quarta-feira, dezembro 26, 2007

A notícia que saiu na mídia foi que cresceram 56% as vendas online neste Natal. O que eu não vi (a não ser na CBN) foi que muita gente ficou sem presente pra dar, simplesmente porque as entregas não chegaram.

Ouvi reclamações de todos os lados, de clientes da Americanas, Submarino e Fnac. Dessa última, então, foi o pior: prometeram a entrega para 1 dia, entregaram depois de 10 dias (dia 26, depois do Natal), e quando o cliente foi abrir, a caixa estava vazia!

O produto dessas empresas é um só: comodidade. Se continuarem fazendo esse papelão vão começar a comer poeira muito em breve, se bobear até para a Amazon.
Peguei emprestado no trampo e fiquei impressionado com uma entrevista da Hazel Henderson no Roda Viva. Como uma mulher sem nenhuma instrução formal pode ser tão inteligente???

Se o mundo fosse composto só de gente assim, sem dúvida estaríamos em outro patamar.

Mais informações sobre ela no seu site pessoal (que por sinal é bem tosco) e no Wikipedia.

terça-feira, dezembro 25, 2007

Esse site (www.socialinvest.org) é muito interessante. Mostra que os investidores comuns também têm que pensar em Sustentabilidade na hora de decidir onde colocar o seu dinheiro. É algo com que eu pretendo me preocupar mais, de agora em diante.
Tudo bem, negócios fechados com a WTorres, Traffic (R$ 40 milhões para compra de jogadores), Fiat (R$ 19 milhões pela marca na camisa, a maior quantia paga a um clube brasileiro) e contratação do Luxemburgo, acostumado a ganhar títulos. Ótimas notícias. Mas, enquanto isso tudo não se reverter em um bom time, não adianta nada: o Palmeiras continuará com dificuldades de levantar troféus em 2008.

UPDATE: agora afirmam que o valor da Fiat é R$ 8,5 milhões. Que diferença, hein!!

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Uma grande amiga sofrendo porque perdeu a mãe.

Essa e outras cenas de perda estão sendo muito constantes na minha vida, e na do pessoal da minha geração. É que os pais, tios e avós começam a ficar mais velhinhos, com a saúde não mais tão em dia...

O que me deixa puto é não entender porque pessoas tão legais precisam sofrer assim. Só isso. Não consigo entender a lógica, e como tudo pra mim tem que ter uma lógica (como o pessoal diz aqui no meu trabalho), então fico muito irritado e triste.

Para a minha amiga, deixo um grande abraço. Felizmente, querida como ela é, não vão faltar colos e ombros amigos pra esse momento difícil.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Não durei nem 15 minutos no campeonato de xadrez da empresa, uma vergonha. E sempre foi assim, desde pequeno: adoro o jogo, estudo e tudo, mas não consigo jogar bem.

O fato é que eu sou um cara muito distraído pra jogar xadrez. É um jogo que não perdoa distração, e não adianta, eu sempre vou deixar de calcular alguma posição importante. É exatamente por esse mesmo motivo que eu não posso ser revisor profissional de jeito nenhum.

Mas que eu gostaria de conseguir jogar bem xadrez, ah, isso eu gostaria muito!

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Que tal um hollerith de US$ 1 milhão por mês???
Pois é isso que ganhará o novo técnico de futebol da Inglaterra, o supercampeão Fabio Capello.

Quem sabe com um técnico de ponta como esse a Inglaterra deixa de ser esse time apático e volta a ser uma das grandes seleções do mundo...
Vendo o caso do Ryan Gracie, eu posso apostar que ele se inspirou no Grand Theft Auto...

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Matéria do NYT, reproduzida no UOL, faz uma análise dos resultados de vendas Radiohead, com o seu novo esquema on-line. São números não-oficiais, mas, se estiverem próximos da realidade, mostram que as gravadoras realmente não servem mais pra nada, a não ser fazer jabá...

"Resultado vantajoso
A banda e os seus managers não estão divulgando os números relativos às vendas por download, e tampouco o preço médio -- e talvez nunca façam tal coisa. "É a nossa roupa de cama", explica Hufford. "Não queremos lavá-la em público". Uma declaração da banda repeliu estimativas feitas pela companhia de pesquisa online ComScore, segundo a qual, durante outubro, cerca de 3/5 das pessoas que fizeram download do álbum do conjunto conseguiram as músicas de graça, enquanto o resto pagou em média US$ 6.

Calculando o número de downloads gratuitos, a ComScore diz que o preço médio por download foi de US$ 2,26. Mas a firma não especificou o número total de downloads, dizendo apenas que uma "porcentagem significativa" das 1,2 milhão de pessoas que visitaram o site do Radiohead (www.inraibows.com) em outubro fizeram download do álbum.

Segundo um contrato típico de gravação, uma banda recebe royalties de cerca de 15% do preço total das vendas de um álbum após as despesas terem sido recuperadas. Sem intermediários, com custo material zero por download, o preço de US$ 2,26 por álbum seria vantajoso para o Radiohead -- isso sem mencionar a publicidade mundial."

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Esse ano eu percebi finalmente: não sou nem de Exatas, nem de Humanas; estou no meio termo entre os dois.

E isso sempre foi assim, no Colégio, em que gostava tanto de Português quanto de Matemática, ou em casa, quando gostava tanto de ler livros de História quanto de Astronomia.

Isso pode ser algo bom em certo sentido, mas também dificulta muito, especialmente em começo de carreira, quando você precisa se destacar em algum tipo de tarefa específica. E isso dificlmente acontecerá comigo. Se eu me destacar, é pelo conjunto do trabalho, nunca por tarefas específicas.

Espero que saber disso me ajude. Afinal, ficar dando murro em faca, me colocando como um cara de Humanas quando isso não é a verdade completa, estava me trazendo problemas nos últimos anos...

terça-feira, dezembro 04, 2007

Olha só o nível dos corinthianos. Vê se desse jeito algum jogador ou técnico quer ir prum clube desses...

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Excelente artigo sobre desmatamento na Amazônia. Vale a pena ler e começar a buscar sempre certificação FSC ao comprar madeira.

domingo, dezembro 02, 2007

Corinthians na segundona. Claro que eu estou feliz como palmeirense, mas o fato vai muito além de mera rivalidade entre torcidas.

O Corinthians colheu o que plantou. Se achou o esperto, se aliando com mafiosos. Deu no que deu. O conselheiro Antônio Roque Citadini já dizia profeticamente, antes da assinatura do acordo: "teremos talvez um bom ano, mas depois, o resultado dessa parceria será catastrófico". O Corinthians foi usado. Lavou dinheiro pros russos, ganhou um campeonato roubado e, depois, acabou abandonado pelos "parceiros". Resultado: caiu. Aliás, em qualquer país sério, cairia não só no campo, mas também nos tribunais, talvez até a série C, e com o campeonato de 2005 confiscado.

Que sirva de lição pra outros times do Brasil que também resolvam ganhar campeonatos a qualquer custo. Bem-feito.

PS: em tempo, para quem tem memória curta (quase todos nós), essa não será a primeira vez que o Corinthians disputará a 2ª divisão do Brasileiro. Isso também já aconteceu em 1982.

terça-feira, novembro 27, 2007

Olha aí! Foram uma delegadA e uma juízA que prenderam a menina no Pará!
Puro nonsense...

segunda-feira, novembro 26, 2007

Incrível coincidência. Em um sábado começo a ler o primeiro livro de meu amigo Barbão ("Acaricia meu Sonho"). Adorei o livro, li tudo em uma única tarde. Ele:

- Se passa em Buenos Aires
- Tem um tradutor com personagem principal
- Fala sobre memórias
- Tem uma mulher perturbada que domina o tal tradutor

Um dia depois, assisto ao novo do Babenco, "O Passado". O filme:

- Se passa em Buenos Aires
- Tem um tradutor com personagem principal
- Fala sobre memórias
- Tem uma mulher perturbada que domina o tal tradutor

Obviamente, não estou falando de plágio, já que as obras são na verdade bastante diferentes entre si e foram lançadas ao mesmo tempo. Mas que é uma grande coincidência, ainda mais em um mesmo fim de semana, isso não dá pra negar...

domingo, novembro 25, 2007

Isso (Fonte Nova) não é um estádio, isso já está quase tão em ruínas quanto o Coliseu...

Infelizmente, essas tragédias sempre acontecem por aqui, à revelia de autoridades, num País que definitivamente não é sério e que quer sediar Olimpíadas, Copas e que tais.

Só quero ver até 2014...

quinta-feira, novembro 22, 2007

Dunga pode ser um técnico inexperiente, mas falou tudo aqui.

terça-feira, novembro 20, 2007

Depois do caso Richarlyson, agora uma outra decisão do tipo. Veja em que nível está a Justiça brasileira. Chega a ser uma piada maior que o próprio Congresso Nacional...

segunda-feira, novembro 19, 2007

Meu amigo Alex me enviou este interessante artigo da BusinessWeek sobre sustentabilidade em ambientes empresariais: “Empresa Verde é quase sempre um mito”. Ele me pediu que lesse com atenção, escrevesse aqui o que achei e se ele me fez rever meus conceitos sobre o tema.

Ok, depois de lido o artigo, vamos ao que ele me pede.

Antes de mais nada, notemos que o título fala de algo que não é preciso: “Empresa Verde”. Podemos dizer que uma "Empresa Verde" é aquela que neutraliza suas emissões de CO2, mas mesmo isso está sujeito a diversos tipos de medições. Além disso, com o atual estágio do problema, é possível defender que uma “Empresa Verde” é aquela que faz tudo o que está ao seu alcance para diminuir seu impacto ambiental. Esta definição, do meu ponto de vista, também estaria correta, e é ainda mais subjetiva (isto está ligado ao que falarei sobre “Mitigação”, mais abaixo). Como se vê, fica difícil, portanto, dizer que “Empresa Verde” é quase sempre um mito, se não sabemos ao que estamos nos referindo.

Avançando, vemos que o mote principal do artigo é: “está caindo a ilusão de que é possível conciliar investimento em sustentabilidade e lucratividade”. Quanto a isso, não preciso me preocupar, pois nunca acreditei que seria possível fazer grandes investimentos em sustentabilidade obtendo aumento nos lucros. Pelo menos agora, isso não é possível.

Eu acredito, e sempre acreditei, em algo diferente: que a humanidade terá que pagar um alto preço econômico e social, se quiser salvar o planeta. Teríamos que frear custos, consumo e aumentar investimentos e regulação, tudo isso de forma agressiva, o que não viria sem turbulências. O grande dilema que temos hoje é se a humanidade está disposta a isso. Enquanto esse ataque mais profundo ao problema não acontece, vivemos hoje de paliativos.

É desses paliativos que fala a matéria, apontando para o fato de que, geralmente, eles não trazem lucros. Minha experiência pessoal, na empresa em que trabalho, mostra que muitas vezes não trazem mesmo. E mais: geralmente as ações que trazem impacto ambiental mais positivo são as que mais demandam investimento.

Portanto, o artigo, neste ponto, não me trouxe um dado novo. Talvez àqueles que se iludiram achando que o mercado, mais uma vez, salvaria tudo, apenas com medidas criativas. No fundo, esta é a teoria das pessoas que têm receio de encarar o problema de frente.

