terça-feira, julho 31, 2007

É engraçado, as pessoas ficam se degladiando pra dizer ou que o Pan foi uma enganação e só serviu pra desvio de dinheiro, ou que o Brasil foi show de bola e que foi tudo muito lindo.

Mais uma vez, há uma imensa dificuldade em fazer uma análise que não seja radical para um lado ou outro.

Sim, parece que houve mesmo um monte de desvios, mas onde não há desvios de verba no Brasil? Até mesmo para a Olimpíada de Londres já está havendo uma série de problemas, com orçamento triplicando em questão de meses.

O fato é que o Pan teve as lambanças típicas do Brasil (incluindo o comportamento do povo sem noção), mas também corrobora o que já se vê há algum tempo: o Brasil vem crescendo no esporte. E não adianta vir com a tese superficial de que não é bem assim porque os EUA vieram só com atletas meia-boca. Os EUA são hours concours em Pan-Americano, e sempre fazem isso. A disputa não é com eles, e sim com os demais países do continente.

O Brasil, pela primeira vez em muuuuito tempo (mais precisamente desde 1963), passou o Canadá e até mesmo Cuba! Sim, passou, porque tive a pachorra de verificar que fomos melhores que os cubanos na maioria das modalidades. Vejam, se déssemos apenas uma medalha de ouro para cada uma das 41 modalidades do Pan, o quadro de medalhas ficaria assim:



Isso é bom para ter uma idéia mais exata e uniforme, já que algumas modalidades distribuem 11 medalhas (como boxe, onde Cuba vai muito bem) e outras apenas 2 (como vôlei, em que o Brasil é bem melhor).

O que vemos é que estamos entre os três melhores do continente em 26 das 41 modalidades, enquanto que a Argentina conseguiu isso em apenas 5. Hoje temos destaque mundial em Futebol, Futsal, Ginástica Artística, Judô, Salto em Distância, Salto Triplo, Vela, Vôlei, Vôlei de Praia... Todos com grandes chances de medalha em Olimpíada.

É claro que não somos (nem nunca fomos e demoraremos muito para ser) potências do esporte. Só alguns dos países de 1º mundo, com excelência em educação e infra-estrutura, ou países comunistas (ou ex-), que usam o esporte politicamente, o são. Mas é legal reparar que estamos melhorando em tantos esportes. Só seria bom a mídia parar de jogar toda a culpa dos problemas no governo e ver que ela também tem papel importante neste processo (como por exemplo parar de falar o tempo todo sobre futebol, naquilo que chama de “Noticiário Esportivo”; depois perguntam-se por que o pessoal dos outros esportes não conseguem patrocínio...).*

* Frase infeliz do blog do Juca Kfouri que exemplifica bem isso:
“O Pan acabou. Mas tem futebol já no meio de semana, na quarta e na quinta. Ou seja: tem diversão garantida.”

Pergunto: diversão??
E constato que só vou ouvir Juca falar de Atletismo de novo em Pequim/08...

terça-feira, julho 24, 2007

Ando bem contente com as mudanças que eu tenho conseguido emplacar na minha empresa relacionadas à sustentabilidade. Já tinha rolado de só usar papel reciclado, adotar a neutralização de carbono, participar dos Indicadores Ethos, recolher óleo de cozinha de colaboradores e familiares, e agora acho que foi o melhor: trocar os copos de plástico por canecas e copos de vidro.

Com isso, serão 132 mil copos de plástico a menos sendo consumidos por ano, um impacto realmente muito positivo. A empresa está de parabéns por estar tão aberta a este tipo de iniciativa. Quem estiver lendo isso, reproduza também nas suas empresas!!

Obs: o resultado da campanha do óleo também foi legal: 25 milhões de litros de água deixando de ser contaminados. Quer dizer, isso foi o que deu para quantificar, fora pessoas que não trouxeram óleo mas passaram a descartar corretamente.

segunda-feira, julho 23, 2007

Coros de "Osama!" quando americanos recebem medalha, vaias ostensivas em hinos e pódios, brigas generalizadas, objetos atirados aos juízes... Não se fala isso na imprensa, mas o fato é que esse Pan tem sido, além de muito divertido, a pá de cal em qualquer sonho brasileiro de organizar uma Olimpíada. Com o povo sem noção que temos, simplesmente não dá.

quinta-feira, julho 19, 2007

O que mais impressiona, irrita e assusta nessa tragédia toda da TAM e no caos aéreo do país é a incapacidade das autoridades de chegar a qualquer conclusão, consenso ou direcionamento sobre o problema, sobre quais os passos a seguir. Infraero, ANAC, Governo, Aeronáutica, parece cada um olhando pra um lado, falando sozinho, sem nenhum tipo de coordenação efetiva.

