sexta-feira, outubro 27, 2006

E a morte do Rogério Duprat, hein, o George Martin brasileiro? Pô, eu adorava esse cara, sinto tanta falta desse tipo de coisa hoje em dia: do uso de orquestra na música popular (sem ser só pra fazer uma "cama", como gostam os produtores de hoje em dia), e ainda por cima com humor! Eu adoro música com humor, e se for com orquestra, então...

O Ben, namorado parisiense da Lili, adora o Rogério, aliás muitos europeus amam o trabalho dele. Infelizmente, na nossa terra, não há gosto por preservar e curtir o que foi feito de legal no passado. Vale só o que o mercado nos vende, já que, via regra, as cabeças não-pensantes não são capazes de ir além disso.

Enfim, Rogério foi um mestre e devo muito do meu gosto por música a ele. Agradeço de coração e desejo que surjam outros destes por aí, porque realmente estamos precisando bastante.
Um colega aqui indicou o Gmail Drive como uma outra opção para transformar o Gmail em disco virtual. Ele é interessante porque coloca o Gmail como um drive da máquina realmente, usando o Windows Explorer. Porém, ao testar, vi que é bem inferior ao gSpace por alguns motivos:

- Apresenta bug ao substituir arquivos com a mesma Data de Modificação
- Apresentou problemas ao subir uma pasta de apenas 1,8 MB
- É mais lento para fazer tarefas como exclusão ou login
- Não salva username (ou salva tudo ou nada, para fazer o login)
- Não tem barra de status adequada
- Não faz preview de imagens
- Sendo uma shell do Windows Explorer e apresentando bugs, é um risco instalar o programa
- Não deve ser muito bem desenvolvido... Nem aparece no downloads.com, enquanto que o gSpace está no site oficial do Mozilla (super rigoroso com extensões)

Os únicos pontos positivos são o suporte a drag and drop e a inserção de metadatas mais organizados nos e-mails. Não compensa...

Aliás, o gSpace acaba ficando com apenas uma limitação mais séria: a possibilidade de subir apenas arquivos de até 10MB (máximo permitido pelo Gmail). Já tá na hora de o Gmail, estando na linha de frente nos serviços de e-mail gratuitos, começar a permitir mensagens com mais de 10MB!
Uma notícia boa, tão rara nos dias de hoje...

quinta-feira, outubro 26, 2006

Isso é algo impressionante (cliquem na imagem para ver maior). Sabem do que se trata? gSpace, uma extensão do Firefox que transforma o Gmail em um serviço de Disco Virtual com sistema de uploads emulando programas de FTP. Usar isso vai ser bem legal...



Obs: Na tela o meu Firefox 2.0 com tema Phoenity Modern + Tab Mix Plus + Forecast Fox.

terça-feira, outubro 24, 2006

Olha lá, já tá acontecendo, era só uma questão de tempo... As urnas eletrônicas NÃO SÃO 100% seguras, como diz o TSE, e enquanto eles continuarem privilegiando rapidez à segurança, a gente vai continuar correndo riscos cada vez maiores.

segunda-feira, outubro 23, 2006

E quarta tem a grande decisão para ver quem é pior: Palmeiras ou Corinthians!!

Eu particularmente já tenho uma opinião: o time do Palmeiras é pior (até porque não usa dinheiro da máfia russa), mas a bagunça do Corinthians consegue superar a burrice dos italianos do Palestra, tornando a disputa equilibradíssima.

O jogo promete ser uma merda! Mas os manos com certeza estarão todos lá e já combinaram pelo Orkut os habituais combates para depois do jogo. Até porque, convenhamos: pelo futebol desses times nem valia a pena sair de casa...
Um artigo que tem tudo a ver com o post que coloquei sobre as eleições. Nele, Delfim Netto (citado no post) justifica seu apoio a Lula fazendo um mea culpa discreto sobre não ter "distribuído o bolo" nos anos 70.

Como disse antes, não votarei no Lula, mas o artigo serve pra reforçar o que quis dizer no meu texto, sobre minha preocupação com a "saída puramente pelo crescimento do PIB" proposta pelo PSDB.
Belo vídeo sobre a ditadura da beleza artificial.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Não devo falar muito de política neste segundo turno, pois não quero pregar voto nulo. Porém, para compensar, segue um texto que escrevi e publiquei em alguns grupos de discussão.