Outro ponto destacado é a ação dos “adoráveis” marqueteiros de empresas que pretendem surfar a onda da sustentabilidade. Mais uma vez aqui já estou meio escaldado, afinal estamos falando de seres humanos. Sempre haverá espertos para se aproveitar de uma situação, mesmo que essa situação seja o risco de fim da vida na Terra.

Uma experiência pessoal recente com uma campanha dos Postos Ipiranga (“Cartão Carbono Neutro”) mostra que a preocupação com Marketing (que, claro, sempre estará presente nas ações de sustentabilidade) pode, muitas vezes, suplantar o interesse genuíno em ajudar. E o resultado mostra-se desastroso para todos os que estão tentando fazer algo.

Por fim, o artigo deixa a desejar em um ponto muito importante: não destaca como deveria o impacto de ações realizadas, independentemente do lucro que elas obtêm para a empresa ou sua estratégia de Marketing correlacionada. É de se imaginar que tenha sido esse o tom escolhido, pois trata-se de uma revista de negócios, mas não é correto que o seja, na minha opinião. Estamos diante de uma situação séria, talvez um dos maiores desafios da história da humanidade. Todos têm papel importante nisso, incluindo os jornalistas. Seria importante que o autor destacasse, em meio ao seu artigo, que muitas empresas estão realizando investimentos nesta área independentemente de retorno financeiro, e com um resultado que, se não resolve o problema, ajuda a mitigá-lo. Mitigação, aliás, é a palavra de ordem do movimento ambiental hoje, buscando a diminuição do impacto do Aquecimento Global às gerações futuras enquanto governos e sociedade não conseguem encontrar uma resposta mais contundente.

Isso tudo posto, acho que o artigo é interessante por mostrar uma visão sobre o tema, mas está incorreto do ponto de vista do desafio que estamos enfrentando atualmente. E, como explicado aqui, não me faz rever conceitos; apenas acrescenta alguns casos novos à minha coleção de pessoas que se iludiram, achando que um problema sério como este poderia ser resolvido meramente através das leis do mercado.

terça-feira, novembro 13, 2007

Fotos do incrível evento de reflorestamento de que participamos no fim de semana passado.

De complicado, só a entrevista em inglês que eu dei pra Tati, gaguejando que nem um idiota... :-).

Acordamos cedo no sábado, metemos o pé na lama, pegamos chuva, mas valeu a pena!!

segunda-feira, novembro 05, 2007

Fiquei meio chocado lendo esse artigo. Vai contra tudo o que a gente aprendeu sobre raças.

Mesmo que seja verdade o que estes cientistas defendem, não haveria problema, se o homem soubesse lidar com esse tipo de situação. No entanto, sabemos muito bem que ele não sabe...

sábado, novembro 03, 2007

Quando se pensava que o Google ficaria pra trás no mercado de redes sociais, eles vêm com essa: OpenSocial, plataforma aberta e interoperável para criação de aplicativos em quase TODAS as redes!

Na boa, tá difícil brincar com eles desse jeito. Essa o Facebook vai ter que engolir...

quinta-feira, novembro 01, 2007

O São Paulo cutucou a onça (Flamengo) com vara curta.

Essa atitude foi muito desleal e feia, um revisionismo histórico que não faz o menor sentido, já que os 13 grandes sempre foram unânimes em declarar o Flamengo pentacampeão.

Seria bom refazerem a camisa o quanto antes, pra não manchar a conquista...

segunda-feira, outubro 29, 2007

Está feito: eu e a Pati plantamos 30 árvores, referentes à nossa emissão de CO2 em 2007.

Vai salvar o mundo? Com certeza não. Mas ao menos, os que fizerem isso, são os poucos que estão tentando contribuir pra tornar o impacto do nosso drama ambiental um pouco menor.

domingo, outubro 28, 2007

Descobri recentemente e tenho usado bastante as redes sociais do Facebook e do LinkedIn. É impressionante o pau que eles dão no Orkut, em todos os sentidos (guardadas as diferenças de objetivos entre estes sites).

Ficou pra mim provado que eu tinha razão em uma coisa: o software do Orkut é muito, mas muito tosco, em relação aos seus similares. Provavelmente porque não há grande interesse do Google em investir pesado em um site que praticamente só é usado por brasileiros. Eles têm muitas outras prioridades de serviços consagrados mundialmente, como o Gmail, YouTube, este Blogger, etc.

sábado, outubro 27, 2007

Sintomático essa pesquisa ignorar o nome do Cristóvam Buarque. Mostra bem o quanto as pessoas desse país não acordaram pro tema Educação.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Olha essa agora! Querem fazer do Brasil uma imensa Venezuela...
Ontem terminou a minha Pós!! Pelo menos as aulas acabaram, e eu estou muito feliz!

Foi uma experiência muito válida. Conheci várias pessoas legais, algumas nem tanto, professores excepcionais, outros sem noção... Enfim, aquelas coisas de qualquer curso.

Porém, o que me chamou muito a atenção foi ver o quanto hoje a Pós-Graduação já se tornou "carne de vaca". Via pessoas ali que, claramente, não tinham o perfil que imaginava em uma Pós, e que faziam o curso apenas para tirar o diploma. Ou seja: hoje, não quer dizer nada se a pessoa tem uma Pós. Só indica que ela resolveu investir seu dinheiro nisso. Não se pode deduzir, a partir disso, o real talento da pessoa.

Apesar disso, vejo que as empresas continuam avaliando candidatos com base em coisas como Currículo cheio de diplomas ou marketing pessoal. Enquanto for assim, continuarão colhendo os mesmos resultados: funcionários muitas vezes com talento inversamente proporcional à qualidade do currículo, com formação de base ruim, ou mais preocupados com seus projetos pessoais (e que saem da empresa depois de 3 meses, ao receber uma oferta melhor).

Eu não me arrependo de fazer a Pós, vai agregar muito pra mim em conhecimento e currículo. Mas já não tenho mais a visão de antes, de que as pessoas com este nível de escolaridade são mais espertas e capazes do que os meros graduados.
Realmente, ontem percebi de novo: a música salvou a minha vida.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Tem um pessoal bem novo no trabalho que curte rock. Então estou, como todo bom tiozinho, tentando mostrar pra eles de onde veio tudo. Tô começando com Led Zeppelin.

Baixei o Led IV pra mostrar pra eles. Ouvindo Stairway to Heaven depois de muito tempo, vejo que essa música me traz várias lembranças:

- O livro "Crescer é Perigoso". Quem leu na adolescência não esquece a "cena" final, da festa, ao som da música, a primeira bebedeira e o sonho do cara por uma menina inalcansável. Nessa época eu nem conhecia a música, mas o trecho é tão bem escrito que eu fiquei com a gradação dela perfeita na minha cabeça. Quando conheci o som de verdade, tudo fez sentido.

- A gente na Ilha Comprida (eu minhas irmãs e minha prima), tentando com muita dificuldade tirar a letra de ouvido, ao som de um velho toca-fitas Sanyo.

- A primeira música que toquei na bateria, seguindo a partitura do meu professor, fã de carteirinha do Led. Desde então, o John Bonham ficou como o baterista cujo feeling eu mais me identifico.

- Luaus muitos por praias diversas. Sempre pessimamente tocada, mas mesmo assim especial.

Ou seja, essa música teve profundo efeito sobre mim. Vamos ver agora o efeito que tem sobre a geração da Web 2.0...
É impressionante o erro que captaram do Hamilton, no momento decisivo da temporada de Fórmula 1. Ele simplesmente apertou o botão que aciona o ponto morto no meio da corrida!

Pegaram isso neste vídeo. Hoje em dia o cara não pode fazer nada errado, que o mundo vê.

Taí um cara que impressionou o ano todo, mas pipocou no final. É esperar pra ver se ele vai conseguir superar isso, ou vai sucumbir à fama de amarelão. Justamente por temer isso que a MacLaren ficou tentando o tempo todo tirar dos ombros dele a culpa. Mas a verdade acabou aparecendo.

É uma pena, porque tava torcendo pra ele, no final do campeonato...

terça-feira, outubro 23, 2007

Foi doído. Tenho aqui na minha mão uma edição de 1961 de Casa Grande e Senzala, que é da bibloteca do meu pai. Comecei a ler e tal, mas vou ter que parar por uma questão de prioridades: não é assunto que esteja no topo de importância pra mim no momento, infelizmente.

Com dor no coração vou largá-lo em prol do "A 5ª Disciplina", de Peter Senge, sobre Gestão do Conhecimento e Cultura Organizacional.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Ok, vamos lá. Tarefa dificílima essa, comentar um filme como “Tropa de Elite”. Porque ele usa uma forma não esperada para comentar a violência das cidades grandes no Brasil. Não se preocupa em ser politicamente correto, e, pela primeira vez no nosso cinema, dá voz a um ponto de vista que tem conquistado cada vez mais apoio, em vários segmentos da sociedade: a do “façamos justiça pelas próprias mãos, de preferência com muito sangue”.

Fiquei pensando estes dias e cheguei à conclusão de que o filme não defende isso. Ele dá voz a isso. É bem diferente. E é importantíssimo que seja dado voz a essa opinião, porque é muito relevante o fato de ouvirmos de quase 100% das pessoas, nas ruas, que deveríamos tocar fogo nos presídios, e outras opiniões do tipo.

Neste sentido, o filme funciona como uma catarse furiosa para toda esta população, e até para quem não acredita nisso, como eu. Eu mesmo me senti vingado ali, momentaneamente livre do sentimento impotência que consome todos os brasileiros.

Como bem disse o Jabor (nessa eu concordei com ele) o filme é uma “experiência”. Daí a atitude ativa da platéia, gritando, vibrando, rindo, etc. Ele proporciona – a nós brasileiros que queremos mudar as coisas, mas não sabemos como – um momento de vingança, através da ficção. Só por isso, a obra já seria brilhante, do ponto de vista artístico e como documento histórico.

Mas vai além: coloca em discussão um sem número de outras questões polêmicas envolvendo o caos atual do nosso país, como:
• Corrupção totalmente sem controle na Polícia
• Corrupção na Política
• Relação do Usuário com o Tráfico e seus efeitos
• Real contribuição das ONGs nas favelas
• A tal “Consciência Social” dos traficantes
• A violência policial
• A frágil situação dos policiais que encaram subir no morro para matar ou morrer, e as conseqüências desta situação para sua vida familiar
• Os métodos de treinamentos dos policiais
Etc., etc.

Somando tudo isso à atuação no mínimo magnífica do Wagner Moura (a quem o Diogo Mainardi chamou de “péssimo ator” só pelo cartaz, o que mostra como ele é pretensioso, chato e polemista barato), temos um filme realmente muito interessante.

Se ele optasse pela solução politicamente correta de relativizar o tempo todo a visão do Capitão Nascimento, teríamos então mais um filme sobre violência, como Cidade de Deus, Carandiru e o Ônibus 174 (do próprio José Padilha). Por algum tempo, pensei que ele deveria ter feito isso. Mas agora, cheguei à conclusão de que não: de que era mesmo o caso, o momento, de dar voz a esta visão. Porque, há anos, é o que eu ouço o tempo todo nas ruas. E é preciso que tenhamos noção de como isto está crescendo e o quanto é perigoso. Talvez só assim as pessoas que estão destruindo o sistema comecem a ter um pouco mais de auto-controle.