É mais do que um apagão aéreo, é um apagão mental, um apagão de organização da nossa sociedade. Sinceramente, não ando mais muito otimista quanto à nossa democracia. Se não melhorar (e só tem piorado), acho que vai tudo pro espaço...

segunda-feira, julho 16, 2007

E a talentosíssima Jade perdeu por pouco... É o que eu sempre digo: no Brasil, como poucos se destacam no esporte (às custas de muito esforço pessoal, diga-se de passagem), é muito difícil ganhar algo em esportes individuais, porque a pressão do País acaba sendo muito forte em cima da pessoa (ainda mais neste caso, em que estamos falando de uma menina de 16 anos. Aliás, acho isso um absurdo na Ginástica Artística, mas fica pra um outro post). São milhões de pessoas depositando em uma só todo o peso de ganhar uma medalha.

Enquanto as coisas forem assim, nossa sorte sempre será melhor em esportes coletivos.
E olha só, como o futebol é o esporte mais imprevisível que existe (e não só pelos "erros" de arbitragem), o Brasil foi campeão de goleada! Realmente, não dá pra dar palpite nesse esporte.

O fato é que a Argentina está nitidamente com medo do Brasil, depois de tantas derrotas. Entrou e "amarelou", expressão criada originalmente para se referir à Seleção Brasileira, quando jogava mole. E esse é o mérito do Dunga: fez o Brasil voltar a ter o que tinha de mais carente, que é a raça. Neste quesito, deixou os argentinos, antigos mestres do assunto, no chinelo.

Agora é só ele parar de palhaçadas, tipo colocar Doni de goleiro, que acho que rola um bom futuro pra ele no comando da Seleção.

quinta-feira, julho 12, 2007

Perfeita a definição do José Simão: o Doni inventou o "pênalti com barreira"!
Não dá nem gosto de torcer... escolher entre o Brasil, que se classificou num lance desse, e a Argentina, que fez isso aqui...

quarta-feira, julho 11, 2007

Pessoal, olhem que grande exemplo do empreendedorismo brasileiro. Esse cara deveria escrever livros de auto-ajuda, seria o novo Jack Welch! Quero saber onde ele investiu pra eu investir também!!!

Do Blog do Fernando Rodrigues:

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Olavo Calheiros (o irmão de Renan):
bens crescem 7.635,51% em 8 anos

A seção Painel da Folha (só para assinantes) mostra hoje o espetáculo do crescimento do patrimônio do deputado federal Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão de Renan Calheiros.

Os dados estão todos disponíveis com acesso livre no site www.politicosdobrasil.com.br. Olavo tinha em 1998 um modesto patrimônio de R$ 51.139,56 (valores da época, sem correção), segundo declarou para a Justiça Eleitoral. Em 2006, oito anos depois, estava com robustos R$ 3.955.906,03.

A evolução patrimonial nominal foi de R$ 3.904.766,47 –o equivalente a um estupendo aumento de 7.635,51%.
Bem vergonhosa a classificação do Brasil ontem, na Copa América. O Doni só faltou pular na perna do jogador, no último pênalti (aliás, como explicar o Doni como goleiro da Seleção?????).

Infelizmente, o futebol é legal, mas não é um esporte sério. As "brechas" nas regras lembram até as das leis aprovadas pelo Congresso Brasileiro. Como eu sempre digo: não há outro esporte no mundo em que os juízes decidam tanto resultados quanto o futebol. Mas fazer o quê? A gente gosta e assiste mesmo assim... :-)

quarta-feira, julho 04, 2007

Depois de mil anos, quase 100% ocupado com questões de trabalho, volto a postar aqui. Vão ser realmente mais raros os posts, mas eu não pretendo inativar o blog.

Dessa vez é só pra registrar duas dicas:

Google Maps - Cada vez mais sensacional. Agora busca perfeitamente por rua e número (buscar no formato r. xxx, numero, São Paulo-SP, BRA), informando mãos de ruas, etc. Até o mapa completo de Pirassununga ele tem! Tô preferindo ele ao Apontador, MapLink, GuiaMais e afins.

Work of Nations - Meu novo livro de cabeceira, indicação do professor da pós (foi parte da tese de doutorada dele). O tema é falar sobre como fica a idéia de "economia nacional" no século XXI. Foi escrito por Robert B. Reich, que foi secretário do trabalho na administração Clinton. Tô começando agora, mas já dá pra ver que é mesmo muitíssimo interessante.