segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Só pra terminar de falar sobre a questão dos índios que estão morrendo de fome no Brasil. Não adianta citar problemas de acesso às tribos ligados a diferenças culturais, tendência ao alcoolismo, descaso das famílias com as crianças, dificuldade em conseguir mais terras para melhorar a condição de vida daquela população: enquanto não houver cestas básicas pra eles no fim do mês, eles vão continuar morrendo!

Eu voto no Lula desde 1994 porque sempre considerei que ele ia ter mais sensibilidade com esse tipo de problema, que ia ser menos tecnocrata... E ele realmente tem sido, nesses dois anos. Mas não nessa semana. Ele preferiu discursar sobre o seu orgulho em ter acobertado casos de corrupção do que cobrar responsabilidades em público e dar satisfação pessoalmente, sobre a questão dos índios. E isso foi foda.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Será que não tem mesmo ninguém pra mandar o Lula calar a boca??? Seria tão legal se em vez de falar merda ele fosse cuidar dos índios que estão morrendo de fome no Mato Grosso do Sul...

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Depois de sempre meter o meu bico onde não era chamado, resolvi falar de um assunto de que eu entendo um pouco: software livre.

O PT (calma, não vou falar de política!! :-) sempre foi um partido que defendeu o uso desse tipo de programa, contra o monopólio da Microsoft. Para quem não sabe, o sistema operacional dessa empresa, o Windows, é usado em 90% dos computadores do mundo, e ela não cansa de abusar dessa dominação para esmagar concorrentes em outras tantas áreas da informática doméstica (como o mercado de browser, mensageiros instantâneos e players de música e vídeo).

Pois bem. O PT no poder costuma adotar duas ações básicas no apoio ao software livre: construir Telecentros para ensinar informática usando Linux e substituir os Windows usados nos computadores do governo por sistemas livres. Agora, quer criar um novo programa, o PC Conectado, para oferecer computadores de baixo custo à parcela mais pobre da população. Ainda está sendo feito um estudo para saber qual sistema equipará esses computadores, mas o governo tem, claro, preferência pelo Linux.

Eu adoro software livre, acho o máximo o que os programadores em colaboração mundial conseguem desenvolver (o que mostra bem o poder da Internet), mas não consigo concordar muito com o uso do Linux no PC Conectado. No Telecentro, tudo bem – os garotos, apoiados por instrutores, podem aprender a usá-lo sem muitos sustos, e o uso de um sistema livre permite um aprendizado muito mais eficiente e gostoso de informática, facilmente levando aos caminhos da programação. Nos computadores dos gabinetes governamentais também não vejo problema – uma equipe de TI estaria sempre a postos pra resolver os pepinos.

Mas não consigo imaginar a Dona Maria comprando seu primeiro computador (com Linux) pro Joãozinho. Daí, logo de cara, ele tem problemas pra saber como falar com seus amiguinhos, que usam MSN Messenger. Só quem pode ajudá-lo em casa é Dona Maria e Seu Severino, então ele está perdido. Imagina então quando não tiver outra opção senão entrar em um shell pra descompactar e instalar arquivos rpm ou deb, verificar dependências, dar um jeito no supermount que deu pau (ou abrir e fechar o drive de CD-ROM na linha de comando) e fazer tudo isso entrando como root. Joãozinho joga o brinquedo novo no lixo em uma semana. Não é todo mundo que está disposto a desbravar o Linux sozinho, sem nenhum suporte mais próximo.

A alternativa seria a Microsoft. Mas a empresa oferece o seu “maravilhoso” Windows Starter Edition como solução barata para o Brasil. O sistema não tem Office (o que, por si, já custaria mais uma fortuna pro comprador pobre), só pode abrir 3 programas por vez (coitado do Joãozinho!), não vem com antivírus, não aceita mais de uma conta de usuário e não pode ser conectado em rede. Enfim, uma piada... Já foi enfiado goela abaixo de seu público-alvo, países emergentes como Índia e Russa, mas, com o PT no poder aqui, é meio difícil que vingue.

O PSDB, claro, já marcou posição junto com o Bill Gates. Esse tentou falar com Lula em Davos sobre o assunto, mas foi ignorado veementemente.

Quanto a mim, não consigo opinar sobre isso. Quem sabe quando o Linux realmente for para home user iniciante, ou quando o Windows tiver uma versão barata que preste. Por enquanto dou uma de tucano e fico em cima do muro.

Update: Pensando bem, se um suporte completo e eficiente for oferecido (o que não é nada garantido), desco do muro e fico com o Linux, sem me empolgar muito com a opção... E registrando que as distribuições desse sistema têm ainda muito o que melhorar em seus recursos gráficos.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

E ontem foi, então, meu último show com o Rodrigo, pelo menos em um bom tempo. Acho que foi o show que eu toquei com mais raiva aquela merda de bateria... Foi muito bom, mas também muito ruim.

A parte boa é que eu adoro tocar com raiva; que compareceram pessoas muito legais; que a Pati tava lá; que a Djá como sempre levanta muito o meu astral quando eu desço do palco; que a banda tava muito boa, etc.

Agora, o ruim, além da despedida da banda, é que muitas pessoas faltaram, o que me deixou chateado. Paciência, é assim mesmo.

