sábado, agosto 30, 2008

Santa Cruz perto da quarta divisão! É a pior situação de um time fundador do Clube dos 13, em todos os tempos.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Putz, como é dura a vida de quem trabalha 12 horas por dia...

domingo, agosto 24, 2008

Dizem que o Brasil foi mal nessas Olimpíadas. Na verdade falavam isso desde a primeira semana (como se desse pra concluir algo sem saber o resultado de um monte de esportes em que somos bons, como Vôlei, Futebol, Vela, etc.).

Ok, acredito que isso pode ou não ser verdade, dependendo do ponto de vista. O que falta é uma análise mais fria e criteriosa. Infelizmente, não dá pra fazer isso em 3 linhas, e com uma batida de olhos no Quadro de Medalhas. Vamos ver se dá pra ir um pouco além da superficialidade aqui.

Antes de mais nada, vejam que não estou aqui pra defender o COB (porque eu faria isso?), e sim uma pura tentativa de enxergar as coisas um pouco melhor, em sua complexidade.

Acho que existem três pontos de vista para se fazer uma análise sobre essa questão:

1) Do ponto de vista do nosso potencial
É ÓBVIO que precisa melhorar. Em um país pobre, em que 88% das escolas não tem quadras para educação física, é impossível conseguir algo muito melhor.

Temos que olhar a história, nessas horas, e ela nos diz, sem margens a dúvidas: nunca, na história das Olimpíadas, um país se tornou potência esportiva sem ser:
a) Altamente desenvolvido ou
b) Uma ditadura usando o esporte para fins de propaganda política (como Alemanha de Hitler, União Soviética, Cuba, e agora a China)

Isso eu afirmo categoricamente. Portanto, não adianta ficar esperando que o Brasil vá resolver essa questão com uma única canetada (como a Lei Piva), porque não vai. O buraco está muito mais embaixo. O brasileiro acha que Olimpíada é que nem Copa do Mundo, que é facinho chegar entre os primeiros. Mas a coisa não é assim, não...

Esse foi o erro da matéria da Época (de resto muito interessante), que bota para comparar o desempenho do COB brasileiro e do Comitê Britânico, depois da criação de leis similares de incentivo ao esporte, mas esquece que está falando de um país com uma estrutura educacional soberba (a britânica) e o Brasil (nem preciso falar nada). Esporte tem muito, mas muito a ver com educação de base de qualidade.

Ou seja, deste ponto de vista, concordo que a participação foi ruim (como sempre), mas só vejo melhora no dia em que o Brasil como um todo melhorar (mesmo que uma lei como Lei Piva ajude, de certa forma, como veremos nos próximos itens).

2) Do ponto de vista da comparação histórica
Foi, na verdade, mais uma vez, uma das melhores da nossa história (tem sido assim nas últimas edições). Continua um processo de clara evolução em relação às décadas passadas (ajudado em boa parte pela injeção de dinheiro da Lei Piva), como mostram estes dados:
- 1ª medalha de ouro na natação
- 1º recorde olímpico na natação que perdurará até os próximos jogos
- 1ª medalha de ouro no atletismo em 24 anos
- 1ª medalha no taekwondo
- 1ª medalha de ouro no vôlei feminino
- 1ª medalha feminina na vela
- 1ª medalha individual feminina (e foram três, uma de ouro e duas de bronze)
- 1ª medalha feminina no judô
- 1ª medalha de ouro feminina do atletismo
- 1ª Olimpíada com maior número de medalhas (igualando 1996-Atlanta) – detalhe: em Atlanta ganhamos todas as possíveis, enquanto que este ano poderíamos facilmente ter ganhado ainda mais (vide o problema com a vara da Fabiana Murer, erro incrível do Diego Hypolito, Judô, problema de contusão no Vôlei de Praia feminino, etc.)
- 2ª melhor performance no quadro de medalhas (só atrás de 2004-Atenas)
- Maior número de finais (elas vêm crescendo: 20 em 1996, 22 em 2000, 30 em 2004 e agora 38) nas mais diferentes modalidades (desde maratona aquática, passando por ginástica artística, taekwondo, até os nossos populares vôlei e futebol).
- Maior representação da história
- Melhor país da América Latina, superando novamente nossa rival Argentina.
- À frente de países tradicionais no esporte como Cuba e República Tcheca

As mulheres, em especial, deram um show.

Na minha infância, o Brasil ganhava sempre 2, 3 medalhas por Jogos. Hoje são sempre por volta de 15, e em muitos esportes diferentes. Portanto, impossível não ver aí evolução, mesmo que não seja uma evolução tão grande como a gente gostaria.

