segunda-feira, outubro 29, 2007

Está feito: eu e a Pati plantamos 30 árvores, referentes à nossa emissão de CO2 em 2007.

Vai salvar o mundo? Com certeza não. Mas ao menos, os que fizerem isso, são os poucos que estão tentando contribuir pra tornar o impacto do nosso drama ambiental um pouco menor.

domingo, outubro 28, 2007

Descobri recentemente e tenho usado bastante as redes sociais do Facebook e do LinkedIn. É impressionante o pau que eles dão no Orkut, em todos os sentidos (guardadas as diferenças de objetivos entre estes sites).

Ficou pra mim provado que eu tinha razão em uma coisa: o software do Orkut é muito, mas muito tosco, em relação aos seus similares. Provavelmente porque não há grande interesse do Google em investir pesado em um site que praticamente só é usado por brasileiros. Eles têm muitas outras prioridades de serviços consagrados mundialmente, como o Gmail, YouTube, este Blogger, etc.

sábado, outubro 27, 2007

Sintomático essa pesquisa ignorar o nome do Cristóvam Buarque. Mostra bem o quanto as pessoas desse país não acordaram pro tema Educação.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Olha essa agora! Querem fazer do Brasil uma imensa Venezuela...
Ontem terminou a minha Pós!! Pelo menos as aulas acabaram, e eu estou muito feliz!

Foi uma experiência muito válida. Conheci várias pessoas legais, algumas nem tanto, professores excepcionais, outros sem noção... Enfim, aquelas coisas de qualquer curso.

Porém, o que me chamou muito a atenção foi ver o quanto hoje a Pós-Graduação já se tornou "carne de vaca". Via pessoas ali que, claramente, não tinham o perfil que imaginava em uma Pós, e que faziam o curso apenas para tirar o diploma. Ou seja: hoje, não quer dizer nada se a pessoa tem uma Pós. Só indica que ela resolveu investir seu dinheiro nisso. Não se pode deduzir, a partir disso, o real talento da pessoa.

Apesar disso, vejo que as empresas continuam avaliando candidatos com base em coisas como Currículo cheio de diplomas ou marketing pessoal. Enquanto for assim, continuarão colhendo os mesmos resultados: funcionários muitas vezes com talento inversamente proporcional à qualidade do currículo, com formação de base ruim, ou mais preocupados com seus projetos pessoais (e que saem da empresa depois de 3 meses, ao receber uma oferta melhor).

Eu não me arrependo de fazer a Pós, vai agregar muito pra mim em conhecimento e currículo. Mas já não tenho mais a visão de antes, de que as pessoas com este nível de escolaridade são mais espertas e capazes do que os meros graduados.
Realmente, ontem percebi de novo: a música salvou a minha vida.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Tem um pessoal bem novo no trabalho que curte rock. Então estou, como todo bom tiozinho, tentando mostrar pra eles de onde veio tudo. Tô começando com Led Zeppelin.

Baixei o Led IV pra mostrar pra eles. Ouvindo Stairway to Heaven depois de muito tempo, vejo que essa música me traz várias lembranças:

- O livro "Crescer é Perigoso". Quem leu na adolescência não esquece a "cena" final, da festa, ao som da música, a primeira bebedeira e o sonho do cara por uma menina inalcansável. Nessa época eu nem conhecia a música, mas o trecho é tão bem escrito que eu fiquei com a gradação dela perfeita na minha cabeça. Quando conheci o som de verdade, tudo fez sentido.

- A gente na Ilha Comprida (eu minhas irmãs e minha prima), tentando com muita dificuldade tirar a letra de ouvido, ao som de um velho toca-fitas Sanyo.

- A primeira música que toquei na bateria, seguindo a partitura do meu professor, fã de carteirinha do Led. Desde então, o John Bonham ficou como o baterista cujo feeling eu mais me identifico.

- Luaus muitos por praias diversas. Sempre pessimamente tocada, mas mesmo assim especial.

Ou seja, essa música teve profundo efeito sobre mim. Vamos ver agora o efeito que tem sobre a geração da Web 2.0...
É impressionante o erro que captaram do Hamilton, no momento decisivo da temporada de Fórmula 1. Ele simplesmente apertou o botão que aciona o ponto morto no meio da corrida!

Pegaram isso neste vídeo. Hoje em dia o cara não pode fazer nada errado, que o mundo vê.

Taí um cara que impressionou o ano todo, mas pipocou no final. É esperar pra ver se ele vai conseguir superar isso, ou vai sucumbir à fama de amarelão. Justamente por temer isso que a MacLaren ficou tentando o tempo todo tirar dos ombros dele a culpa. Mas a verdade acabou aparecendo.