Ou talvez eu esteja sendo de novo ingênuo. Afinal, estamos no Brasil...
Muito interessante isso, não conhecia os Peabirus! Esse ligava Cusco ao Oceano Atlântico! O Ed que vai gostar...

quinta-feira, outubro 18, 2007

Meu Deus, o que foi aquela jogada do Robinho ontem?? Vai entrar pra antologia junto com as grandes jogadas de Pelé e Garrincha na seleção!
Caramba, fazia tempo que não sentava e ficava algumas horas tomando cerveja e conversando com o Ed e o Cição. Foi muito legal lembrar aqueles nossos velhos papos sobre trabalho, futebol, música e o "mundo ideal". Como sempre, era a gente tentando convencer o Cícero de que o problema não é o sistema, e sim as pessoas.

Acho que a gente tá quase conseguindo :-).

segunda-feira, outubro 15, 2007

Acabo de ver o filme-polêmica do momento, "Tropa de Elite". Saindo da sala, rola a pergunta de sempre: "Gostou?". Impossível responder assim, na hora, sem correr o risco de ser leviano. O filme trata de um assunto muito complexo, e de uma forma bastante inusitada. Não é o pensamento banal "bons vs maus" a que estamos acostumados.

Vou pensar um pouco, esperar essa adrenalina toda assentar, e então dou minha humilde opinião.

terça-feira, outubro 09, 2007

Eu realmente não entendo o Suplicy... Será que ele era cliente do Bahamas?
Essa notícia é meio velha, não tinha visto, mas é impressionante.

sábado, outubro 06, 2007

Pedro Simon fora da CCJ: o Renan Calheiros tá acabando com o Senado, e ninguém faz nada??

quinta-feira, outubro 04, 2007

Interessante pesquisa mostrando os cassados nos últimos 7 anos. Vejam que esse papo de partido ético é conversa fiada. A corrupção na política brasileira é uma "praxe", um hábito, que está presente em todos os partidos. É muito mais um problema da nossa cultura, do que uma divisão perfeita entre "bons" e "maus".

Ranking de corrupção identificado pelo MCCE (a partir do número de cassados de 2000 a 2007):

1 - DEM (ex-PFL)
2 - PMDB
3 - PSDB
4 - PP
5 - PTB
6 - PDT

O PT ficou em décimo.

Só fiquei curioso por saber onde ficou o PL nessa lista...

terça-feira, outubro 02, 2007

Curiosíssimo: as famílias do desastre da Gol preferem o julgamento nos EUA (mesmo os réus sendo de lá). Mais uma medida do caos em que vive a Justiça brasileira.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Acabei mais um livro, este um presente de aniversário fenomenal da Djá: “Três canções de Jobim”. Foi tão bom que li tudo em quatro dias!

Fazia muito tempo que eu não lia livros de música (e pensar que antes, na minha adolescência, eu praticamente só lia sobre isso). É muito bom dar uma descansada do informatiquês e voltar a ouvir falar de cadência plagal, modulações, inversões, dominantes, etc.

O livro é uma coleção de 3 ensaios, cada um sobre uma música do mestre: “Sabiá”, “Águas de Março” e “Gabriela”:

Sabiá – Foi analisada por Lorenzo Mammì. O cara é muito bom: Doutor em Filosofia, formado também em música e literatura, ele tem uma visão completa do que está analisando, sem ficar preso às características técnicas da música (o que é uma tentação, em se tratando de Jobim). A análise técnica é usada como mais uma ferramenta para entender a obra, assim como a letra do Chico Buarque e, principalmente, o momento que vivia Tom Jobim na época, redescobrindo o Brasil depois de um longo tempo morando mais no exterior. É, sem dúvida, o meu ensaio favorito do livro.

Águas de Março – Aqui ocorre o contrário. Arthur Nestrovski focou demasiadamente em aspectos teóricos, na minha opinião. Em alguns momentos imaginei que era eu, em minhas aulas de Análise Musical na ULM (ou seja, um músico analisando e estruturando uma obra para poder tocá-la de forma correta posteriormente). Este tipo de abordagem pode ter algum interesse para músicos, mas não para o público em geral, e para quem espera uma resenha. E mais: até mesmo em aspectos técnicos, eu optaria por outros “objetos”; em vez de fixar-se na harmonia da música, Nestrovski poderia falar mais da melodia minimalista (que ficou em último plano na sua análise). Seria importante também dar mais ênfase ao momento da composição, o que também foi deixado de lado. Enfim, para mim este ensaio ficou devendo um pouco, em relação aos outros dois.

Gabriela – Já tive aula com Luiz Tatit, e sei como ele gosta de analisar música: como um discurso, em que as escolhas melódicas do compositor devem ser entendidas como veículo (intencional ou não) da sua mensagem. É uma abordagem bastante interessante, e ele a usa o tempo inteiro no capítulo “Gabriela”. O foco dele são as mudanças contínuas de andamento, o que eu acho muito adequado, em se tratando desta música. Seus famosos diagramas mostram com perfeição o perfil melódico, permitindo ao leigo acompanhar facilmente os seus argumentos. Acho que ele tem razão: quando compomos, quase sempre escolhemos as notas por um motivo, mesmo que eles estejam lá no fundo do nosso inconsciente. E são esses motivos quase inalcançáveis que Tatit procura trazer à tona no seu ensaio. Realmente muito interessante.

Para completar o mega presente, as três música vêm em CD, interpretadas lindamente por Ná Ozzetti (voz) e André Mehmari (piano). Uma grande homenagem a um dos meus músicos favoritos.

Mas agora não tem jeito: é hora de voltar pros bits e bytes...

domingo, setembro 30, 2007

Ontem, na balada, o Alex falou que meu blog passou a ser um tanto utópico, fora da realidade, por causa dos posts de meio-ambiente. Acho que preciso fazer algumas considerações sobre isso.

Apesar de concordar com o fato de que muitos posts que tenho colocado aqui parecem utópicos, e que estou realmente largando os assuntos que parecem mais palpáveis (e que muitas vezes são tão utópicos como falar de meio-ambiente, como quando tentamos achar soluções para a “política brasileira”), eu devo dizer que:

1)Este blog tem para mim um objetivo bem claro: colocar pra fora minhas opiniões, sentimentos, recordações, e afins, sem muitas restrições e sem pretensões de qualquer espécie (mesmo porque, ter pretensões de mudar o mundo com o número de leitores que tenho seria no mínimo insano).
2)Sou uma das pessoas menos utópicas que eu conheço. Ao contrário, sou uma pessoa que aprecia muito pouco a espécie humana, e que não vê muitas saídas para os maiores problemas que construímos ao longo dos milênios. Até mesmo já postei aqui sobre o “Movimento pela extinção dos seres humanos”, o que seria justamente a antítese de uma utopia. Porém, nem em um movimento como este eu acredito. Acredito apenas que podemos fazer as coisas serem “menos piores”.
3)Meus muitos posts atuais sobre meio-ambiente se devem principalmente a dois fatores:
a.Como o blog é para falar sobre o que eu sinto e penso no momento, tenho mesmo que postar sobre meio-ambiente, pois é o tema que mais tem ocupado a minha cabeça (além de Educação).
b.Acredito que todos os que têm um mínimo de consciência sobre o que viveremos nas próximas décadas têm a obrigação de “tentar” algo para procurar mitigar o problema. Algumas pessoas poluindo menos não resolverão nada, mas farão com que o impacto do Aquecimento Global seja menor (aqui entram também os conceitos que tenho visto em Gerenciamento de Riscos, na minha pós). Reiterando: é apenas uma tentativa, que considero obrigação de cada cidadão consciente, nos dias de hoje. O pouco que consegui na minha empresa me mostra que isso é realmente o correto a fazer.

Por fim, acho que essa opinião do Alex tem a ver com a frase de Ghandi que coloquei no Orkut: “Be the change you want to see in the world”. Realmente é utópico. Mas eu gosto dessa frase porque ela mostra bem qual a nossa grande dificuldade: de iniciar em cada uma das nossas ações as mudanças que gostamos tanto de cobrar dos nossos governantes.

sábado, setembro 29, 2007

Finalista de mundial recebe R$ 250 por mês.
Tem alguma coisa errada, não? :-/
Pensam que é só no Brasil que esse tipo de bagunça acontece???
Leiam essa história, que é impressionante (e muito triste)!

quarta-feira, setembro 26, 2007

Havia um erro na planilha de emissões de veículos (quanto a veículos a gasolina, de 1.5 a 2.0). Segue abaixo corrigida:

Bate-papo trivial. Uma amiga conta que levou um susto no volante, quando uma pomba bateu com tudo no espelho lateral do seu carro.

Comento: "Coitada da pomba!". E ela responde o esperado: "O quê? Coitado do meu espelho!".

Esse é o ser humano. Tem pena de objeto (desde que, é claro, o objeto seja dele).

sexta-feira, setembro 21, 2007

Entrei no http://www.iniciativaverde.org.br/calculator/pt/calculator.php para calcular minhas emissões de CO2, este ano. Tenho que plantar 35 árvores, sendo 23 delas por causa da viagem intercontinental! É impressionante o peso das viagens internacionais neste tipo de cálculo.

Vou fazer o plantio no mês que vem (temos que pagar R$ 12 reais por árvore, para que eles façam a ação, usando espécies nativas da Mata Atlântica). Há acompanhamento de biólogos e auditores.

Fiz também um cálculo interessante. Vejam a diferença de emissão entre diferentes tipos de meios de transporte (sempre considerando 1.200 km mensais). Um dono de pick-up deveria plantar 32 árvores, ao final do ano. Já quem anda com carro a álcool pequeno (como o meu), pode plantar 1 só, que tá no lucro. Quem anda de ônibus também fica bem, pois divide o peso ambiental com os outros passageiros.



Conclusão: quem tem pick-up ou motor grande à gasolina está totalmente na contra-mão da história.

terça-feira, setembro 18, 2007

Novos e interessantes dados sobre educação no Brasil, confirmando que investimos pouco MESMO. Estamos segurando a lanterninha...

quarta-feira, setembro 12, 2007



Segue uma boa notícia sobre a empresa em que eu trabalho, e que poderia inspirar todas as outras.



FórumAccess agora é neutra em carbono!

É com muito orgulho que a FórumAccess anuncia fazer parte de um seleto grupo de empresas que que realizam investimentos pensando nas futuras gerações. A partir de agora, todas as emissões de CO2 resultantes das operações da Fórum serão compensadas com o plantio de árvores bancado pela própria empresa.

Este tipo de atividade, denominada “Neutralização de Carbono”, vem sendo adotada por diversas empresas e indivíduos ao redor do mundo. O investimento é grande, mas compensador, pois trata-se de uma das principais ações mitigatórias conta o Aquecimento Global.

Para Daniel Burd, Presidente da empresa, “poder neutralizar as emissões de CO2 da FórumAccess não é mais que nossa obrigação. É um sinal de respeito para com a natureza e principalmente um sinal de respeito para com os nossos filhos”.

A neutralização está sendo realizada em parceria com a Iniciativa Verde, empresa especializada neste tipo de ação. Serão plantadas mais de 1.100 árvores de 80 espécies diferentes, em plena Mata Atlântica, no município de Porto Feliz (próximo a Sorocaba e às margens da Castelo Branco). Tudo com acompanhamento de biólogos e outros especialistas.