3) Do ponto de vista da comparação com outros países
Aqui temos que falar de um tema importante: a metodologia usada para comparar os países em Olimpíadas (ou seja, o famigerado Quadro de Medalhas).

O Quadro de medalhas em Olimpíadas é influenciado, basicamente, por duas coisas:
1 - Estado geral da nação (nível da educação, capacidade de investimentos, concentração de poder, projetos de propaganda de regimes autoritários, etc.)
2 - Ser bom justamente em modalidades que rendem muitas medalhas (por exemplo, se o Vôlei desse tantas medalhas quanto a natação, estaríamos entre os 10 maiores do Quadro de Medalhas. Por outro lado, o Quênia só é bom no Atletismo, então acaba ficando super bem posicionado).

O Quadro de Medalhas, sozinho, é um indicador muito falho para fazer comparação do nível esportivo entre os países. Talvez o certo fosse acabar com ele, pois só serve para confundir. Ficam achando que o esporte no Quênia é melhor do que aqui, só porque têm bons corredores de longa distância (algo que parece se explicar mais pela genética do que por qualquer outra coisa). Acontece que eles têm apenas isso, e nada mais (e levam muitas medalhas porque esse esporte distribui muitas medalhas). Estão na frente até de Cuba, Hungria e Noruega! E alguém aí acha que o esporte no Quênia é melhor do que o de Cuba e Noruega???

O que acontece é que, além das distorções entre as modalidades, o Quadro de Medalhas só considera primeiro lugar (ouros). Prata e bronze são usados apenas para desempate. E do quarto lugar em diante, simplesmente não existe! Ou seja, um país poderia ter 50 medalhas de prata, e outro, apenas com 1 ouro, ficaria na sua frente. É o que quase aconteceu entre Quênia e França nesta Olimpíada.

Poderia ser criado um indicador melhor, como pontuações aos 10 melhores países de cada modalidade, ou algo parecido. Só como exemplo (porque dá muito trabalho fazer algo mais complexo), fiz uma classificação dando pontos aos três primeiros colocados EM CADA MODALIDADE, mais ou menos como na Fórmula 1. Neste caso, a classificação ficaria assim:



Como se vê, Quênia e Etiópia nem aparecem, porque tudo o que conseguiram foi ser 4º e 5º no Atletismo (nem chegaram a finais de coisa nenhuma, em outros esportes). O Brasil, em 13º, se posiciona na frente de Itália, Cuba, ficando apenas atrás de (adivinhem) países ricos ou ex-comunistas.

O ideal seria algo ainda mais detalhado: 1) começar dando pontos a quem atingisse final + pontos para cada colocação obtida na final; 2) com estes pontos, chegar aos 5 melhores países de cada modalidade, e então dar a pontuação final para cada país de acordo com a posição obtida na modalidade.

Mas enfim, fiquemos mesmo com o burro “Quadro de Medalhas”. Ainda assim, o 23º lugar é uma boa posição, para um país pobre. Ficamos em primeiro na América Latina, e só atrás de países ricos, ex-comunistas, além de Quênia e Etiópia (que só têm seus famosos fundistas), e Jamaica (que só têm suas provas rápidas de atletismo).

Conclusões
A conclusão é que, obviamente, podemos e devemos melhorar, mas acho que isso passa por melhoras no País como um todo. E, sim, há em curso uma evolução, apesar de lenta. Os atletas que foram lá estão de parabéns, pela garra e qualidade que demonstraram, ficando muitas vezes entre os maiores do mundo (em muitos esportes em que nunca fomos competitivos, como a ginástica e o taekwondo). Do ponto de vista da relação "desempenho dos atletas" / "estrutura que recebem", a participação foi excelente (vide exemplo emblemático do futebol feminino).

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Ah, claro, não poderia deixar de dar uma dica especial à imprensa esportiva: se quiserem mais, tratem, pra começar, de cobrir "esporte" de verdade nos 4 anos entre uma Olimpíada e outra. Cobrir os eventos e cobrar as autoridades faz parte do seu trabalho, e não só acompanhar cada passo do ridículo Curíntia na Série B! E aprendam que, ficar entre os 10 maiores do mundo em alguma coisa, é, sim, algo pra comemorar e muito!

sexta-feira, agosto 22, 2008

Shhh, pessoal...

A imprensa esportiva não sabe (está muito preocupada em saber se o Dunga continua técnico da seleção ou não), mas estamos a apenas 1 medalha de igualar o recorde histórico de medalhas em uma edição de Jogos Olímpicos.