O Bolsa Família e duas visões sobre o Brasil

Antes de mais nada: votarei nulo no segundo turno. Porém, não fosse o problema da corrupção (eu jamais poderia assinar embaixo disso), votaria no Lula. Essa decisão está intimamente ligada ao título acima, e é uma opinião que tenho já há um bom tempo (acho que desde 1994).

Meu objetivo neste texto é tentar mostrar como poderia ser mais aprofundado o pensamento antes de votar. Estou realmente cansado de ouvir votos justificados com frases feitas como:

- PT e PSDB são a mesma coisa
- Voto no Alckmin porque odeio o PT
- Voto no Lula porque odeio o PSDB
- Não vou votar, político é tudo safado
- O Alckmin vai vender o Aerolula
- Bolsa Família é esmola
etc.

Para uns, o Bolsa Família é a salvação da pátria. Para outros, uma esmola para comprar voto. Para mim, não é uma coisa nem outra e, ao mesmo tempo, é o principal tema da do segundo turno, juntamente com corrupção.

PT x PSDB

É comum ouvirmos hoje em dia que PT e PSDB são tudo farinha do mesmo saco. É incrível as pessoas que dizem isso não notarem a imensa diferença ideológica que existe entre estes dois partidos. Existem duas visões bem diferentes entre o PT e o PSDB: este último acredita que o principal agora é o Brasil crescer e que, para isso, o Estado brasileiro deve ser o menor possível e gastar pouco (de preferência com déficit nominal zero, como declarou hoje Alckmin – medida que pressupõe corte brutal de gastos públicos), possibilitando redução de juros e de impostos. Para os tucanos, o Estado deve apenas garantir as condições para o crescimento. Já para o PT, o Estado, no Brasil, é a entidade que deve operar a diminuição da desigualdade, através da transferência de renda. Acredita também que o Estado deve controlar os gastos de forma relativa, fazendo com que este controle não chegue ao ponto de impedir o pagamento de nossa imensa dívida social.

A solução tucana para o Brasil
Quanto à primeira visão, não posso concordar com ela. Para mim, o maior problema do Brasil é a desigualdade entre ricos e pobres, e o crescimento do PIB (mesmo sendo algo importante) não gera, por si só, a distribuição de renda de que precisamos. Veja o caso da China: ela cresce a taxas assustadoras há quase 30 anos e ainda é um dos países com maior desigualdade social no mundo. O Brasil mesmo viveu um período de grande crescimento nos anos 70, mas frente ao fato de que isso não melhorava o problema da desigualdade, nosso emérito ministro Delfim Netto dizia: “Precisamos fazer o bolo crescer para depois repartir!”. O fato é que o crescimento diminui o desemprego, mas não combate a desigualdade brutal que temos.

Por exemplo, imaginem uma faxineira que está sem trabalho. Se o Brasil crescer muito, ela deverá conseguir um emprego. No entanto, isso diminuirá a desigualdade? Muito pouco, pois aqui ela ganhará um salário de fome. No Brasil, a remuneração desse tipo de trabalho permite à pessoa apenas ter uma casa em uma favela, mal conseguindo colocar comida no prato da família ou pagar suas contas. Neste ambiente, as crianças largam logo o estudo para começar a trabalhar e ajudar a família, quando não acabam indo para o crime, já percebendo a falta de perspectivas que a sociedade lhe oferece. E o ciclo tende assim a continuar, infindavelmente.

Já em qualquer país de primeiro mundo, esta faxineira ganharia muito menos do que um médico, sem dúvida, mas ainda seria o suficiente para ela ter uma vida digna. Por quê? Bom, países assim não têm uma competição tão grande por empregos que exijam 0 de estudo. Não têm salários hiper-achatados ao longo das décadas e décadas em que o ciclo da desigualdade é repetido. Não têm, enfim, uma porcentagem tão alta da população disposta a aceitar salário de fome.