Ao falar sobre o assunto, Daniel conta a sua visão sobre o problema ambiental que vivemos: “Entendo que o ser humano faça parte de um delicado equilíbrio que foi sendo esculpido através dos milênios.
Temos o calor certo que precisamos, a luz certa, a temperatura certa .
Somos parte do mundo em que vivemos. Não dá para pensar no homem, sem pensar na natureza.
Acontece que o homem, com seu poder de transformar as coisas, que é magnífico, está, sem se dar conta, colocando em risco sua própria existência.
Parece que esquecemos que nossas ações estão impactando o meio e que seremos impactados em breve”.

Saiba que não apenas empresas, mas pessoas físicas também podem fazer sua neutralização. Para fazer o cálculo, entre em http://www.iniciativaverde.org.br/calculadora. Cada árvore plantada custa R$ 12.

Para ver o local em que será feito o reflorestamento, clique nos links abaixo, ou acesso o Google Maps e faça uma busca pelas coordenadas 23 19'41"s 47 32'15"w.

Zoom Out
Zoom In

segunda-feira, setembro 10, 2007

Como terapia, traduzi mais um trecho de que gostei muito do livro que estou lendo:
"Work of Nations", Robert B. Reich (1992). Lendo este livro, a gente percebe o quanto o Brasil está longe de ser um país desenvolvido.

O trecho fala sobre educação. Sobre como a maioria das crianças (nos EUA e no mundo) são educadas para trabalhar numa linha de montagem, enquanto a minoria é educada para realmente se dar bem (serão o que ele chama de analistas simbólicos).

"Mais importante, essas crianças afortunadas aprendem como conceitualizar problemas e soluções. A educação formal de um analista simbólico incipiente, portanto, implica em refinar quatro habilidades básicas: abstração, pensamento sistêmico, experimentação e colaboração."

"Considere, primeiramente, a capacidade de abstração. O mundo real não é nada mais que uma vasta confusão de barulhos, formas, cores, cheiros e texturas – essencialmente sem sentido até que a mente humana imponha alguma ordem sobre eles. A capacidade de abstração – para descobrir padrões e significados – é, com certeza, a verdadeira essência da análise simbólica, em que a realidade deve ser simplificada de forma que possa ser entendida e manipulada de novas maneiras. O analista simbólico manipula com destreza equações, fórmulas, analogias, modelos, idéias, categorias e metáforas para criar possibilidades de reinterpretar, e então rearranjar, o caos de dados que estão rodopiando ao nosso redor. Enormes porções de informação desorganizada podem, então, ser integradas e assimiladas para revelar novas soluções, problemas e escolhas. Todo inovador cientista, advogado, engenheiro, designer, consultor de gestão, roteirista ou publicitário está continuamente procurando por novas maneiras de representar a realidade, que será mais atrativa ou reveladora que a anterior. Suas ferramentas podem variar, mas os processos abstratos usados para modelar dados brutos em padrões manipuláveis, muitas vezes originais, são basicamente os mesmos."

"Para a maioria das crianças nos EUA e ao redor do mundo, a educação formal implica justamente no tipo oposto de aprendizado. Em vez de construir significados por eles mesmos, os significados são impostos sobre elas. O que deve ser aprendido é pré-empacotado em planos de lições, palestras e livros didáticos. A realidade já foi simplificada; o estudante obediente tem apenas que alocá-la na memória. Um processo educacional eficiente, assume-se, transmite conhecimento como uma fábrica eficiente instala partes em uma linha de montagem. A despeito do que é comunicado, a lição fundamental é que outra pessoa tem a responsabilidade de interpretar e dar sentido ao redemoinho de informações, eventos e sensações que nos rodeia. Essa lição pode apenas retardar a habilidade dos estudantes de brilhar em um mundo cheio de possibilidades de descobertas."

"Os estudantes mais afortunados dos EUA, no entanto, escapam deste conteúdo mastigado. Nas avançadas trilhas das melhores escolas primárias e secundárias da nação, e nas salas de seminários e laboratórios das melhores universidades do país, o currículum é fluido e interativo. Em vez de enfatizar a transmissão da informação, o foco é no julgamento e interpretação. O estudante é ensinado a validar os dados – a se perguntar por que certos fatos foram selecionados, por que assume-se que são importantes, como eles foram deduzidos e como eles podem ser questionados. O estudante aprende a examinar a realidade sob vários ângulos, diferentes luzes, e, então, a visualizar novas possibilidades e escolhas. A mente simbólica-analítica é treinada para ser cética, curiosa e criativa."
Me perguntam por que eu resolvi aderir agora ao Orkut, depois que deixou de ser modinha. É simples: o brasileiro instituiu que é legal e educado responder scrap, mas e-mail não! Talvez por que seja muito complicado escrever mais de duas linhas e pensar em uma linha de assunto...

terça-feira, setembro 04, 2007

Semana passada, fui a um evento extremamente interessante envolvendo a comunidade do MIT no Brasil. O palestrante Carlos Nobre falou sobre Mudanças Climáticas, assunto no qual é uma das maiores autoridades do Brasil e do Mundo.

Segue um resumo das várias falas importantes do cientista. É grande, mas vale a pena ler:

"A Terra está em um estado sem analogia no passado. O Mar está subindo (50% devido ao derretimento do gelo, e 50% pela própria dispersão térmica da água quente)".

"Svante Arrhenius (físico sueco) previu as mudanças climáticas advindas do CO2 em 1896, logo depois da Revolução Industrial. Era uma boa previsão: se dobrássemos a quantidade de CO2 na atmosfera, a temperatura subiria 5 graus. Este assunto, porém, ficou apenas na comunidade científica". - Isso mostra o quão lento é o ser humano para se adaptar, quando se trata de questões ambientais.

"Desde a Revolução Industrial já queimamos 244 bilhões de toneladas de CO2, e ainda temos 3700 bilhões de toneladas prontas para queimar!! Isso mostra o tamanho do risco".

"Por simulações, os cientistas do ICPP dizem que há mais de 90% de chance de o Aquecimento Global ser causado por nós. O corolário dos encontros do IPCC, realizados no primeiro semestre é: “está mais tarde que nós imaginamos”. Não é possível evitar o Aquecimento, e sim mitigá-lo e promover adaptação. As principais mudanças ocorrerão depois de 2020, atingindo um ápice em 2090".

"Nesta década, acelerou o crescimento do nível de CO2 na atmosfera. Passou de 0,8% ao ano para 3,2% (em grande parte por causa da China, mas vem crescendo ainda em todo o mundo)" - Impressionante isso, mesmo depois de ECO-92, Kyoto, e o caramba...

"Para as temperaturas não passarem de 2 graus, temos que diminuir de 60 a 70% as emissões, reduzindo-as de 1,21 tonelada per capita para 0,35 (nível da Índia, hoje). Isso envolve principalmente a descarbonização dos meios de produção".

"A maioria dos refugiados ambientais estará na África, com grandes quebras agrícolas, o que mostra a injustiça do processo:
EUA – Foram responsáveis por 25% do CO2 emitido até hoje na atmosfera
UE - 28%
China - 8%
Brasil - 2,5% (incluindo principalmente o desmatamento da Mata Atlântica e Amazônia)
África Inteira - 2%"

"As conseqüências para os animais já são sentidas. Várias espécies de sapos já sumiram, na América Central (64 espécies)".

"Segundo o IPCC, as mudanças climáticas vão aumentar muito a desigualdade no mundo" - E por conseqüência, a violência...

Conseqüências para o Brasil:
"• Amazônia Oriental vai ser substituída gradualmente por savana
• Semi-árido virará árido (isso já está acontecendo aos poucos).
• Com 2 graus de aquecimento, 30% das espécies estarão em risco de extinção.
• Algumas culturas agrícolas irão diminuir, mas a produção de soja irá crescer no temperado.
No nordeste está o maior problema. São 20 milhões de pessoas morando no semi-árido e dependendo de uma agricultura residual, que tende a ficar ainda mais escassa".

"O que fazer: Mitigação ou Adaptação? Esta questão está mal colocada por muitos. Como o Aquecimento é inevitável, temos que Mitigar E Adaptar".

"74% das nossas emissões (Brasil) são fruto de desmatamentos na Amazônia. 23% são pelo uso de energia (indústrias, carros, residências, etc.)".

"Já reduzimos a emissão per capita de 1,5 ton. para 1 ton., só com a redução do desmatamento este ano. Se eliminarmos o desmatamento, iremos para 0,5 ton. (nível da França, o melhor país europeu neste ranking, devido à sua opção pela energia nuclear). O Brasil tem conseguido reduzir bastante o desmatamento nos últimos três anos, provavelmente devido a vários fatores, incluindo o aumento da fiscalização".

"O desafio é científico, político e filosófico: o surgimento de um novo homo sapiens e a necessidade de uma “Revolução Ética”. É um compromisso ético inter-geracional, pois nada vai mudar para nós, apenas para as futuras gerações".

"Sobre o etanol brasileiro: é ótimo, desde que não se desmate para a sua produção!
Temos também que separar o desmatamento da queima comum da cana. A queima de cana de açúcar é problema de saúde pública, não ambiental, pois a cana absorve todo o CO2 depois de plantada".

"Podemos multiplicar por 10 a produção de cana sem desmatar.
Uma comparação interessante:
12L de etanol do álcool (o etanol brasileiro) = 1L de gasolina queimada (em emissões de CO2).
1,2L de etanol do milho (o etanol americano) = 1L de gasolina (ou seja, praticamente igual).
Os americanos produzem etanol do milho muito mais por questões estratégicas e eleitorais (via subsídios para produtores do meio-oeste) do que ambientais".

Sobre energia nuclear e hidrelétrica:
"Sim, as hidrelétricas produzem grande impacto ambiental (não relacionado ao aquecimento global), mas ainda podem ser usadas em pequenas instalações. Poderíamos aumentar em 50% nossa produção de energia somente desta maneira.
Já a nuclear ainda não resolveu uma série de problemas importantes, como destino do lixo (que dura milhares de anos) e a proliferação, com riscos à segurança mundial, além de não ser uma energia renovável".

Nobre encerrou com a frase de Ghandi: "Earth Provides enough to satisfy every man's need but not every man's greed".

Muito material para pensar...

segunda-feira, setembro 03, 2007

Aqui está o efeito da nossa nefasta educação das últimas décadas.
Continuando assim, não tem Bolsa Família ou crescimento do PIB que dê jeito.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Ai, não! Bateram no meu carro de novo! E pior: agora eu tava parado, no farol, e um ônibus bate na minha traseira, quebrando o farol.

Atualizando o histórico, em 2 meses e meio de carro novo:

- Levei uma multa na primeira semana
- Quebraram o retrovisor
- Na mesma semana, quando estava comprando o novo retrovisor, bateram na lateral dele, parado no estacionamento da Voli
- Algumas semanas depois, bati na lateral de um carro
- Uma semana depois, o ônibus bate na minha traseira

Estou totalmente traumatizado no trânsito. Vou tomar as seguintes medidas mitigatórias:

- Benzer o carro no sábado, na Igreja de São Judas
- Colocar um monte de reza, fitinha, etc. no retrovisor
- Começar a ir pro trabalho só de ônibus

Agora acredito em tudo: mandinga, energia negativa, benzedeira, numerologia de placa, vudu e o cacete..

quarta-feira, agosto 29, 2007

Eu não sei por que falar aqui de futebol, do tal clássico do ano que aconteceu hoje. O resultado mais uma vez foi criado pela arbitragem, assim como Palmeiras x Figueirense, no domingo passado (o Palmeiras deveria ter empatado ou perdido, e não ganhado), Manchester United x Tottenham (esse foi absurdo) e, enfim, tantos outros.

