quinta-feira, agosto 30, 2007

Ai, não! Bateram no meu carro de novo! E pior: agora eu tava parado, no farol, e um ônibus bate na minha traseira, quebrando o farol.

Atualizando o histórico, em 2 meses e meio de carro novo:

- Levei uma multa na primeira semana
- Quebraram o retrovisor
- Na mesma semana, quando estava comprando o novo retrovisor, bateram na lateral dele, parado no estacionamento da Voli
- Algumas semanas depois, bati na lateral de um carro
- Uma semana depois, o ônibus bate na minha traseira

Estou totalmente traumatizado no trânsito. Vou tomar as seguintes medidas mitigatórias:

- Benzer o carro no sábado, na Igreja de São Judas
- Colocar um monte de reza, fitinha, etc. no retrovisor
- Começar a ir pro trabalho só de ônibus

Agora acredito em tudo: mandinga, energia negativa, benzedeira, numerologia de placa, vudu e o cacete..

quarta-feira, agosto 29, 2007

Eu não sei por que falar aqui de futebol, do tal clássico do ano que aconteceu hoje. O resultado mais uma vez foi criado pela arbitragem, assim como Palmeiras x Figueirense, no domingo passado (o Palmeiras deveria ter empatado ou perdido, e não ganhado), Manchester United x Tottenham (esse foi absurdo) e, enfim, tantos outros.

Insisto: a imensa maioria dos jogos de futebol são decididos por juizes, não pelas equipes. Pra quê comentar um esporte desses? Em que é mais importante saber se o juiz recebeu um por fora ou dormiu bem na véspera do que qualquer outra coisa.

Tudo por quê? Porque querem manter as regras assim, porque assim dá pra continuar fazendo conchavos facilmente. Fica complicado, fica realmente bastante chato assistir a esse esporte que eu tanto gosto (ou gostava...).

Falando com o Grandjean, veio a solução: criar um esporte só meu, em que o resultado não é o que sai no jornal, e sim o que eu vejo. Já fiz isso quando declarei o Inter campeão brasileiro de 2005.

Então tá, seguem os resultados dos últimos jogos que eu vi:
Manchester United 1 x 2 Tottenham (e não 1 x 0 pro Manchester)
Figueirense 1 x 1 Palmeiras (e não 1 x 0 pro Palmeiras)
Palmeiras 1 x 1 São Paulo (e não 1 x 0 pro São Paulo).

Pronto. É assim que vai ser futebol pra mim daqui pra frente.
Êee, Zé Serra, nem parece que é palmeirense, que gosta do verde... Olha só a justificativa dele pra vetar o projeto de preservação do Rio Ribeira:

"a concretização da medida objetivada na propositura que, em resumo, consiste na prática de ato de intervenção ordenada do Estado, visando à proteção do patrimônio cultural e natural, implicando restrições de uso, é típico ato jurídico praticado no exercício de função administrativa. Nessa perspectiva, o projeto, por incursionar em campo reservado à exclusiva atuação do Poder Executivo, incide em irremissível vício de inconstitucionalidade".

Esse palavrório todo parece dia de julgamento no Tribunal de Contas de São Paulo. Na verdade, há um lobby de uma empresa (a Companhia Brasileira de Alumínio) que tem interesse em construir uma Usina Hidrelétrica por ali.

Isso além do veto altamente polêmico à lei que obrigava supermercados a usar sacolas de plástico biodegradável.

Ou seja, a questão ambiental passou a ser mais um dos mil pontos de antipatia que tenho com relação a esse cara.

domingo, agosto 26, 2007

Ok, tenho que reconhecer, a teoria do rock ser inglês é mais emocional que qualquer coisa. Vou reformular: todo rock atual que eu gosto, e que eu acho que presta, é feito na Inglaterra ou de influência "inglesa".

E segue a "End of a Century" do Blur:


sábado, agosto 25, 2007

Caramba, esse Robert Reich é bom, mesmo! Algumas pérolas no livro que estou lendo, escritas em 1992 (perdoem minha tradução amadora):

“... na nova economia – repleta de problemas indefinidos, soluções desconhecidas e maneiras novas de resolvê-las – o domínio de velhas áreas do conhecimento não é nem de longe suficiente para garantir um bom rendimento. E mais importante, não é nem mesmo necessário. Analistas simbólicos muitas vezes podem se deparar com conjuntos de conhecimento com o digitar de um botão no computador. Fatos, códigos, fórmulas e regras são acessíveis facilmente. O que é muito mais valioso é a capacidade de efetivamente e criativamente usar o conhecimento. Possuir uma credencial profissional não é garantia dessa capacidade. De fato, uma educação profissional que enfatizou a aquisição rotineira deste conhecimento, em vez do pensamento original, pode retardar esta capacidade, ao longo da vida”.
(sobre o crescimento da importância relativa da criatividade sobre a formação tradicional, no mundo de hoje. Bem antes do estouro da Web, ele já falava da acessibilidade sem precedentes).

“Resolução, identificação e intermediação (criativa) de problemas pode criar um valor substancial para consumidores individuais, mas estes serviços não necessariamente melhoram a sociedade”.
(aqui falando sobre a importância do papel do Estado na regulação do mercado – apesar de ele não gostar do termo regulação).

