domingo, abril 30, 2006

A situação do Palmeiras é de terra arrasada. Não parece ter sobrado pedra sobre pedra do grande clube do século XX. Os palmeirenses (e eu tenho acompanhado até pelo Orkut!) estão tristes pra caramba, e com certeza alguma coisa está para acontecer para mudar essa realidade, pois a situação chegou a um ponto insustentável.

A pressão tem sido grande para que o grupo dirigente passe a bola para uma gerência profissional do futebol, através de uma parceria. Realmente, esses gordos cheios de macarrão no estômago provam a cada trapalhada que não têm a mais longínqua idéia de como administrar um clube de futebol de ponta.

Até quarta é a trégua, acordada pela torcida sem a necessidade de uma única palavra. Depois, pressão total e mudanças radicais. Pelo menos assim todos esperamos. Ou então, é melhor nos prepararmos para a Segundona 2007.

quinta-feira, abril 27, 2006

Bom, acho que missão cumprida! Posso finalmente parar de ficar cuidando de finanças e voltar a escrever. Até que gostei de ver a empresa por esse outro lado, que antes não conhecia, mas já tava ficando maluco. E assim acabam as malditas noites sem sono preocupadas com o fluxo de caixa :-).

sexta-feira, abril 21, 2006

Morreu Telê Santana, sem dúvida um dos maiores mestres da história do futebol brasileiro (e portanto mundial). Que pena não termos podido ver por mais 10 ou 20 anos esse técnico em atuação, muito provavelmente devido a um erro médico, que causou sua isquemia cerebral em 1996. Por outro lado, deve ter morrido feliz este homem, com uma história de vida tão vitoriosa.
A pedido do Alex, vou fazer aqui uma breve análise da sua carreira. Considerem que, a partir de 1982, digo com base no que vi. Antes disso, apenas baseado em relatos.

Como jogador
Telê nunca foi um jogador excepcional (por isso nunca foi convocado para a seleção), mas estava muito longe de ser ruim de bola. Ao contrário. Tinha inúmeras virtudes como raça, técnica apurada e disciplina tática. Foi um dos primeiros pontas no Brasil, como Zagalo, a fechar o meio-campo para impedir contra-ataques adversários. Não por acaso, foi um dos maiores ídolos da história do Fluminense, ganhando vários títulos com este grande time. O problema é que jogou no profissional entre 1951 e 1968, numa época em que choviam grandes jogadores pelo país (mais ou menos como acontece agora), o que dificultava o ingresso na seleção.
Seu apelido na época era “Fio de Esperança”, por sua raça e perseverança. Essa insistência e vontade, mais o gosto pela técnica e pelo senso de esportividade, seriam marcas também do seu trabalho como técnico.

Começo
Telê começou arrasador como técnico. Ganhou os estaduais do Rio (pelo Fluminense) em 1969, Minas (Atlético-MG) em 70 e ainda o primeiro brasileiro, de 1971, também pelo Atlético. Alguns anos se passariam para ele ganhar também o Gaúcho pelo Grêmio, em 1977.
Já não havia dúvidas de que tínhamos ali um grande treinador. Telê, no entanto, iniciava neste ano um longo jejum de grandes títulos. Em todos os lugares pelos quais passava, porém, montava times incríveis. Meu pai sempre me conta do Palmeiras de 1979. Era um time de jogadores em sua maioria desconhecidos, mas que jogavam um futebol maravilhoso. Enfiou 4 no Flamengo de Zico em pleno Maracanã, arrancando aplausos entusiasmados da torcida adversária. Mas sempre perdia nas finais...

Pé-frio
Como reconhecimento pelo grande trabalho, porém, foi chamado à seleção em 1982. Lá, o resultado foi o mesmo do Palmeiras. Foi eliminado da Copa por uma seleção bem inferior tecnicamente (Itália), e algo parecido ocorreria em 1986. No ano seguinte, comandaria mais uma vez uma equipe arrasadora, o Atlético-MG, mas que faria águas nas semifinais do campeonato brasileiro.
Esses acontecimentos, em um período de 11 anos sem levantar nenhuma taça importante, renderam a Telê um novo apelido: “pé frio”. Se por um lado não perdoa a falta de títulos, essa pecha reconhece os grandes times que Telê montou durante este período (ela sugere que os times só teriam perdido por azar). Tenho claro pra mim que, nos casos da seleção e do Atlético-MG, Telê sofreu devido à despreocupação com a defesa. Nesta época, o futebol estava mudando, com equipes mais rápidas (capazes de contra-ataques muito mais perigosos) e, ao mesmo tempo, mais fortes na marcação. Telê ainda não havia se adaptado à nova realidade.
Na Copa de 1982, jogamos sem volantes especializados em marcação. Nosso meio-campo só tinha meias ofensivos, no molde do que fizemos em 70. Só que, ao contrário do que acontecera na final de 12 anos antes, não era mais possível vencer a Itália dessa forma. Assim (apenas como exemplo), se tivéssemos um zagueiro que só desse chutão para frente, e não o ótimo (tecnicamente) Cerezo, na Copa de 1982, não tomaríamos aquele fatídico segundo gol, e portanto talvez não fôssemos desclassificados.
Mas era uma fase de mudanças, e Telê, como o futebol brasileiro, estava aprendendo. O esporte estava se tornando um grande negócio, a preparação física evoluindo com as novas tecnologias e as táticas de jogo eram muito mais duras em relação à época romântica de Pelé. O Brasil só voltaria a ganhar uma Copa com o pragmatismo de Parreira, em 1994. Com Telê ocorreria algo bem parecido.