Insisto: a imensa maioria dos jogos de futebol são decididos por juizes, não pelas equipes. Pra quê comentar um esporte desses? Em que é mais importante saber se o juiz recebeu um por fora ou dormiu bem na véspera do que qualquer outra coisa.

Tudo por quê? Porque querem manter as regras assim, porque assim dá pra continuar fazendo conchavos facilmente. Fica complicado, fica realmente bastante chato assistir a esse esporte que eu tanto gosto (ou gostava...).

Falando com o Grandjean, veio a solução: criar um esporte só meu, em que o resultado não é o que sai no jornal, e sim o que eu vejo. Já fiz isso quando declarei o Inter campeão brasileiro de 2005.

Então tá, seguem os resultados dos últimos jogos que eu vi:
Manchester United 1 x 2 Tottenham (e não 1 x 0 pro Manchester)
Figueirense 1 x 1 Palmeiras (e não 1 x 0 pro Palmeiras)
Palmeiras 1 x 1 São Paulo (e não 1 x 0 pro São Paulo).

Pronto. É assim que vai ser futebol pra mim daqui pra frente.
Êee, Zé Serra, nem parece que é palmeirense, que gosta do verde... Olha só a justificativa dele pra vetar o projeto de preservação do Rio Ribeira:

"a concretização da medida objetivada na propositura que, em resumo, consiste na prática de ato de intervenção ordenada do Estado, visando à proteção do patrimônio cultural e natural, implicando restrições de uso, é típico ato jurídico praticado no exercício de função administrativa. Nessa perspectiva, o projeto, por incursionar em campo reservado à exclusiva atuação do Poder Executivo, incide em irremissível vício de inconstitucionalidade".

Esse palavrório todo parece dia de julgamento no Tribunal de Contas de São Paulo. Na verdade, há um lobby de uma empresa (a Companhia Brasileira de Alumínio) que tem interesse em construir uma Usina Hidrelétrica por ali.

Isso além do veto altamente polêmico à lei que obrigava supermercados a usar sacolas de plástico biodegradável.

Ou seja, a questão ambiental passou a ser mais um dos mil pontos de antipatia que tenho com relação a esse cara.

domingo, agosto 26, 2007

Ok, tenho que reconhecer, a teoria do rock ser inglês é mais emocional que qualquer coisa. Vou reformular: todo rock atual que eu gosto, e que eu acho que presta, é feito na Inglaterra ou de influência "inglesa".

E segue a "End of a Century" do Blur:


sábado, agosto 25, 2007

Caramba, esse Robert Reich é bom, mesmo! Algumas pérolas no livro que estou lendo, escritas em 1992 (perdoem minha tradução amadora):

“... na nova economia – repleta de problemas indefinidos, soluções desconhecidas e maneiras novas de resolvê-las – o domínio de velhas áreas do conhecimento não é nem de longe suficiente para garantir um bom rendimento. E mais importante, não é nem mesmo necessário. Analistas simbólicos muitas vezes podem se deparar com conjuntos de conhecimento com o digitar de um botão no computador. Fatos, códigos, fórmulas e regras são acessíveis facilmente. O que é muito mais valioso é a capacidade de efetivamente e criativamente usar o conhecimento. Possuir uma credencial profissional não é garantia dessa capacidade. De fato, uma educação profissional que enfatizou a aquisição rotineira deste conhecimento, em vez do pensamento original, pode retardar esta capacidade, ao longo da vida”.
(sobre o crescimento da importância relativa da criatividade sobre a formação tradicional, no mundo de hoje. Bem antes do estouro da Web, ele já falava da acessibilidade sem precedentes).

“Resolução, identificação e intermediação (criativa) de problemas pode criar um valor substancial para consumidores individuais, mas estes serviços não necessariamente melhoram a sociedade”.
(aqui falando sobre a importância do papel do Estado na regulação do mercado – apesar de ele não gostar do termo regulação).

Nem mil livros de auto-ajuda enriquecem tanto o nosso lado profissional como uma obra desssas.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Preciso urgentemente benzer meu carro novo. Em dois meses de vida ele:
- Levou uma multa
- Teve o retrovisor quebrado
- Teve a lateral arranhada por um carro no estacionamento
- Sofreu uma batida forte na dianteira

Isso porque eu fiquei 5 anos com o Fiesta sem acontecer absolutamente nada!

Vou benzer mesmo. E colocar fitinhas de São Cristóvão... Êeeee, olho gordo!!

terça-feira, agosto 21, 2007



O rock é inglês

Estava ouvindo aquela música do Blur, “End of the century”. Lembrei de quando eu a ouvi pela primeira vez e fiquei impressionado: eles eram bem moleques e pra mim eram mais uma bandinha, mas aquela música, ainda mais ao vivo, era muito legal (especialmente para um beatlemaníaco como eu).

É engraçado ver como os ingleses são capazes, 30 anos depois, de fazer músicas ao melhor estilo Beatle. Na verdade, tenho a teoria de que o rock, como o conhecemos, foi criado pelos ingleses, e não pelos americanos (muito menos pelos negros americanos, como se diz).

Se você ouvir Chuck Berry, Little Richard, Elvis ou qualquer outro, e depois comparar com o rock inglês dos anos 60, verá que houve uma ruptura. Eles pegaram aquele espírito e transpuseram para o seu ambiente, mudando praticamente tudo. Isso se reflete em vários pontos das músicas:
- Letras: passaram a ser muito mais elaboradas, e não só falando coisas do tipo “mexam-se”, “todo mundo dançando”, etc., como americano gosta de fazer até hoje.
- Melodia: influência total das canções européias
- Harmonia: se libertaram definitivamente das cadências repetitivas do blues e também passaram a ser ditadas pela tradição européia
- Ritmo: nem isso passou incólume. O ritmo do rock inglês começou, aos poucos, a não ter absolutamente nada a ver com o original americano.

E o fato é que este rock viajou de volta para a América (ainda nos anos 60) e por ali venceu. Daí digo: o rock que conhecemos foi criado pelos ingleses. E tenho dito!

UPDATE:
1 - A Kika falou e tem razão! O Country Rock não se encaixa nisso. É bem americano até hoje, apesar de também não ter mais nada a ver com o som de Chuck Berry, Elvis e afins.

2 - Falo aqui de modo geral. É claro que existem até hoje algumas músicas que fazem um revival dos anos 50, mas não são representativas do som que é feito hoje.

segunda-feira, agosto 20, 2007

quarta-feira, agosto 15, 2007

Mais uma boa razão para não viajar de avião.
Já que o Alex quer um comentário sobre os boxeadores, vou postar algo: que coisa ridícula a carta aberta ao Fidel Castro escrita pelo Suplicy e Eder Jofre, e publicada hoje na Folha. Destaque para a passagem em que eles citam a seguinte pérola do Fidel:

"esses cidadãos não sofrerão arresto de nenhum tipo e ainda menos serão vítimas de métodos como os praticados pelo governo dos Estados Unidos em Abu Ghraib e Guantánamo, jamais utilizados em nosso país. Estarão provisoriamente numa casa de visita e poderão ser visitados por seus familiares".

Che e o paredón que o digam...
E o que acharam de "casa de visita" como eufemismo de prisão??

Êeeee, Fidel, nem moribundo tomas jeito...

quinta-feira, agosto 09, 2007

Será que existe algum remédio pra preguiça???

quarta-feira, agosto 08, 2007

Estive hoje dando uma lida nos trabalhos do Ted Nelson. O cara simplesmente está há 40 anos tentando desenhar a sua própria "Web" e até agora não se ligou que, se não conseguiu ainda, é porque tem alguma coisa errada...

Na verdade, o tal do projeto Xanadu (que é a Web dele) é até que bem interessante. Acho que a dificuldade fica sendo devido à meta ambiciosa dele: representar toda a riqueza de conexões da mente humana em uma interface de computador. Pode até ser que ele consiga, mas acho que infelizmente ele passou do tempo. Fica a idéia, para um futuro que, acredito, está bem próximo.

Projeto Xanadu: http://xanadu.com/
Projeto ZigZag (meio que uma tentativa de implementar a construção de software e conteúdo ao estilo "Xanadu"): http://www.xanadu.com.au/ted/zigzag/xybrap.html



UPDATE: eu acho que algo que caminha neste sentido são os softwares do tipo Mind Map. Apesar de que o Nelson também deve cair matando em cima deles, por não ter recursos pelos quais ele anseia (como conteúdo multidimensional, acesso a qualquer tipo de dado, controle de versões e direitos, etc.). Mas enfim, trata-se também dessa busca por representar a nossa mente na tela do computador.

Brasil, uil, uil!!!
Pobre, Baiji... Repito: não seria melhor se o homem se extinguisse?

terça-feira, agosto 07, 2007

Nada como alguns dias no campo (mesmo que sejam apenas 3) para recarregar a bateria. E lembrar (como diz o Alex) como o mundo é grande!!

Essa decisão do meritíssimo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho seria hilária, se não fosse trágica. Esse é o nível dos magistrados do Brasil...
Não contei aqui por falta de tempo, mas há umas duas semanas assisti ao Ratatouille, e é simplesmente genial. Já não sei mais dizer de qual desenho animado eu gosto mais: se o primeiro Shrek ou este...

terça-feira, julho 31, 2007

É engraçado, as pessoas ficam se degladiando pra dizer ou que o Pan foi uma enganação e só serviu pra desvio de dinheiro, ou que o Brasil foi show de bola e que foi tudo muito lindo.

Mais uma vez, há uma imensa dificuldade em fazer uma análise que não seja radical para um lado ou outro.

Sim, parece que houve mesmo um monte de desvios, mas onde não há desvios de verba no Brasil? Até mesmo para a Olimpíada de Londres já está havendo uma série de problemas, com orçamento triplicando em questão de meses.

O fato é que o Pan teve as lambanças típicas do Brasil (incluindo o comportamento do povo sem noção), mas também corrobora o que já se vê há algum tempo: o Brasil vem crescendo no esporte. E não adianta vir com a tese superficial de que não é bem assim porque os EUA vieram só com atletas meia-boca. Os EUA são hours concours em Pan-Americano, e sempre fazem isso. A disputa não é com eles, e sim com os demais países do continente.

O Brasil, pela primeira vez em muuuuito tempo (mais precisamente desde 1963), passou o Canadá e até mesmo Cuba! Sim, passou, porque tive a pachorra de verificar que fomos melhores que os cubanos na maioria das modalidades. Vejam, se déssemos apenas uma medalha de ouro para cada uma das 41 modalidades do Pan, o quadro de medalhas ficaria assim:



Isso é bom para ter uma idéia mais exata e uniforme, já que algumas modalidades distribuem 11 medalhas (como boxe, onde Cuba vai muito bem) e outras apenas 2 (como vôlei, em que o Brasil é bem melhor).