Bolsa Família e a saída pela educação
A saída para esse problema é a educação de qualidade, formando não batalhões de faxineiras, mas de pessoas capacitadas a desempenhar os mais diversos trabalhos de alta complexidade e valorizados no mundo globalizado. Há pessoas que acreditam que o Estado não tem grande papel nisso. Já eu acho que ele pode sim ser o principal catalisador dessa mudança.

Há, no entanto, um outro elemento aqui: é também necessário ajudar emergencialmente os milhões de miseráveis do Brasil. Programas como o Bolsa Família fazem isso, além de ajudar a educação ao incentivar a presença na escola.

Estamos vivendo um processo de maciça transferência de renda entre o Sul rico para o Norte pobre do Brasil. Isso explica em boa parte a guerra que está havendo entre essas regiões, na eleição deste ano. Para o Sul, o Bolsa Família é um desastre, e nas rodinhas de classe média paulistana é comum vermos críticas fortes ao programa, tratado como mera “esmola”. É fácil realmente alguém de classe média, nas conversas do café de um curso de pós-graduação do Senac, reclamar do Bolsa Família (aproveitando para destilar seu preconceito contra um presidente nordestino e sem estudo FORMAL), sem nunca ter passado pela situação de não ter o que colocar na mesa do almoço dos seus filhos. Já eu, no entanto, tento sempre me colocar na situação dos mais miseráveis (milhões deles, nesse país) antes de votar.

De fato, votei sempre no PT por causa da forma como eles investem neste tipo de programa, que tem diversas conseqüências positivas:
- Dá assistência emergencial às famílias necessitadas
- Estimula a presença dos filhos dos pobres nas escolas
- Ativa a economia das regiões mais pobres

Não é pela burrice do povo, como dizem os paulistas, que o Lula tem quase 80% dos votos no Norte/Nordeste. É porque algo está mudando por lá. Já há estudos dizendo que a distribuição de renda conseguida pelo Bolsa Família já é maior que a do Plano Real. Assim, mesmo com as suas falhas (que devem ser corrigidas), para mim, ele foi um passo importante e deve continuar. Porém, há um próximo passo a ser dado, que é o investimento pesado na melhoria e no controle de qualidade da educação pública.

Por isso votei no Cristóvam Buarque. Ele sempre deixou claro: “a saída do Brasil não está puramente na economia, e sim na educação de qualidade”. Infelizmente, ele saiu da disputa. Agora, restaria escolher entre as opções que descrevi:

PSDB = Redução do Estado / Redução de gastos públicos / Mais crescimento do PIB a longo prazo

PT = Mais gastos / Menos crescimento / Mais investimento em transferência de renda


Eu não votarei nesta eleição. Mas, se tivesse que votar, está bem claro qual seria minha escolha.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Este é o blog Profissa de Lili Martins, o "Direto de Paris"!! Tá super legal. Daqui a pouco ninguém mais vai querer saber do meu blogzinho amador... :-).

segunda-feira, outubro 16, 2006

Que legal rever pessoas queridas que estão há tanto tempo sumidas por aí, muito ocupadas com suas próprias viagens (como o desafio de se tornarem pais). A Pri e o Flávio são legais demais, nos receberam super bem e nos mostraram duas maravilhas: seu filho, o pequeno Giuliano, e a música que fizeram em sua homenagem.

Muito legal ver a felicidade deles, e ver como eles estão curtindo e cuidando bem do moleque. A música que compuseram é super singela e divertida, ainda mais com o toque supercriativo e maluco da Nancy (tô até agora com Giu-Giu---Giuliano! na cabeça hahahaha).

Que eles tenham toda felicidade do mundo com esse guri. E que ele não negue a raça e se torne mais um italianinho-palmeirense-sofredor!!

sexta-feira, outubro 13, 2006

Como eu digo: poderíamos estar muito pior. Olhem só esse estudo mostrando uma conquista da nossa tão recente democracia.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Semana retrasada fomos no concerto da Osesp, eu, minha mãe e a Kika. Nem postei nada aqui por falta de tempo. Mas realmente, como é legal ir de vez em quando assitir a um concerto!

