quarta-feira, junho 20, 2007

Conheço uma pessoa que comprou um carro Flex e só quer saber de usar gasolina, mesmo sabendo que gasta mais e que polui mais.

O argumento da pessoa é que "é melhor para as peças do carro".

Isso me faz lembrar a cena de "Uma verdade Inconveniente", em que o Al Gore olha para uma balança em que está de um lado o Planeta e de outro uma barra de ouro. Com uma cara cheia dúvida, ele ironiza o "dilema" muito comum que esta imagem simboliza. É como pensa este meu conhecido. O que vale mais? Um carro ou a Terra? Ele não tem dúvidas em responder.

Afinal, a dúvida maior não é essa, e sim saber se somos mesmo seres racionais.

sexta-feira, junho 15, 2007

Legal, mesmo com celular quebrado, quase todos os meus melhores amigos me ligaram no aniversário, pelo menos pra deixar uma mensagem. E isso porque eu não tenho Orkut pra lembrá-los!!!!!!!! :-)

O fato de estar chegando à versão 3.0, devo dizer, por enquanto tem sido sensacional. Estou vivendo uma nova fase, coisas novas não param de acontecer, estou aprendendo muito (e bem mais esperto do que com meus 20 e poucos) e, ao mesmo tempo, não estou com aspecto envelhecido (ainda). Portanto, está me parecendo a melhor fase da vida. Tomara que continue assim!!!

sábado, junho 09, 2007

Xinga-se muito o G8 por causa da questão ambiental, mas, sinceramente, acho que o G5 não tá ficando atrás, não...

Os países em desenvolvimento, liderados por China e Índia, e com coro perfeitamente engrossado pelo Lula, estão ajudando a criar um jogo de empurra em que o meio-ambiente sai perdendo, e muito.

Espero que isso mude rápido. Só que, por enquanto, só tem piorado ano após ano.

terça-feira, junho 05, 2007

Carlos Heitor Cony me decepcionou profundamente. Em pleno Dia Mundial do Meio Ambiente ele aparece na CBN para proferir a seguinte pérola: "Hidrelétrica faz mal ao Meio Ambiente, pode acabar com algumas espécies, mas é assim mesmo, depois surgem outras, isso é da natureza".

Essa doeu...

sexta-feira, junho 01, 2007

Eu ando com uma sincera vontade de tentar eleger os momentos mais marcantes da minha vida. É uma tarefa dificílima, mas, se um dia eu conseguir, com certeza estará na lista o momento em que eu entrei no cinema, nos idos de 1986. Pelo que me lembro, estava só eu e minha mãe. Minha professora havia recomendado a ela que me levasse, pois sabia que eu iria gostar. Ela se preocupava comigo, mesmo eu tendo infernizado a vida dela durante todo o ano, na sala de aula. Nós chegamos atrasados, e o filme já havia começado (o que eu sempre odiei, porque as primeiras cenas estão sempre entre as melhores, e além do mais os trailers são sempre divertidos).

O fato é que diante da gente estava uma cachoeira enorme, e um homem vestido apenas com uma túnica, desprovido de qualquer ferramenta, a estava escalando com grande dificuldade.

Essa cena de 20 anos atrás ficou registrada pra sempre na minha cabeça quando ficou claro que o filme de Roland Joffé, “A Missão”, não seria para mim um filme qualquer. Em dez minutos, eu ouvia o Oboé de Gabriel tocando aquela melodia genial; e, no final de duas horas, chega aquela verdade humana ardida, latente e incontestável, reforçada – ou quem sabe mesmo criada – pela força dos acordes vociferados pela maravilhosa obra de Ennio Morricone. E a questão que ficava era tão simples quanto insolúvel: “Por quê”?

Ao sair do cinema, o garoto de 9 anos, mal segurando as lágrimas, comenta: “Bonito, né, mãe?”. Ela confirma. É engraçado: minha professora talvez nem desconfiasse, mas acabou, com um simples ato, marcando definitivamente a minha vida.