O que vemos é que estamos entre os três melhores do continente em 26 das 41 modalidades, enquanto que a Argentina conseguiu isso em apenas 5. Hoje temos destaque mundial em Futebol, Futsal, Ginástica Artística, Judô, Salto em Distância, Salto Triplo, Vela, Vôlei, Vôlei de Praia... Todos com grandes chances de medalha em Olimpíada.

É claro que não somos (nem nunca fomos e demoraremos muito para ser) potências do esporte. Só alguns dos países de 1º mundo, com excelência em educação e infra-estrutura, ou países comunistas (ou ex-), que usam o esporte politicamente, o são. Mas é legal reparar que estamos melhorando em tantos esportes. Só seria bom a mídia parar de jogar toda a culpa dos problemas no governo e ver que ela também tem papel importante neste processo (como por exemplo parar de falar o tempo todo sobre futebol, naquilo que chama de “Noticiário Esportivo”; depois perguntam-se por que o pessoal dos outros esportes não conseguem patrocínio...).*

* Frase infeliz do blog do Juca Kfouri que exemplifica bem isso:
“O Pan acabou. Mas tem futebol já no meio de semana, na quarta e na quinta. Ou seja: tem diversão garantida.”

Pergunto: diversão??
E constato que só vou ouvir Juca falar de Atletismo de novo em Pequim/08...

terça-feira, julho 24, 2007

Ando bem contente com as mudanças que eu tenho conseguido emplacar na minha empresa relacionadas à sustentabilidade. Já tinha rolado de só usar papel reciclado, adotar a neutralização de carbono, participar dos Indicadores Ethos, recolher óleo de cozinha de colaboradores e familiares, e agora acho que foi o melhor: trocar os copos de plástico por canecas e copos de vidro.

Com isso, serão 132 mil copos de plástico a menos sendo consumidos por ano, um impacto realmente muito positivo. A empresa está de parabéns por estar tão aberta a este tipo de iniciativa. Quem estiver lendo isso, reproduza também nas suas empresas!!

Obs: o resultado da campanha do óleo também foi legal: 25 milhões de litros de água deixando de ser contaminados. Quer dizer, isso foi o que deu para quantificar, fora pessoas que não trouxeram óleo mas passaram a descartar corretamente.

segunda-feira, julho 23, 2007

Coros de "Osama!" quando americanos recebem medalha, vaias ostensivas em hinos e pódios, brigas generalizadas, objetos atirados aos juízes... Não se fala isso na imprensa, mas o fato é que esse Pan tem sido, além de muito divertido, a pá de cal em qualquer sonho brasileiro de organizar uma Olimpíada. Com o povo sem noção que temos, simplesmente não dá.

quinta-feira, julho 19, 2007

O que mais impressiona, irrita e assusta nessa tragédia toda da TAM e no caos aéreo do país é a incapacidade das autoridades de chegar a qualquer conclusão, consenso ou direcionamento sobre o problema, sobre quais os passos a seguir. Infraero, ANAC, Governo, Aeronáutica, parece cada um olhando pra um lado, falando sozinho, sem nenhum tipo de coordenação efetiva.

É mais do que um apagão aéreo, é um apagão mental, um apagão de organização da nossa sociedade. Sinceramente, não ando mais muito otimista quanto à nossa democracia. Se não melhorar (e só tem piorado), acho que vai tudo pro espaço...

segunda-feira, julho 16, 2007

E a talentosíssima Jade perdeu por pouco... É o que eu sempre digo: no Brasil, como poucos se destacam no esporte (às custas de muito esforço pessoal, diga-se de passagem), é muito difícil ganhar algo em esportes individuais, porque a pressão do País acaba sendo muito forte em cima da pessoa (ainda mais neste caso, em que estamos falando de uma menina de 16 anos. Aliás, acho isso um absurdo na Ginástica Artística, mas fica pra um outro post). São milhões de pessoas depositando em uma só todo o peso de ganhar uma medalha.

Enquanto as coisas forem assim, nossa sorte sempre será melhor em esportes coletivos.
E olha só, como o futebol é o esporte mais imprevisível que existe (e não só pelos "erros" de arbitragem), o Brasil foi campeão de goleada! Realmente, não dá pra dar palpite nesse esporte.

O fato é que a Argentina está nitidamente com medo do Brasil, depois de tantas derrotas. Entrou e "amarelou", expressão criada originalmente para se referir à Seleção Brasileira, quando jogava mole. E esse é o mérito do Dunga: fez o Brasil voltar a ter o que tinha de mais carente, que é a raça. Neste quesito, deixou os argentinos, antigos mestres do assunto, no chinelo.

Agora é só ele parar de palhaçadas, tipo colocar Doni de goleiro, que acho que rola um bom futuro pra ele no comando da Seleção.

quinta-feira, julho 12, 2007

Perfeita a definição do José Simão: o Doni inventou o "pênalti com barreira"!
Não dá nem gosto de torcer... escolher entre o Brasil, que se classificou num lance desse, e a Argentina, que fez isso aqui...

quarta-feira, julho 11, 2007

Pessoal, olhem que grande exemplo do empreendedorismo brasileiro. Esse cara deveria escrever livros de auto-ajuda, seria o novo Jack Welch! Quero saber onde ele investiu pra eu investir também!!!

Do Blog do Fernando Rodrigues:

-----------

Olavo Calheiros (o irmão de Renan):
bens crescem 7.635,51% em 8 anos

A seção Painel da Folha (só para assinantes) mostra hoje o espetáculo do crescimento do patrimônio do deputado federal Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão de Renan Calheiros.

Os dados estão todos disponíveis com acesso livre no site www.politicosdobrasil.com.br. Olavo tinha em 1998 um modesto patrimônio de R$ 51.139,56 (valores da época, sem correção), segundo declarou para a Justiça Eleitoral. Em 2006, oito anos depois, estava com robustos R$ 3.955.906,03.

A evolução patrimonial nominal foi de R$ 3.904.766,47 –o equivalente a um estupendo aumento de 7.635,51%.
Bem vergonhosa a classificação do Brasil ontem, na Copa América. O Doni só faltou pular na perna do jogador, no último pênalti (aliás, como explicar o Doni como goleiro da Seleção?????).

Infelizmente, o futebol é legal, mas não é um esporte sério. As "brechas" nas regras lembram até as das leis aprovadas pelo Congresso Brasileiro. Como eu sempre digo: não há outro esporte no mundo em que os juízes decidam tanto resultados quanto o futebol. Mas fazer o quê? A gente gosta e assiste mesmo assim... :-)

quarta-feira, julho 04, 2007

Depois de mil anos, quase 100% ocupado com questões de trabalho, volto a postar aqui. Vão ser realmente mais raros os posts, mas eu não pretendo inativar o blog.

Dessa vez é só pra registrar duas dicas:

Google Maps - Cada vez mais sensacional. Agora busca perfeitamente por rua e número (buscar no formato r. xxx, numero, São Paulo-SP, BRA), informando mãos de ruas, etc. Até o mapa completo de Pirassununga ele tem! Tô preferindo ele ao Apontador, MapLink, GuiaMais e afins.

Work of Nations - Meu novo livro de cabeceira, indicação do professor da pós (foi parte da tese de doutorada dele). O tema é falar sobre como fica a idéia de "economia nacional" no século XXI. Foi escrito por Robert B. Reich, que foi secretário do trabalho na administração Clinton. Tô começando agora, mas já dá pra ver que é mesmo muitíssimo interessante.

quarta-feira, junho 20, 2007

Conheço uma pessoa que comprou um carro Flex e só quer saber de usar gasolina, mesmo sabendo que gasta mais e que polui mais.

O argumento da pessoa é que "é melhor para as peças do carro".

Isso me faz lembrar a cena de "Uma verdade Inconveniente", em que o Al Gore olha para uma balança em que está de um lado o Planeta e de outro uma barra de ouro. Com uma cara cheia dúvida, ele ironiza o "dilema" muito comum que esta imagem simboliza. É como pensa este meu conhecido. O que vale mais? Um carro ou a Terra? Ele não tem dúvidas em responder.

Afinal, a dúvida maior não é essa, e sim saber se somos mesmo seres racionais.

sexta-feira, junho 15, 2007

Legal, mesmo com celular quebrado, quase todos os meus melhores amigos me ligaram no aniversário, pelo menos pra deixar uma mensagem. E isso porque eu não tenho Orkut pra lembrá-los!!!!!!!! :-)

O fato de estar chegando à versão 3.0, devo dizer, por enquanto tem sido sensacional. Estou vivendo uma nova fase, coisas novas não param de acontecer, estou aprendendo muito (e bem mais esperto do que com meus 20 e poucos) e, ao mesmo tempo, não estou com aspecto envelhecido (ainda). Portanto, está me parecendo a melhor fase da vida. Tomara que continue assim!!!

sábado, junho 09, 2007

Xinga-se muito o G8 por causa da questão ambiental, mas, sinceramente, acho que o G5 não tá ficando atrás, não...

Os países em desenvolvimento, liderados por China e Índia, e com coro perfeitamente engrossado pelo Lula, estão ajudando a criar um jogo de empurra em que o meio-ambiente sai perdendo, e muito.

Espero que isso mude rápido. Só que, por enquanto, só tem piorado ano após ano.

terça-feira, junho 05, 2007

Carlos Heitor Cony me decepcionou profundamente. Em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente ele aparece na CBN para proferir a seguinte pérola: "Hidrelétrica faz mal ao Meio Ambiente, pode acabar com algumas espécies, mas é assim mesmo, depois surgem outras, isso é da natureza".

Essa doeu...

sexta-feira, junho 01, 2007

Eu ando com uma sincera vontade de tentar eleger os momentos mais marcantes da minha vida. É uma tarefa dificílima, mas, se um dia eu conseguir, com certeza estará na lista o momento em que eu entrei no cinema, nos idos de 1986. Pelo que me lembro, estava só eu e minha mãe. Minha professora havia recomendado a ela que me levasse, pois sabia que eu iria gostar. Ela se preocupava comigo, mesmo eu tendo infernizado a vida dela durante todo o ano, na sala de aula. Nós chegamos atrasados, e o filme já havia começado (o que eu sempre odiei, porque as primeiras cenas estão sempre entre as melhores, e além do mais os trailers são sempre divertidos).

O fato é que diante da gente estava uma cachoeira enorme, e um homem vestido apenas com uma túnica, desprovido de qualquer ferramenta, a estava escalando com grande dificuldade.

Essa cena de 20 anos atrás ficou registrada pra sempre na minha cabeça quando ficou claro que o filme de Roland Joffé, “A Missão”, não seria para mim um filme qualquer. Em dez minutos, eu ouvia o Oboé de Gabriel tocando aquela melodia genial; e, no final de duas horas, chega aquela verdade humana ardida, latente e incontestável, reforçada – ou quem sabe mesmo criada – pela força dos acordes vociferados pela maravilhosa obra de Ennio Morricone. E a questão que ficava era tão simples quanto insolúvel: “Por quê”?

Ao sair do cinema, o garoto de 9 anos, mal segurando as lágrimas, comenta: “Bonito, né, mãe?”. Ela confirma. É engraçado: minha professora talvez nem desconfiasse, mas acabou, com um simples ato, marcando definitivamente a minha vida.

segunda-feira, maio 28, 2007

Hoje tem post novo no Blog da Lili!
Não deixem de visitar (especialmente quem gosta de queijo :-).
Quem viu o "clássico" de ontem entre Palmeiras e São Paulo teve mais uma prova incontestável de que, pra ver futebol mesmo, hoje em dia, só começando a se interessar pelos campeonatos europeus.