Mestre
Telê foi chamado para recuperar o São Paulo em 1990. O time tinha sido rebaixado para a segunda divisão do futebol paulista e a diretoria do Tricolor queria algo compatível com a tradição vitoriosa do clube. Assim, chamou o melhor. Telê chegou e montou um time maravilhoso. Moldou o talento de Raí. Recuperou Muller (que de “fim de linha” passou mais uma década encantando inúmeras torcidas). Tornou Palhinha um craque (de fato, o meia só jogaria bem sob a batuta do mestre). Revelou Cafu e tantos outros. Além do trabalho obstinado de sempre, procurando a perfeição técnica nos treinamentos (e como isso se refletia em campo!), Telê agora tinha um novo elemento no seu trabalho: uma dose certa de cautela. Seu time, além dos nomes citados, tinha outros como Ronaldão, Dinho e Pintado, fortalezas capazes de tudo para parar os adversários. No caso de Dinho, especificamente, nem sempre dentro das normas de esportividade tão prezadas por Telê. Mas ele sabia que então, como hoje, era preciso força, além de técnica, para formar um time vencedor. E ele conseguiu. Forjou o que, pra mim, foi o primeiro time ideal do futebol brasileiro moderno, capaz de encantar com jogadas maravilhosas um jovem palmeirense como eu, ao mesmo tempo em que não permitia grandes investidas do adversário.
O São Paulo agora tinha não um, mas dois volantes (foi um dos primeiros clubes com essa característica no Brasil), o que serviu de justificativa para Parreira escalar Dunga e Mauro Silva na Copa de 1994: "Se o São Paulo de Telê joga bonito desse jeito com dois volantes, porque eu também não posso?", dizia ele. Ganhamos a Copa.
E Telê ganhou quase tudo entre 1991 e 1994. Mais ainda do que qualquer título, ficou um legado do qual até hoje usufruímos. Se temos agora uma seleção com craques maravilhosos, na melhor tradição do nosso futebol, é porque tivemos mestres como ele, que durante toda a fase de transição não abdicou de montar sempre times ofensivos e absolutamente encantadores. Telê nos provou, no começo da década de 90, que poderíamos assimilar elementos europeus para modernizar nosso futebol sem deixar de fazer desse esporte a nossa arte. Amém, mestre. Descanse em paz.

quinta-feira, abril 20, 2006

Tô bravo! O financeiro é uma merda porque os saldos nunca batem!!!

terça-feira, abril 18, 2006

Quem fala são os músicos...*

SILVÉRIO PESSOA A possibilidade de ser processado por baixar música é absurda. Meus melhores amigos são o meu Macintosh e o meu iPod, onde tenho mais de cinco mil arquivos de MP3 e vivo conectado. Como usuário, acho um anacronismo a possibilidade de um processo cair nas nossas costas. Não faz sentido as indústrias fonográficas remarem contra a maré. Elas precisam entender que a troca de arquivos na rede é um caminho sem volta. Eu mesmo vou colocar todas as faixas do meu CD na internet, na boa.

Qual vai ser o critério da ABPD para processar os usuários? Não entendo como alguém pode ser preso porque baixou um disco do Marcelo D2 ou porque fez o download de músicas da Madonna. Sou totalmente a favor, não só do MP3, mas também das cópias.

O artista tem que investir nos shows, nas apresentações, que é quando realmente se ganha dinheiro. Não vejo problemas com os piratas. Ficarei realizado como artista quando encontrar um disco meu para vender nessas barraquinhas de CD pirateados. Hoje, os próprios artistas não se opõem ao MP3. Muitos, inclusive, já utilizam o formato como forma de divulgação. Não vejo razão alguma para combater um formato que já está consolidado, que já faz parte da cultura dos jovens.

DJ DOLORES A situação é tão absurda que vivemos em um estado de desobediência civil instintiva. Quem pode barrar uma possibilidade tão boa de se informar, trocar idéias com o resto do mundo? Milhões de pessoas agora mesmo estão trocando arquivos através do soulseek, do kazaa, emule etc. Quem tem que mudar é a indústria que não encara o fato de que estamos numa era digital e um disco metálico em embalagem de plástico já não é um produto, digamos assim, tão atraente.