O programa tinha dois poemas sinfônicos, um do Richard Strauss, outro do Debussy, além de um concerto para oboé do Strauss. Eu, de longe, gostei mais dos poemas sinfônicos. Por natureza é uma forma mais expressiva e menos preocupada com a técnica. Além disso, esse concerto do Strauss é engraçado: foi escrito em 1945, pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, e parece muito Mozart, tamanha a referência ao Classicismo. E eu não sou tão grande fã do Classicismo, assim... Gosto muito de Beethoven, mas aí já trata-se do primeiro dos românticos...

O lado negativo foi o fraco público. Espero que a Osesp não esteja em crise e se mantenha firme, porque é um grande orgulho termos uma orquestra como essa.

Minha mãe dormiu no meio do solo de oboé, mas mesmo assim disse que gostou muito. Agora é esperar pelo Rachmaninov, em dezembro.

terça-feira, outubro 03, 2006

Isso é um bom político (incrível, ele sabe o que é coerência e bom-senso...):

Partes da entrevista com Gabeira na Folha:

FOLHA - Por que ser deputado nessas estruturas?
GABEIRA - Para reformá-las. Eu trabalho com política internacional, direitos humanos e meio ambiente. Mas, há dois anos, percebi que, se não mudasse a minha linha, não ia poder desenvolver meu trabalho, a casa ia cair na nossa cabeça. O Congresso estava se aproximando de um ponto de ruptura com a sociedade. Só iriam sobreviver aqueles que compram votos. Aí fui para a guerra.

FOLHA - Como fica o PV agora?
GABEIRA - Fica como Plutão. Foi rebaixado, mas continua aí. No meu primeiro mandato, eu era o único deputado do PV. O Luís Eduardo Magalhães [ex-presidente da Câmara] me dava a palavra e falava: "O senhor pode orientar a sua bancada". Eu dizia: "Sou uma pessoa muito dividida". Uma das punições é não poder ser presidente de comissão. Mas eu nunca fui. Na CPI, sou suplente do suplente. O que define não é o cargo, mas a capacidade.

FOLHA - O sr. não pensa em se candidatar a prefeito ou governador?
GABEIRA - Eu tenho uma dificuldade por causa dos meus temas, que são sempre utilizados de uma forma negativa. Veja o caso do Sérgio Cabral [candidato a governador pelo PMDB]: fizeram um panfleto dizendo que ele que apóia o casamento gay. Não cogito a hipótese.

FOLHA - O sr. vai apoiar Alckmin?
GABEIRA - Há uma conversação em curso no PV no sentido de apoiar o Alckmin. Não vou propor o voto nulo, e possivelmente vou votar nele. Mas não me interessa entrar na campanha de ninguém. Eles estão sendo eleitos para governar, eu para fiscalizar. Eu me considero uma pessoa independente apoiando projetos que acho corretos e criticando os que não acho corretos.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Mas como eu digo que tudo sempre pode ser pior...

Alguns dos que não conseguiram:
- Havanir
- Pitta
- Fleury (ex-governador perdeu a vaga pro Frank Aguiar hahahahaha)
- Professor Luizinho (Arrgh...)
- Ângela Guadagnin (inventora da Dança da Pizza)
- Aurélio Miguel
- Severino Cavalcanti
- Delfim Netto
etc.

Só fiquei triste pela Soninha, que não foi eleita e com certeza merecia. Vai dizer que ela não seria melhor deputada que o Clodovil????
Assim que o Brasil vai pra frente. Deputados Federais mais votados em São Paulo:

1 - Maluf
2 - Celso Russomano (Estando bom para ambas as partes...)
3 - Clodovil
4 - Eneas (sem barba)

Outras figuras eleitas:

- Valdemar Costa Neto
- Frank Aguiar
- João Paulo Cunha
- Antonio Palocci
- Arnaldo Faria de Sá (claro...)
etc.

Depois podem cobrar o novo Presidente, porque só se ele for muito incompetente pra não fazer o Brasil crescer, com esses DeuPUTAdos maravilhosos que ele terá para trabalhar.

O Brasil é o país do futuro! Com essa Câmara ninguém nos segura!!!

domingo, outubro 01, 2006

Ops... Viajei. Não posso ter votado no Gabeira porque ele é candidato pelo Rio de Janeiro.
Pra Deputado Federal votei na legenda do PV