Foi um dos piores jogos que eu já vi na vida...

sexta-feira, maio 18, 2007

Amanhã é dia de um grande evento. Simplesmente a reinauguração do mais tradicional estádio de futebol do mundo (e a partir de agora o maior e mais moderno do mundo também)!!


O antigo estádio de Webley, com as suas famosas torres gêmeas à direita, e a nova versão, à esquerda. A London Eye pode ficar dentro deste arco

E com a decisão do campeonato mais tradicional (disputado desde 1871)!! Vai ser bem legal.

Jogo: Chelsea x Manchester United
Final da Copa da Inglaterra
Horário: 11:00
Canal: ESPN

segunda-feira, maio 14, 2007

Nossa, ontem meu primo me lembrou de como é bonita aquela música "Only a Dream in Rio", do James Taylor. Melodia, letra, harmonia, tudo! Acho que é uma das mais lindas homenagens já feitas por um estrangeiro ao Brasil.

Ele fez em 1985. Queria saber como ele está se sentindo com a situação do Rio de Janeiro hoje. É uma pena...

sexta-feira, maio 11, 2007

Sinceramente, não sei o que escrever aqui estes dias. É, trabalho demais não só estressa, como deixa a gente com a cabeça vazia. Cheia de pepinos, mas com poucas idéias para além deles.

Por isso, é bom eu dosar bem esse negócio de "4 Maurícios em um só". Senão, é capaz de acabar não sobrando nenhum...

segunda-feira, maio 07, 2007

Queria saber quem foi o idiota que chamou o Racionais MCs para o Virada Cultural...

quarta-feira, maio 02, 2007

Então, pode ser que em 13 anos não haja mais gelo no Ártico. Não é legal?? Pobre Knut...

segunda-feira, abril 30, 2007

Marcha o homem sobre o chão
Leva no coração uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão de infinita beleza
Finda por ferir com a mão
Essa delicadeza a coisa mais querida
A glória da vida


É, meus amigos... Entrevista excepcional com o economista chileno Manfred Max-Neef. Vale a pena dedicar um tempo para lê-la. Provavelmente você não pensará tanto no PIB nas próximas eleições...

Instituto Ethos: O senhor acredita que o crescimento econômico, após atingir um determinado ponto, tem efeito negativo para a sociedade?
Manfred Max-Neef: Segundo a Teoria do Umbral, que criei com meus colegas há 15 anos, o crescimento econômico está alinhado à qualidade de vida de uma sociedade somente até certo ponto. Depois disso, a tendência é que ele se torne maligno ao bem-estar das pessoas. Essa teoria foi comprovada em todos os países onde realizamos o estudo, como Estados Unidos, Inglaterra, Holanda, Suécia, Áustria, Dinamarca, Chile e Tailândia. Todos eles tiveram um grande período de crescimento econômico e desenvolvimento até o ano de 1970. Após essa data, o nível de qualidade de vida da população começou a cair. Para obter esse resultado, comparamos a curva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) com a de outro índice, o Genuine Progress Indicator (GPI), que mede a qualidade de vida. Por meio de gráficos, percebemos que o crescimento econômico continuou aumentando, enquanto o GPI apresentou queda. Para mim, o PIB é um indicador muito curioso, no qual tudo pode ser somado sem levar em conta o que é bom ou o que é ruim. Por exemplo, os acidentes de carro, o aumento do consumo de serviços médicos e as epidemias são fantásticos para o PIB. No GPI o método é outro. Soma-se tudo aquilo que tem impacto positivo para a sociedade e deixam-se de lado os aspectos negativos, como os custos de poluição e de degradação do solo. O GPI também soma exterioridades que não são consideradas pelo PIB, como o trabalho doméstico e o trabalho voluntário. O PIB é um índice machista, pois para ele a parcela de mulheres no mundo que trabalha em casa (80%) não é considerada. O trabalho de uma pessoa que caminha quilômetros a fim de buscar água para sua família também não é acatado. Ou seja, o PIB não reflete o desenvolvimento da sociedade. Se o PIB de São Paulo for examinado durante 20 anos, vamos perceber que grande parte do investimento é destinado a corrigir problemas gerais decorrentes do crescimento excessivo da cidade. Essa verba poderia ter sido aplicada em outro projeto de maior utilidade para a sociedade. O crescimento após determinado momento se torna antropofágico.


Instituto Ethos: O senhor costuma dizer que as empresas estão amarradas num modelo do século passado. Como seria a empresa ideal para o momento em que estamos?

MM-N: Eu fiquei muito impressionado com uma indústria brasileira que visitei num desses dias, que é a Natura. Tive a percepção de que lá tudo está concentrado nas pessoas. A água consumida é reciclada. O que a empresa produz não afeta a natureza. Ela consegue explorar os recursos do próprio país. Todos os aspectos são coerentes com os princípios sustentáveis e com uma economia humanizada. Para muitas outras empresas, o mais importante é o lucro. A custo de quê? De explorar o trabalhador e destruir a natureza. Para mim, a empresa deste momento é aquela que coloca a economia a serviço das pessoas, e não o contrário.

Agência Sebrae: O senhor comentou sobre uma grande empresa. Mas como os pequenos negócios podem se adequar a esses padrões sustentáveis?
MM-N: Sozinhos não podem fazer grandes mudanças. É preciso uma política de Estado que estimule as boas práticas. A grande empresa pode fazer muitas coisas sem a permissão de ninguém, mas o pequeno precisa ser visto dentro de um contexto global. Uma das condições fundamentais para se ter uma boa economia e uma sociedade sustentável é modificar drasticamente o sistema tributário. Defendo que os impostos devam ser tributados de acordo com a energia que a empresa consome e não com o que ela ganha. Por que querem castigar alguém por trabalhar? Esse castigo deveria ser para quem consome muita energia ou para quem tem muitos automóveis. Se isso fosse feito, todas as empresas iriam descobrir formas de consumir menos energia. Já com o sistema tributário corrente não há nenhum estímulo nesse sentido. As empresas procuram o contador apenas para descobrir o que podem fazer para pagar menos impostos. Se as empresas fossem tributadas a partir do que elas gastam com energia, haveria uma grande mudança no sistema de comércio atual, que eu considero absurdo em termos ambientais. Qual o sentido de o Brasil exportar e importar sabão ao mesmo tempo para um mesmo país? A região em que vivo, no Chile, é uma grande produtora de leite, e mesmo assim você encontra no mercado local manteiga fabricada na Nova Zelândia. É um absurdo a quantidade de CO2 gerado sem necessidade para trazer esse produto de tão longe. Acredito que os processos econômicos devam ser analisados a partir da perspectiva dos gastos energéticos. A globalização acontece porque gera crescimento para o PIB, mas é um agressão à biosfera.

Instituto Ethos: Qual é o papel das universidades nesse contexto, que exige mudanças de comportamento da sociedade?
MM-N: A universidade não está cumprindo o papel que deveria. Ela deixou de ser uma instituição orientadora, que fazia críticas à sociedade, para se converter numa máquina a serviço do mercado. A universidade é cúmplice de um mundo que ela não aprova. Considero um escândalo o modo como a economia vem sendo ensinada dentro das escolas e como ela é aplicada na prática. Estou profundamente decepcionado com o que aconteceu com essa disciplina. Como é possível educar um economista hoje com livros clássicos que não contêm palavras como ecossistema e natureza? Como é possível aceitar que a economia se considere um sistema fechado, sem nenhuma relação com outros sistemas? Um economista não pode ignorar o funcionamento do ecossistema. Se isso ocorre, a responsabilidade é da universidade. Para ensinar aos alunos temas relacionados ao meio ambiente, o professor precisa fazê-lo por fora, como subversivo.

FNQ: O senhor se considera um otimista ou um pessimista?
MM-N: O pessimista acredita que já não há mais nada a fazer, enquanto o otimista não faz nada porque acha que o mundo está ótimo. Eu me considero um pessimista ativo. Creio que as coisas não estão bem e que precisamos nos adaptar a isso da melhor forma possível. É preciso surgir neste século a filosofia da solidariedade. Estamos todos na mesma situação. Se não formos solidários, não estaremos preparados para as condições desse novo planeta. Não ser solidário é estúpido e um mau negócio.


Instituto Ethos: Na opinião do senhor, de que forma as mudanças climáticas afetarão os povos da América Latina?

MM-N: Calcula-se que pelo menos 2 milhões de pessoas terão grave carência de água, porque o aquecimento global vai afetar as neves eternas dos Andes e a grande maioria das cidades localizadas nessa região é abastecida por águas de degelo. Isso vai provocar uma migração sem precedentes. E para onde irão essas pessoas? Quem vai abrir as portas para tanta gente? Enfrentaremos um problema de solidariedade muito forte. Mas a tendência é que se levantem muros. É muito brutal que essa filosofia de cobiça e acumulação continue existindo.

Instituto Ethos: Por que o senhor costuma dizer que acredita mais nos empresários do que nos políticos?
MM-N: Há 30 anos eu fiz parte de um setor que acreditava que os empresários eram os maus da história e nós é que éramos os bons. Somente quando comecei a me abrir para o diálogo com as empresas é que percebi que estava completamente equivocado. Descobri que a grande maioria dos empresários quer dialogar e está sempre aberto a mudanças. Usando argumentos concretos, é possível convencê-los do melhor caminho a seguir. Já com os políticos é diferente. Eles estão sempre pensando no próximo ano e nos números que lhes interessam.

FNQ: E por que, mesmo sabendo disso, o senhor foi candidato à presidência do Chile, em 1993?
MM-N: A primeira coisa que eu disse quando me candidatei à presidência de meu país foi que eu não tinha nenhum interesse em assumir o cargo. Minha candidatura foi uma desculpa para colocar em pauta assuntos que não faziam parte das discussões políticas. Apenas quis ser o candidato dos temas ausentes.


Instituto Ethos: O senhor acredita que os governos na América Latina estejam incluindo a sustentabilidade em suas pautas?

MM-N: Acredito que poucos têm consciência do que está acontecendo. A Costa Rica, por exemplo, é um lugar que já despertou para o problema. O país tem muitas iniciativas que visam a sustentabilidade e melhor uso dos recursos ambientais. Mas ainda é muito pouco. Deveria haver muito mais. O Brasil é um caso extraordinário. Vocês têm uma responsabilidade histórica descomunal, porque são donos da maior biodiversidade do planeta. E o que estão fazendo? A Amazônia continua sendo destruída, porque a obsessão pelo crescimento econômico é muito maior.

sábado, abril 28, 2007

Tá complicado. Hoje eu tô trabalhando em 4 áreas da empresa, cada uma com um diretor diferente: Comunicação Interna, Projetos de Software, Sustentabilidade e Treinamentos. E nem posso dizer que caiu na minha cabeça, eu que fui indo atrás disso (menos Comunicação Interna, ironicamente, já que eu sou um jornalista).