O conteúdo musical não precisa mais de um suporte físico. Quando a gente vê o benefício que a internet proporciona para quem tem a sorte de ter acesso a um computador e a uma linha telefônica, não dá nenhuma vontade de voltar atrás no passado.

Os softwares P2P são um avanço para humanidade, estimulam a curiosidade. Seria injusto fechar essas portas, principalmente num país economicamente deficiente como o Brasil. Sabe o que é pior? Nós, os artistas, em grande maioria, não nos importamos que o moleque baixe um, dois, três discos ou mesmo a nossa discografia completa. Quem se importa é o executivo de gravadora do alto de sua ganância. Participei do CD de lançamento do Creative Commons. No mesmo CD tinha David Byrne, Beastie Boys, Matmus, Gilberto Gil, Thievery Corporation… todos artistas do primeiro time da indústria que não se importam em liberar faixas em MP3.

* Tirado do site Webinsinder
BARÇA!! Quase na final!

segunda-feira, abril 17, 2006

Realmente, excepcional o Google Calendar. Só pra se ter uma idéia, tem coisas ali que a Microsoft só vai colocar em prática na próxima versão do Office. E tudo na Web, de graça!

Ainda assim, continuo achando que vale mais a pena usar o Outlook, com melhor integração entre e-mails, tarefas e compromissos do calendário. O interessante é notar como rapidamente a Web 2.0 está conseguindo oferecer sites com quase tantos recursos quanto softwares tradicionalmente ricos em funcionalidades, como os do Office.

sexta-feira, abril 14, 2006

Eu sei que é um grandissíssimo babaca, mas eu realmente gosto demais do vocal e das músicas do Pete Doherty!

quinta-feira, abril 13, 2006

Putz, como é legal voltar pro bom e velho Winamp...

quarta-feira, abril 12, 2006

A novidade agora é que eu estou tendo que aprender toda a parte financeira da empresa em que eu trabalho. Ainda não sei bem o motivo dessa decisão, mas tudo bem, vou lá porque adoro aprender o que quer que seja. Só quero ver onde isso vai dar.

De qualquer forma, está sendo ótimo finalmente aprender a operar o Excel com o mínimo de decência.

segunda-feira, abril 10, 2006

A Disney vai sair na frente. Em maio começa a fazer um teste de dois meses, oferecendo download de programas de megasucesso (como Lost e Desperate Housewives) de graça, na Internet. As receitas virão apenas de publicidade.

Enquanto outros lançam milhares de processos no mundo todo para tentar frear o P2P, a Disney, em um momento em que a audiência de suas séries começa a baixar devido aos downloads ilegais, decide ir por outro caminho. E o resultado desse teste pode decidir muita coisa sobre como a indústria do entretenimento vai continuar (ou não) sua luta contra o file sharing.

quinta-feira, abril 06, 2006

Ando meio preocupado: não ando vendo tanto as pessoas quanto eu gostaria. Tô sentindo falta do tempo em que tava sempre com os amigos, indo a vários lugares diferentes, conhecendo coisas novas juntos... Não sei se é normal que agora eu viva uma fase assim, um pouco mais caseira, mais voltada para outras coisas. Talvez seja. Ou talvez eu esteja fazendo merda. Alguém pode me ajudar?
A gente passa a vida toda ouvindo os macmaníacos falando que o Mac OS é o máximo, que dá pra fazer tudo com ele, que é mil vezes melhor que a merda do Windows, que eles não precisam de Windows pra nada, etc., etc...
Sendo assim, então por que cargas d'água o Steve Jobs resolveu fazer o Windows rodar no Mac???

Eu sei a resposta, mas que é engraçado pensar dessa forma e imaginar a cara de decepção desses macmaníacos, isso é..

segunda-feira, abril 03, 2006

Esse negócio de homem na cozinha é complicado... Atualmente estou lidando com uma média de 5 cortes profundos no polegar por mês. Descoordenação mata...
Que legal, vou fazer isso também! Vou sair viajando por aí e depois apresentar os recibos na FórumAccess, no valor de R$ 28 mil. Êeee, vidão!

E esse era Presidente do STF, nosso guardião da Justiça...

Folha de São Paulo:
"Ex-presidente do Supremo teve adicional de quase R$ 28 mil em 2005

STF reembolsou Jobim por viagens pagas por anfitriões

LILIAN CHRISTOFOLETTI
DA REPORTAGEM LOCAL

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim, que deixou o cargo na semana passada para retomar seus projetos políticos, recebeu do órgão quase R$ 28 mil de adicionais por viagens realizadas em 2005. Na maior parte das vezes, a ajuda de custo foi para viagens de caráter não-oficial e integralmente pagas pelos anfitriões."