de ser professora”.
Ah, então alguém entendeu minha alma. Será?

Lembrei do poema porque, depois de 10 anos, ainda sinto tudo igual, o mundo me parece igual.
Como é o poema? Não sei, joguei fora, de vergonha. Pena... Mas tudo tem um consolo. Me sinto a melhor pessoa que eu conheço. De longe... Mas não há prêmio para isso (afinal, acho que quase todo mundo se sente a melhor pessoa que existe). Tudo bem, deixamos tudo assim mesmo.

Mundo de merda.
Vamos brincar de viver?
Vamos.
Até quando?
Não sei dizer. Até quando Deus quiser...

quinta-feira, setembro 25, 2003

O que significa que existem apenas umas 17 pessoas que eu não quero que se fodam. O resto...
EU QUERO QUE TODO MUNDO QUE NÃO ME LIGA NEM UMA VEZ POR MÊS E QUE NÃO VISITA ESTE BLOG NUNCA (e q portanto nem lerá isso) SE FODA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

De verdade...
Falando sério, às vezes eu acho que eu não devia estar nesse mundo, não é possível...
Olha a manchete que eu vejo agora no site da MSN: "Britney Spears diz que procura um cara tóxico"
As coisas não fazem sentido...
Ai, ai... Só eu me sinto assim, um peixe fora d'água, ou é impressão???

terça-feira, setembro 23, 2003

É, eu acho que eu tô ficando louco mesmo... E não sei se isso é bom ou ruim, mas é diferente, e é isso que eu tava querendo mesmo, diferença.

Como foi legal ir no Juck Joint, no sábado! A Carô foi uma surpresa sensacional, porque essa menina nunca sai com a gente!!!
E eu acho ela uma das coisas mais divertidas do mundo, assim como o irmão maluco. E conheci o namorado dela, gente finíssima!

Com todo mundo lá, só poderia ser um sucesso, como diz o Alex. E foi. Só faltou mulher pra ficar comigo, claro. Continuo jogado às traças. Hahahaha. Mas não muito :-)

E por falar em Alex, seu desgraçado, o que você pensa que está fazendo dessa vez??? :-) Liga pra mim pra explicar direito aquele seu último comentário no seu blog! E tenho dito!

sexta-feira, setembro 19, 2003

Ok, eu digo! Fiz um piercing básico, no supercílio! O Alex já viu. O legal foi que eu pensei nisso quarta à noite e quinta na hora do almoço já tava no meu rosto :-)
E como eu vi que não dói, podem esperar mais alguns, talvez na orelha, sei lá... É bem mais tranquilo que fazer tatoo...

quinta-feira, setembro 18, 2003

Deu a louca e... Fiz um pierging!!
Adivinhem só onde... Ficou legal pra caramba, eu acho :-)

segunda-feira, setembro 15, 2003

E a matéria do Alex tá ficando mesmo muito boa! Ele tá de parabéns e espero que esse seja só "the very begginig" pra ele. Ele agora já sabe de novo que tem condições totais de largar tudo e partir pro que ele realmente gosta de fazer. É só não desistir agora e continuar remando!!
Finalmente um fim de semana conhecendo pessoas novas, super legais e bem parecidas comigo... No sábado, só ia encontrar o Ed, numa balada que nem prometia grandes coisas, e aí conhecia a Aninha, gente finíssima e muito louca. Isso fora toda a galera da balada, muito engraçados.
Daí, no domingo, depois de gravar com o Nuataq, conheci a Angélica, que também é demais. É disso que eu tava precisando. Gente nova, pra fazer coisas novas.
Que os próximos finais de semana sejam tão legais quanto esse!

terça-feira, setembro 09, 2003

O fim de semana foi show, como comentou o Alex, mas com direito a coisas que ele não citou por não estar presente, como o show dos Smiths Cover, na sexta, e o Mercado Mundo Mix, no domingo (onde, por sinal, comprei minha primeira camiseta dos Beatles, bem diferentona). Por sinal, Alex, vamos almoçar durante a semana e combinar uma balada pra esses dias, antes de sexta. O que eu quero agora é isso: gandaiar :-)

E que droga esse sistema de comentários. Eu sou paciente, mas amanhã chega, ou volta ou tá fora...

quinta-feira, setembro 04, 2003

Alguém aí já ouviu Tristesse, com Milton e Maria Rita (a filha da Elis)? Pois deveriam... é daquelas músicas especiais, que parecem que foram feitas por alguém de outro mundo. Dá pra ouvir e esquecer de todos os problemas, só seguindo a melodia...

quarta-feira, setembro 03, 2003

E está surgindo uma nova banda, essa mais de baile mesmo, com o Rodrigo e o Paulo. Espero ganhar dinheiro com essa, pelo menos. E vai ser divertido tocar reggae :-)

Mas peraí, não vai ser só reggae! Tem bastante rock também, com destaque pra "Pro dia nascer feliz" que é o máximo!! Não vejo a hora de tocar essa música na batera!
Depois de um longo e tenebroso inverno, os arquivos do Ouvido estão online, aí do lado. Agora é possível relembrar toda a história, desde janeiro de 2002. Só faltam os comments voltarem, o que só deve ocorrer na segunda-feira.

Hoje recebi um email do André, o Flexero, direto da Austrália! Desde o cara viajou nunca mais vi os Bookmakers. Ele disse que volta logo. Espero que role uma balada em Santos pra comemorar. Volta logo, André!!