Vai ser um grande aprendizado, só espero não ficar louco com tanta coisa, tão diferente, pra resolver a cada dia.

quarta-feira, abril 25, 2007

Bom, só pra deixar claro, o que eu falei abaixo sobre programadores é só brincadeira. Respeito demais a galera, cujo conhecimento é de deixar qualquer um com o queixo caído.

Só que as expressões que eles inventam sem nem reparar são realmente muito engraçadas...
Parece que tá chegando a hora de eu vender meu querido Fiestinha branco. Que coisa, achei que ia poder ficar com ele mais alguns anos.

Ele foi sem dúvida o carro com que eu fui mais feliz. Nada do monte de batidas que eu dava com o Elba (que era incapaz de freiar direito), ou de sustos, como a Parati, que se deixou roubar com vários instrumentos musicais dentro.

O Fiesta só não é perfeito porque é movido à gasolina. Mas ele não tem culpa, nasceu assim. Espero que o novo dono faça bom uso dele. E que o seu substituto seja pelo menos tão bom quanto o pequeno gigante de motor Rocam.

sábado, abril 21, 2007

Três jargões interessantes desse mundo de garotos e garotas de programa. Se você vai participar de algum encontro ou evento com programadores, use-os bastante, e não se sentirá deslocado:

- "Senhores" - Cada frase deve começar este vocativo. Além de transparecer maturidade, responsabilidade e sobriedade, é uma expressão típica de programadores. Não importa se só há mulheres na sala (o que é praticamente impossível nesta área) ou se só há moleques de 15 anos, você sempre deve tratar a todos por "Senhores".

- "Cara" - Não, aqui não se trata de mais um vocativo. É sempre "Esse cara", e não, não é nunca uma pessoa. "Esse cara" pode ser coisas tão "triviais" como uma classe em C#, uma entidade de banco de dados, um método ou atributo de classe, enfim, coisas simples assim. Não importa o que você esteja vendo na tela, se parecer grego, chame de "esse cara", e o pessoal vai começar a te respeitar.

- "Tipicamente" - Não achei no dicionário, mas tudo bem. Como tantas outras, veio do inglês, "Typically", e pegou com tudo entre os programadores. Troque sempre "Geralmente" por "Tipicamente", e já poderá ser promovido a Arquiteto de Software.

Enfim, são coisas que a gente aprende no dia-a-dia e fazem uma grande diferença na hora de fazer nosso "marketing pessoal"...

sexta-feira, abril 13, 2007

O que será que acontece no mundo quando eu canto essa música????

terça-feira, abril 10, 2007

Caramba, eu tô com 29 anos, mas parece que é mais. Parei ontem pra lembrar algumas coisas que pareciam de uma outra encarnação. Pelo menos eram lembranças felizes pra caramba, dos tempos de ULM. Como foi legal passar 4 anos naquele lugar!!

Lembrei das esperas pelas aulas, durante a tarde, quando eu ficava tocando e compondo no saguão e no pátio. Das práticas na Orquestra de Violões, eu mostrando minhas músicas na escadaria. Do meu violão patético, velho e todo quebrado, de estimação, que eu tinha a cara de pau de levar para os ensaios, enquanto todos usavam seus instrumentos clássicos e bem cuidados. Do dia em que, do nada, eu resolvi tocar uma música minha no meio da apresentação da Orquestra, com meu pai na platéia, usando sempre o mesmo velho violão. Dos almoços simples e maravilhosos no restaurante da esquina, todos os dias: lá o menu era sempre o mesmo, mas como era bom encher o prato com creme de milho, batata frita e frango.

Foram 4 anos mágicos, realmente, e ontem parecia que não era mais eu, 8 anos depois. Só que, no fundo, sou eu sim, (im)perfeitamente igual. Só queria quem sabe ter tempo suficiente pra poder de vez em quando pegar meu violão, sentar numa escadaria, e tocar violão, enquanto espero mais uma incrível aula de música.

segunda-feira, abril 09, 2007

É verdade que hoje em dia tenho um ou dois leitores, que comentários aqui são raros e que mesmo minha disposição para postar já não é a mesma. Claro, não poderia ser diferente, afinal blogs não são mais novidade e nosso tempo hoje é muito mais escasso do que era no começo da década.

Só que, mesmo com tudo isso, eu não me importo. O legal é postar as coisas conforme elas vão acontecendo ou passando pela minha cabeça, continuar montando esse registro de vida, pra que eu possa continuar checando meus arquivos e me surpreendendo com alguma besteira que eu fiz ou escrevi nos longínquos 2002... É a mesma coisa que um diário normal, só que aqui de vez em quando alguém pode passar pra me dar oi, outros podem achar algo interessante pelo Google... Enfim, vale a pena. Vou continuar escrevendo sejam zero comentários por mês ou 200, sejam 6 posts por dia (como fazia no começo) ou 1 por semana. Eu posso estar sem tempo, mas continuo com a mesma vontade de me meter em absolutamente todos os assuntos, especialmente aqueles sobre os quais eu não sei absolutamente nada :-).

sábado, abril 07, 2007

É tão bom se surprender com um filme... Fui ver "300" esperando um filme de guerra com belíssimo visual e nenhum conteúdo. E o que vi foi uma história muito legal, e realmente com belos efeitos visuais. O Alex completou a noite com explicações históricas sobre a batalha contada no filme. Na Internet, achei algumas outras curiosidades:

- A voz do Xerxes é realmente do Rodrigo Santoro, mas alterada para parecer mais grossa.

- Esparta estava muito longe de ser uma sociedade de "homens livres" como o filme coloca. Na verdade, existiam 7 ou 8 escravos para cada espartano livre. A diferença é que eles não iam para as batalhas, como os escravos persas.

- Na batalha morreram 20 mil persas e só 1.500 gregos. Isso é que é vitória moral!

- Xerxes na verdade era barbudo e nunca participava de uma batalha.

- A colocação de Heródoto de que Leônidas mandou os gregos irem embora "para ficar com a glória toda para Esparta" é meio parcial, porque ele era pró-Atenas.

- Na verdade, até o final não ficaram apenas os 300 de Esparta, mas também 700 de Téspias, que se recusaram a voltar.

- A pós-produção do filme durou quase 1 ano! Entre outras coisas, usaram Avid, Final Cut Pro, Maya, XSI, Lightwave, Shake, Inferno, Fusion e Combustion, usando Macintosh e Linux.

Os únicos pontos negativos foram um pouco de excesso de violência e uma tentativa forçadíssima de fazer uma relação com a guerra EUA x Iraque (Frank Miller é declaradamente direitista e a favor da invasão do Iraque). Mas mesmo assim, o saldo final é bem positivo.

sexta-feira, março 30, 2007

Pra mim, Henry Sobel está doente, só isso. Muito pior do que o que ele fez, é o que certos jornalistas fizeram com ele...
Palmeiras Campeão Mundial.

O que eu acho disso? Bom, é importante ser coerente, neste momento. Sem dúvida é muito bom, pois agora acaba essa palhaçada de corintiano tentando botar banca por causa do Torneio de Verão Eurico Miranda, que aconteceu no ano 2000.

Mas vamos lá. O Palmeiras é um campeão mundial, mas não com o mesmo status de um Inter, São Paulo, Grêmio, Flamengo, Santos, etc, por um motivo simples: não havia na época critérios tão bem definidos para chegar a este título. Vários times foram convidados para o Torneio e não quiseram vir, como o Barcelona e o Milan. Mas mesmo assim, teve mesmo status de Mundial na época.

O fato é que esse título é muito mais importante que o do Corinthians em 2000. Em 2000, o Corinthians não enfrentou o campeão da América, e sim o Vasco, que não era campeão de nada e foi convidado por razões políticas. Ele mesmo, Corinthians, só foi chamado para o torneio por motivação política, pois nunca tinha sido campeão da América (sem contar bola que não entrou e outras palhaçadas...).

Então o Corinthians é o único a lamentar o reconhecimento da FIFA. Além de não ter Libertadores, não pode mais se vangloriar com ninguém do seu Torneio de Verão...
Semana dura essa... Nem escrevi aqui quase, porque realmente não dá.

Energia toda voltada pra aprender, pro momento que eu tô vivendo. Em poucos dias, vi como levantar requisitos de Projetos de Software, como documentar, como escrever diagramas, aplicar indicadores Ethos, apresentação na pós, aulas de sábado... eu nunca vivi na minha vida um momento mais "aprendiz" do que esse. E a sensação é de que isso só pode ser uma coisa boa, porque disso tudo eu vou emergir bem diferente do cara que eu era há alguns meses, pelo menos profissionalmente falando. Porque no resto... :-)

terça-feira, março 27, 2007

Caramba, como o Google é esperto... :-)

(Clique na imagem e leia a tarja vermelha)

segunda-feira, março 26, 2007

Uma experiência que pode servir de exemplo pra muitos empreendedores: eu e muitos aqui na empresa passaram a trabalhar com muito mais motivação depois que o Presidente começou a guiar a organização no sentido da sustentabilidade.

De uns tempos pra cá, foram muitas as ações adotadas:
- Uso de papel reciclado
- Uso de água filtrada, e não mais engarrafada
- Coleta seletiva de lixo
- Programa para coleta de óleo de cozinha dos funcionários
- Coleta de pilhas e outros aparelhos
- Programa de reflorestamento para tornar a empresa neutra em carbono
- Parceria com empresas "Verdes" e preferência por clientes que adotam medidas como essas

E há outras idéias na gaveta. Seria muito legal se outras empresas percebessem o quanto seus funcionários (pelo menos os mais conscientes) tendem a render mais e se sentirem mais motivados ao ver o quanto ela se preocupa com questões sociais e de meio-ambiente. Assim, o que seria um gasto, passa a ser um investimento de retorno mais que certo, tanto em dinheiro quanto em qualidade de vida.

sexta-feira, março 23, 2007

Estudo científico confirma: álcool e cigarro são mais nocivos que a maconha. Longe de mim defendê-la, mas para mim isso era fato há muito tempo...
Está lá na capa do UOL: "79% dos brasileiros nunca acessaram Internet, aponta IBGE"

Ou seja, uma informação bombástica! O link leva a uma matéria do IDGNow que diz:
Estudo divulgado nesta sexta-feira (23/03) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que 32,1 milhões de brasileiros acessaram a internet em 2005, o que significa que 79% da população nunca acessou a rede.

Opa! Que frase estranha... Que lógica esquisita. Vamos à fonte, no IBGE:
Dentre os 32,1 milhões de pessoas que acessaram a Internet, em 2005, a maior parte era de homens(16,2 milhões), tinha entre 30 a 39 anos (5,8 milhões), 13,9 milhões eram estudantes, 20 milhões integravam a população ocupada e 4,2 milhões era de trabalhadores de serviços administrativos.

Enfim, o estudo se refere apenas a 2005. Esse é o jornalismo burro da Internet.

---

E é impressionante como parece que a população em geral vem emburrecendo. Acabei de ver uma matéria histórica sobre o gol 1000 de Pelé. O desconhecido goleiro do Bahia em 1969, que quase tomou o tal gol, dava uma entrevista logo após o jogo, em que dizia:

"Seria uma honra amarga. Mas preferiria ter tomado o gol, pois seria algo que repercutiria internacionalmente".

Com essas palavras. O homem de aparência simples, morador de Salvador, articula bem as frases, sem cometer nenhum erro. Quando imaginaríamos um jogador desconhecido se expressando assim, hoje em dia???