sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Que estranho, sinal dos tempos:
- uma apostila
- um saquinho de presentes vazio
- um broche
- um CD

Isso é todo o material físico que eu deixei como legado, aqui na empresa, depois de 4 anos. Todo o resto está dentro de computadores, espalhados pela empresa e clientes.

Tudo bem, estamos na era da informação digital, mas por aí dá pra ver que eu realmente odeio papel :-).
Daí, logo 1 dia depois desse momento nostalgia, tenho que lidar novamente com a saudade. Mais uma situação de ruptura, dessas com as quais eu tenho tanta dificuldade de lidar.

Vou voltar a trabalhar em casa. Tenho uma série de desafios e planos pela frente. Espero dar conta de tudo isso que me espera...

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Fazia 3 anos que eu não me apresentava em um show, 3 anos que eu não tocava bateria, uns 10 que eu não ia em uma festa da USP. As experiências de ontem foram como entrar em uma máquina do tempo.

De fato, foi exatamente assim que eu me senti ao entrar naquelas festas. Foi como se eu aparecesse de repente em 1998. As pessoas são as mesmas, fazem as mesmas coisas, falam as mesmas coisas... É um pouco assustador!

Pra completar, ainda encontrei um ex-colega de colégio e de PUC. E ele, de pacato estudante, agora é uma espécie de revolucionário petista. Me pareceu que ficou meio preso ali, naquele ambiente do qual deveria ter saído já há 10 anos.

Fora isso, o show em si foi bem interessante, divertido. Foi a primeira vez que fiz um show tocando um violão livre e improvisado, e gostei bastante. Depois, em uma jam na bateria, vi que não ficamos 3 anos sem tocar um instrumento impunemente. Estou mega enferrujado, com o pensamento atravessado, mas ainda assim deu pra inventar algumas coisas legais.

É pena que não tenha realmente tempo pra me dedicar mais à música. Mas é uma decisão consciente e muito amadurecida. Tocar de vez em quando em um ambiente desses é bastante divertido. Mas jogar meu foco nisso pode fazer eu ficar como esse meu colega, e, mesmo que ele esteja feliz com o rumo que tomou, isso é algo que definitivamente não está nos meus planos.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Semana passada, pela primeira vez em sua história, o Brasil passou a ter reservas maiores que sua dívida externa (o que faz com que passe a ser chamado de "credor").

Isso é uma das coisas que mostram que, mesmo a passos de lesma, estamos melhorando, década após década.
Aliás, que louco. Fui ver no Orkut e descobri que tem uma comunidade de brasileiros que torcem pro Tottenham, com 1.700 membros.

E eu pensando que eu era o único sem ter o que fazer...
Tottenham campeão!!



Foi muito legal ver esse jogo. Esse time azarado já merecia ganhar alguma coisa há alguns anos... Foi bonito, a primeira Carling Cup no novo Wembley é dos Spurs :-).

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Minha irmã está de volta, e por 2 meses!! O coitado do Neguinho vai ter que se adaptar a mais essa, agora... :-)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

A discussão sobre o biocombustível também corre o risco de se tornar um mero bate-boca entre interesses de produtores de um lado e de outro, o que é péssimo.

Nós, leigos, ficamos perdidos no meio das informações desencontradas, mais ou menos como se estivéssemos ouvindo um "esclarecedor" debate entre um deputado do PT e outro do PSDB.

Neste artigo, por exemplo, os argumentos parecem convincentes. Mas também parece que o professor tem alguma ligação com a produção de cana, e não é considerado um argumento importante: o de que a pecuária tem avançado sobre a Amazônia porque perde espaço para os biocombustíveis no resto do País.

Seria interessante se essa discussão saísse do bate-boca e virasse análise técnica. Até hoje, todas as vezes em que vi algo neste sentido, como no caso do IPCC, o resultado foi pró-biocombustíveis. Vamos aguardar.

domingo, fevereiro 17, 2008

Ler dois livros ao mesmo tempo nunca foi meu forte, parece que não consigo curtir cada um na sua totalidade. Mas agora eu tô sentindo necessidade disso.