É uma pena, porque tava torcendo pra ele, no final do campeonato...

terça-feira, outubro 23, 2007

Foi doído. Tenho aqui na minha mão uma edição de 1961 de Casa Grande e Senzala, que é da bibloteca do meu pai. Comecei a ler e tal, mas vou ter que parar por uma questão de prioridades: não é assunto que esteja no topo de importância pra mim no momento, infelizmente.

Com dor no coração vou largá-lo em prol do "A 5ª Disciplina", de Peter Senge, sobre Gestão do Conhecimento e Cultura Organizacional.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Ok, vamos lá. Tarefa dificílima essa, comentar um filme como “Tropa de Elite”. Porque ele usa uma forma não esperada para comentar a violência das cidades grandes no Brasil. Não se preocupa em ser politicamente correto, e, pela primeira vez no nosso cinema, dá voz a um ponto de vista que tem conquistado cada vez mais apoio, em vários segmentos da sociedade: a do “façamos justiça pelas próprias mãos, de preferência com muito sangue”.

Fiquei pensando estes dias e cheguei à conclusão de que o filme não defende isso. Ele dá voz a isso. É bem diferente. E é importantíssimo que seja dado voz a essa opinião, porque é muito relevante o fato de ouvirmos de quase 100% das pessoas, nas ruas, que deveríamos tocar fogo nos presídios, e outras opiniões do tipo.

Neste sentido, o filme funciona como uma catarse furiosa para toda esta população, e até para quem não acredita nisso, como eu. Eu mesmo me senti vingado ali, momentaneamente livre do sentimento impotência que consome todos os brasileiros.

Como bem disse o Jabor (nessa eu concordei com ele) o filme é uma “experiência”. Daí a atitude ativa da platéia, gritando, vibrando, rindo, etc. Ele proporciona – a nós brasileiros que queremos mudar as coisas, mas não sabemos como – um momento de vingança, através da ficção. Só por isso, a obra já seria brilhante, do ponto de vista artístico e como documento histórico.

Mas vai além: coloca em discussão um sem número de outras questões polêmicas envolvendo o caos atual do nosso país, como:
• Corrupção totalmente sem controle na Polícia
• Corrupção na Política
• Relação do Usuário com o Tráfico e seus efeitos
• Real contribuição das ONGs nas favelas
• A tal “Consciência Social” dos traficantes
• A violência policial
• A frágil situação dos policiais que encaram subir no morro para matar ou morrer, e as conseqüências desta situação para sua vida familiar
• Os métodos de treinamentos dos policiais
Etc., etc.

Somando tudo isso à atuação no mínimo magnífica do Wagner Moura (a quem o Diogo Mainardi chamou de “péssimo ator” só pelo cartaz, o que mostra como ele é pretensioso, chato e polemista barato), temos um filme realmente muito interessante.

Se ele optasse pela solução politicamente correta de relativizar o tempo todo a visão do Capitão Nascimento, teríamos então mais um filme sobre violência, como Cidade de Deus, Carandiru e o Ônibus 174 (do próprio José Padilha). Por algum tempo, pensei que ele deveria ter feito isso. Mas agora, cheguei à conclusão de que não: de que era mesmo o caso, o momento, de dar voz a esta visão. Porque, há anos, é o que eu ouço o tempo todo nas ruas. E é preciso que tenhamos noção de como isto está crescendo e o quanto é perigoso. Talvez só assim as pessoas que estão destruindo o sistema comecem a ter um pouco mais de auto-controle.

Ou talvez eu esteja sendo de novo ingênuo. Afinal, estamos no Brasil...
Muito interessante isso, não conhecia os Peabirus! Esse ligava Cusco ao Oceano Atlântico! O Ed que vai gostar...

quinta-feira, outubro 18, 2007

Meu Deus, o que foi aquela jogada do Robinho ontem?? Vai entrar pra antologia junto com as grandes jogadas de Pelé e Garrincha na seleção!
Caramba, fazia tempo que não sentava e ficava algumas horas tomando cerveja e conversando com o Ed e o Cição. Foi muito legal lembrar aqueles nossos velhos papos sobre trabalho, futebol, música e o "mundo ideal". Como sempre, era a gente tentando convencer o Cícero de que o problema não é o sistema, e sim as pessoas.

Acho que a gente tá quase conseguindo :-).

segunda-feira, outubro 15, 2007

Acabo de ver o filme-polêmica do momento, "Tropa de Elite". Saindo da sala, rola a pergunta de sempre: "Gostou?". Impossível responder assim, na hora, sem correr o risco de ser leviano. O filme trata de um assunto muito complexo, e de uma forma bastante inusitada. Não é o pensamento banal "bons vs maus" a que estamos acostumados.