E uma coisa que merece ser destacada: como manja de áudio e como é gente boa o Marcelo Scaffi!! O cara que já salvou um CD inteiro do Quanta Planta agora simplesmente FEZ esse show acontecer, emprestando quase toda a aparelhagem e gastando um dia inteiro pra fazer funcar o negócio, totalmente de graça!! Isso sim é gostar do que faz!

Estamos devendo outra a ele, show de bola total...

E aqui vão alguns shots da noite tirados pela Patrícia, só pra dar inveja a quem "não pôde" aparecer :-/

A banda


A banda de novo (agora dá pra ver todo mundo)


Eu tentando dar uma de cantor (reparem o cobertor dentro do bumbo da bateria, eu sou chique pra caralho!)


Metal!!

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

E o show tá confirmadíssimo! É sábado às 23hs. Seja o que Deus quiser!!
Êeeeee!! Formatei o meu micro e fiz uns 15 CDs de backup, resultado: 18 GB a menos e computador de gente funcionando.

Êeeeee de novo: consegui desinstalar o MSN 4.0 e impedir que a versão nova fdp rodasse com o Outlook Express e na inicialização. Porque só o Bill Gates sabe fazer programa chato, mais ninguém.

Agora tô feliz ;-).

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Bom, já tá na hora de anunciar! Sábado próximo é a despedida do nosso querido amigo Rodrigo, que tá indo morar em Joinville. E vai ser a despedida também da banda que ele liderava, e da qual eu adorava participar. Não sabemos ainda o que vai ser dela, mas sabemos que nada será como antes, como dizia Ronaldo Bastos.

Ninguém tá autorizado a faltar!! Segue o serviço:
R. Purpurina, 538 - Vila Madalena
Homem=30 Mulher=25 - Open Bar

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Mais fotos do evento na casa da Melissa.

A dona da festa...




e os palhaços convidados (com a anfitriã de novo no meio). A Pati não ficou uma palhaça gracinha??

domingo, fevereiro 13, 2005

sábado, fevereiro 12, 2005

O que o Carnaval não faz com a gente...

Graças à Camila, eu sou essa coisa bonita chegando no churrasco da Melissa



Melhorou um pouco, tocando viola...



Cição e seus personagens




sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Eba!!!! Dois meses depois de escrever a primeira página, acabei hoje o livro de VB.NET. Ufa! Foram 329 páginas!! Tudo bem que rolou muita figura e código, mas mesmo assim, tá louco. Entender aquilo tudo foi de matar...

Agora é pensar no próximo. Ai, que preguiça!!

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Eu vi...
O telão da Gazeta fazendo Scan Disk às 4h da manhã. Patético...

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Que droga, e não é só por causa das batas que eu tô chateado. Um grande amigo meu tá indo embora, que foda...
É impressão minha ou as mulheres estão todas grávidas, com essas malditas batas???

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Aproveitando uma parada aqui nesse trabalho altamente desgastante (do ponto de vista mental), vou cumprir o prometido e comentar um pouco o filme “Closer – Perto demais”.

Saí do cinema com um sorriso de orelha a orelha, apesar do caráter altamente depressivo da película. De fato, amigos meus (mais especificamente amigas) muito românticos quase tiveram que tomar anti-depressivos depois de verem suas ilusões desfeitas na tela. E, apesar de estar feliz pela beleza artística do que eu vira, eu já previa que a reação da maioria das pessoas seria essa.

O que eu acho mais interessante é a comparação que podemos fazer com outro ótimo filme também em cartaz, com o mesmo tema: “relacionamentos modernos”. É “Antes do pôr-do-sol”. Enquanto esse contentou em cheio os românticos de plantão, o outro atordoou. Quase todo mundo é unânime em dizer que “Perto demais” é pior. Chegam a dizer que é menos realista. Eu acho que pode ser muito bem o contrário.

O romântico “Antes do pôr-do-sol” tem muito realismo na forma, nos diálogos coloquiais, nos pequenos enfeites que compõem o filme. Mas, na história do casal que se apaixona à primeira vista depois de passar uma noite junto, e que se reencontra depois de nove anos, com o mesmo sentimento totalmente inalterado, tem muito menos realidade que Perto Demais.
E esse, pode ser fantasioso na forma, nos diálogos e personagens caricaturalmente patéticos. Mas, inegavelmente, apresenta uma situação bem mais palpável: a de casais problemáticos, com alta dose de infidelidade, mentiras e sofrimentos amorosos.
Um filme olha os relacionamentos modernos de uma forma mais crua; o outro, de um ponto de vista mais otimista. Um é rodado em Londres; o outro em Paris.
Tinha dito, durante a minha viagem, que Paris era o romantismo e Londres o pragmatismo. E isso se reflete, intencionalmente ou não, no clima desses dois filmes.

Pra mim, os dois são ótimos, cada um à sua maneira. Tendo a levar mais a sério “Perto demais”. Até porque, nada mais direto e sagaz do que a frase inicial, a preferida da stripper vivida pela Natalie Portman: “Hello, stranger”. Uma boa mostra do imenso complexo de auto-defesa que nos acomete, nos relacionamentos dos dias de hoje.