É que um deles é o "Agile Web Development With Rails", que estou lendo pra poder ajudar mais no meu trabalho voluntário sobre meio-ambiente. Está sendo excelente, mas tem 2 problemas:
1 - É em PDF
2 - É sobre programação

Ou seja, eu fico sentindo falta de ter aquele livro em papel, pra ler na cabeceira da cama antes de dormir, e também com um tema mais ameno e nada ligado ao trabalho. Por isso comecei o 1808, sobre a vinda de D. João VI ao Brasil.

Então, quem sabe isso não passa a ser uma constante pra mim: ler um livro de trabalho e outro de tema mais pessoal ao mesmo tempo? Seria ótimo para adquirir mais conhecimento. Mas haja tempo pra conseguir isso...

terça-feira, fevereiro 12, 2008

O biocombustível está em xeque. Isso mostra o quanto a humanidade está perdida quanto à questão do carbono. Simplesmente não sabe o que fazer...

Deixar um problema para ser resolvido alguns séculos depois pode ser muito perigoso. Que sirva de exemplo para outro problema, o da energia nuclear.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Acho ques essa visão, de que Tropa de Elite é um filme fascista, vai prevalecer na Europa e EUA. Afinal, eles não sentem na pele o nosso problema com violência, e tendem a ver exagero em tudo isso.

De certa forma, foi o que aconteceu com o Cidade de Deus: ouvi da boca de gringos que o filme era bom, "mas muito exagerado". Quando não se conhece o nível de bestialidade de que é capaz o ser humano, tende-se a ver retratos desse tipo de realidade como exagero...

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Essa é pra ajudar a clarear a mente dos que acham que "uma erva natural não pode te prejudicar".

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Ainda bem que a Globo, depois de anos, resolveu parar com a fórmula besta de fazer minisséries "novelizando" ao extremo fatos e personagens históricos. Essa nova agora, "Queridos Amigos", eu vou querer ver, principalmente pela trilha sonora, cheia de Clube da Esquina!

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Sábado foi dia de programas totalmente orientais: leitura da biografia do Ghandi, jantar em restaurante indiano, sessão de cinema para ver "O Caçador de Pipas". O resultado disso tudo:

- Livro: Essa biografia que eu estou lendo está sendo muito interessante, mesmo que impregnada por elementos de teologia. É impressionante como a vida do Gandhi tem muita coisa de parecida com a própria vida de Jesus Cristo. E o mais impressionante é que tanto um como o outro, ao pregarem a não-violência, acabaram assassinados a mando do seu próprio povo. Isso, pra mim, representa o quanto esta cultura de não-violência que eles defendem é antinatural para o ser humano. Alguém assim é uma pessoa estranha, essencialmente perigosa, na visão das criaturas comuns. Com Gandhi, isso foi bem claro: ao defender a convivência harmoniosa com os muçulmanos, ele foi tido como inimigo. Enquanto for essa a visão egocêntrica das sociedades, não há muito o que esperar da raça humana sobre a Terra.

- Restaurante: Simplesmente sensacional. É o quarto restaurante indiano em que eu como, e o quarto que eu adoro. Preciso voltar mais vezes a lugares como esse.

- Filme: Também muito bom. Adorei a história, e também os trechos que abordam as crueldades do Taleban. Houve um tempo em que eu achava que Bush não deveria invadir o Afeganistão, pois isso levaria a mais violência Oriente x Ocidente. Depois de um tempo, pus a mão na consciência. Achar isso seria o mesmo que defender que os Aliados não deveriam fazer nada contra Hitler, na Segunda Guerra. Nesse aspecto, meu amigo Alex tinha razão. Os EUA têm mais é que acabar com todos os Talebans.

O saldo disso tudo é que continuo achando a cultura oriental muito interessante, com muito a ensinar ao Ocidente. Porém, é também absurdamente perigosa quando levada ao radicalismo (como talvez qualquer cultura).

Ainda pretendo me aprofundar e ler mais sobre esse mundo, que vê a vida de uma forma tão diferente da nossa.