Vou pensar um pouco, esperar essa adrenalina toda assentar, e então dou minha humilde opinião.

terça-feira, outubro 09, 2007

Eu realmente não entendo o Suplicy... Será que ele era cliente do Bahamas?
Essa notícia é meio velha, não tinha visto, mas é impressionante.

sábado, outubro 06, 2007

Pedro Simon fora da CCJ: o Renan Calheiros tá acabando com o Senado, e ninguém faz nada??

quinta-feira, outubro 04, 2007

Interessante pesquisa mostrando os cassados nos últimos 7 anos. Vejam que esse papo de partido ético é conversa fiada. A corrupção na política brasileira é uma "praxe", um hábito, que está presente em todos os partidos. É muito mais um problema da nossa cultura, do que uma divisão perfeita entre "bons" e "maus".

Ranking de corrupção identificado pelo MCCE (a partir do número de cassados de 2000 a 2007):

1 - DEM (ex-PFL)
2 - PMDB
3 - PSDB
4 - PP
5 - PTB
6 - PDT

O PT ficou em décimo.

Só fiquei curioso por saber onde ficou o PL nessa lista...

terça-feira, outubro 02, 2007

Curiosíssimo: as famílias do desastre da Gol preferem o julgamento nos EUA (mesmo os réus sendo de lá). Mais uma medida do caos em que vive a Justiça brasileira.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Acabei mais um livro, este um presente de aniversário fenomenal da Djá: “Três canções de Jobim”. Foi tão bom que li tudo em quatro dias!

Fazia muito tempo que eu não lia livros de música (e pensar que antes, na minha adolescência, eu praticamente só lia sobre isso). É muito bom dar uma descansada do informatiquês e voltar a ouvir falar de cadência plagal, modulações, inversões, dominantes, etc.

O livro é uma coleção de 3 ensaios, cada um sobre uma música do mestre: “Sabiá”, “Águas de Março” e “Gabriela”:

Sabiá – Foi analisada por Lorenzo Mammì. O cara é muito bom: Doutor em Filosofia, formado também em música e literatura, ele tem uma visão completa do que está analisando, sem ficar preso às características técnicas da música (o que é uma tentação, em se tratando de Jobim). A análise técnica é usada como mais uma ferramenta para entender a obra, assim como a letra do Chico Buarque e, principalmente, o momento que vivia Tom Jobim na época, redescobrindo o Brasil depois de um longo tempo morando mais no exterior. É, sem dúvida, o meu ensaio favorito do livro.

Águas de Março – Aqui ocorre o contrário. Arthur Nestrovski focou demasiadamente em aspectos teóricos, na minha opinião. Em alguns momentos imaginei que era eu, em minhas aulas de Análise Musical na ULM (ou seja, um músico analisando e estruturando uma obra para poder tocá-la de forma correta posteriormente). Este tipo de abordagem pode ter algum interesse para músicos, mas não para o público em geral, e para quem espera uma resenha. E mais: até mesmo em aspectos técnicos, eu optaria por outros “objetos”; em vez de fixar-se na harmonia da música, Nestrovski poderia falar mais da melodia minimalista (que ficou em último plano na sua análise). Seria importante também dar mais ênfase ao momento da composição, o que também foi deixado de lado. Enfim, para mim este ensaio ficou devendo um pouco, em relação aos outros dois.

Gabriela – Já tive aula com Luiz Tatit, e sei como ele gosta de analisar música: como um discurso, em que as escolhas melódicas do compositor devem ser entendidas como veículo (intencional ou não) da sua mensagem. É uma abordagem bastante interessante, e ele a usa o tempo inteiro no capítulo “Gabriela”. O foco dele são as mudanças contínuas de andamento, o que eu acho muito adequado, em se tratando desta música. Seus famosos diagramas mostram com perfeição o perfil melódico, permitindo ao leigo acompanhar facilmente os seus argumentos. Acho que ele tem razão: quando compomos, quase sempre escolhemos as notas por um motivo, mesmo que eles estejam lá no fundo do nosso inconsciente. E são esses motivos quase inalcançáveis que Tatit procura trazer à tona no seu ensaio. Realmente muito interessante.

Para completar o mega presente, as três música vêm em CD, interpretadas lindamente por Ná Ozzetti (voz) e André Mehmari (piano). Uma grande homenagem a um dos meus músicos favoritos.

Mas agora não tem jeito: é hora de voltar pros bits e bytes...