Nem mil livros de auto-ajuda enriquecem tanto o nosso lado profissional como uma obra desssas.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Preciso urgentemente benzer meu carro novo. Em dois meses de vida ele:
- Levou uma multa
- Teve o retrovisor quebrado
- Teve a lateral arranhada por um carro no estacionamento
- Sofreu uma batida forte na dianteira

Isso porque eu fiquei 5 anos com o Fiesta sem acontecer absolutamente nada!

Vou benzer mesmo. E colocar fitinhas de São Cristóvão... Êeeee, olho gordo!!

terça-feira, agosto 21, 2007



O rock é inglês

Estava ouvindo aquela música do Blur, “End of the century”. Lembrei de quando eu a ouvi pela primeira vez e fiquei impressionado: eles eram bem moleques e pra mim eram mais uma bandinha, mas aquela música, ainda mais ao vivo, era muito legal (especialmente para um beatlemaníaco como eu).

É engraçado ver como os ingleses são capazes, 30 anos depois, de fazer músicas ao melhor estilo Beatle. Na verdade, tenho a teoria de que o rock, como o conhecemos, foi criado pelos ingleses, e não pelos americanos (muito menos pelos negros americanos, como se diz).

Se você ouvir Chuck Berry, Little Richard, Elvis ou qualquer outro, e depois comparar com o rock inglês dos anos 60, verá que houve uma ruptura. Eles pegaram aquele espírito e transpuseram para o seu ambiente, mudando praticamente tudo. Isso se reflete em vários pontos das músicas:
- Letras: passaram a ser muito mais elaboradas, e não só falando coisas do tipo “mexam-se”, “todo mundo dançando”, etc., como americano gosta de fazer até hoje.
- Melodia: influência total das canções européias
- Harmonia: se libertaram definitivamente das cadências repetitivas do blues e também passaram a ser ditadas pela tradição européia
- Ritmo: nem isso passou incólume. O ritmo do rock inglês começou, aos poucos, a não ter absolutamente nada a ver com o original americano.

E o fato é que este rock viajou de volta para a América (ainda nos anos 60) e por ali venceu. Daí digo: o rock que conhecemos foi criado pelos ingleses. E tenho dito!

UPDATE:
1 - A Kika falou e tem razão! O Country Rock não se encaixa nisso. É bem americano até hoje, apesar de também não ter mais nada a ver com o som de Chuck Berry, Elvis e afins.

2 - Falo aqui de modo geral. É claro que existem até hoje algumas músicas que fazem um revival dos anos 50, mas não são representativas do som que é feito hoje.

segunda-feira, agosto 20, 2007

quarta-feira, agosto 15, 2007

Mais uma boa razão para não viajar de avião.
Já que o Alex quer um comentário sobre os boxeadores, vou postar algo: que coisa ridícula a carta aberta ao Fidel Castro escrita pelo Suplicy e Eder Jofre, e publicada hoje na Folha. Destaque para a passagem em que eles citam a seguinte pérola do Fidel:

"esses cidadãos não sofrerão arresto de nenhum tipo e ainda menos serão vítimas de métodos como os praticados pelo governo dos Estados Unidos em Abu Ghraib e Guantánamo, jamais utilizados em nosso país. Estarão provisoriamente numa casa de visita e poderão ser visitados por seus familiares".

Che e o paredón que o digam...
E o que acharam de "casa de visita" como eufemismo de prisão??

Êeeee, Fidel, nem moribundo tomas jeito...

quinta-feira, agosto 09, 2007

Será que existe algum remédio pra preguiça???

quarta-feira, agosto 08, 2007

Estive hoje dando uma lida nos trabalhos do Ted Nelson. O cara simplesmente está há 40 anos tentando desenhar a sua própria "Web" e até agora não se ligou que, se não conseguiu ainda, é porque tem alguma coisa errada...

Na verdade, o tal do projeto Xanadu (que é a Web dele) é até que bem interessante. Acho que a dificuldade fica sendo devido à meta ambiciosa dele: representar toda a riqueza de conexões da mente humana em uma interface de computador. Pode até ser que ele consiga, mas acho que infelizmente ele passou do tempo. Fica a idéia, para um futuro que, acredito, está bem próximo.

Projeto Xanadu: http://xanadu.com/
Projeto ZigZag (meio que uma tentativa de implementar a construção de software e conteúdo ao estilo "Xanadu"): http://www.xanadu.com.au/ted/zigzag/xybrap.html



UPDATE: eu acho que algo que caminha neste sentido são os softwares do tipo Mind Map. Apesar de que o Nelson também deve cair matando em cima deles, por não ter recursos pelos quais ele anseia (como conteúdo multidimensional, acesso a qualquer tipo de dado, controle de versões e direitos, etc.). Mas enfim, trata-se também dessa busca por representar a nossa mente na tela do computador.

Brasil, uil, uil!!!
Pobre, Baiji... Repito: não seria melhor se o homem se extinguisse?

terça-feira, agosto 07, 2007

Nada como alguns dias no campo (mesmo que sejam apenas 3) para recarregar a bateria. E lembrar (como diz o Alex) como o mundo é grande!!

Essa decisão do meritíssimo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho seria hilária, se não fosse trágica. Esse é o nível dos magistrados do Brasil...
Não contei aqui por falta de tempo, mas há umas duas semanas assisti ao Ratatouille, e é simplesmente genial. Já não sei mais dizer de qual desenho animado eu gosto mais: se o primeiro Shrek ou este...