Não contem pra ninguém...

domingo, agosto 17, 2008

Não adianta, brasileiro tem muita dificulde mesmo em esportes que exigem concentração e frieza. No momento principal, ele erra.

É como pedir para um japonês ser o melhor dando pedaladas em um campo de futebol. Não tem como...

Mas era a primeira Olimpíada do Diego, quem sabe na próxima!

quinta-feira, agosto 14, 2008

Complementando o post anterior: do meu ponto de vista, os atletas brasileiros têm feito muito bonito em Olimpíadas, nos últimos tempos. Eles são espetaculares, pra quem ganha "ajuda de custo" pra competir com as maiores feras mundiais.

Ex: Jade Barbosa está entre as maiores ginastas do mundo, e recebe uma Ajuda de Custo da Confederação. Não se sabe o valor exato, mas o pai afirma que é R$ 350!!
A quem acha que o Brasil está indo mal nas Olimpíadas: isso é normal, o começo é sempre assim, pelos esportes que estão sendo jogados. A expectativa ainda é de pelo menos repetir o número de ouros de Atenas, em 2004 (5), que foi o recorde do Brasil em todos os tempos e o colocou em 16º lugar.

E essa é uma posição muito boa, pois ele ficou na frente de muitos países ricos, e só perdeu para países desenvolvidos ou ex-comunistas.

Nada mal para um país que tem 88% das suas escolas sem quadras para educação física...

segunda-feira, agosto 11, 2008

Entre China e os EUA de Bush, fica difícil escolher pra quem torcer pelo primeiro lugar nas Olimpíadas.

Mas nem adianta torcer pra um lado ou outro: acho que a China vai ganhar fácil no quadro de medalhas, depois da operação de guerra (literalmente) que montou para a preparação dos atletas nesses jogos...

sexta-feira, agosto 08, 2008

Sabem quanto está hoje, mais ou menos, para instalar um sistema de energia solar (o chamado sistema fotovoltaico) para uma residência comum?

Bom, eu também não sei direito, uma vez que é super difícil conseguir informações sobre isso (mas sabemos muito bem sobre todos os crimes, as taxas de inflação semanal, previsões do PIB todo mês, etc.).

Mas, enfim, pelo que eu vi em alguns sites, não é mais tão caro assim não! Um sistema desses estaria em torno de R$ 17 mil. Aí você fala, é muita grana! Peraí:

- Pra muita gente no mundo, isso é um troco
- Se é pra salvar o planeta, então, vira mais troco ainda

Ou seja: confirmando-se valores como esse, acho que seria até interessante uma lei que OBRIGASSE pessoas que têm um certo nível social a construírem casas equipadas com este sistema. Elas não deveriam ter direito a guardar centenas de milhares de reais no banco, enquanto consomem energia elétrica convencional e ajudam a poluir o meio-ambiente.

Se houvesse uma lei assim, essas pessoas estariam dando sua contribuição para dar ganho de escala a esta tecnologia, fazendo com que ela ficasse mais rapidamente acessível às demais pessoas.

Sei que é pedir demais, mas é que não vejo a hora de nos tornamos definitivamente uma Sociedade Solar!

quarta-feira, agosto 06, 2008

Gostei dessa...

FAQ sobre energia solar:
"Did you know that solar energy is dependent upon nuclear power? Solar Energy's nuclear power plant, though, is 93 million miles away."
www.solarbuzz.com/FastFactsIndustry.htm

domingo, agosto 03, 2008

Paulo Coelho: "Sou o intelectual mais importante do Brasil".

Pensei que era o Mangabeira Unger ou o Diogo Mainardi...

Fico pensando o que os nossos verdadeiros grandes pensadores e cientistas (acreditem, eles existem!) pensam, quando lêem algo assim.

sábado, agosto 02, 2008

No fim, o que eu tenho é uma reação alérgia aguda à péssima qualidade do ar que tivemos esta semana. De fato, me sentia como se estivesse respirando veneno, especialmente no meu novo trabalho, em São Bernardo. Preciso melhorar, já estou há quase uma semana assim.

Por isso foi impressionante ouvir um repórter da CBN que chegou estes dias em Pequim, dizendo que, mesmo vivendo em uma cidade tão poluída como São Paulo, notou uma diferença brutal em relação ao ar que se respira em Pequim. Ou seja, lá sim, o ar deve ser puro veneno...
Na Folha de hoje:

Aquecimento ataca sapos e recifes latino-americanos

DA REUTERS

Um continente atormentado por mosquitos, doenças, zonas costeiras frágeis e cada vez menos peixes. Assim as mudanças climáticas afetarão a vida humana, caso as populações de anfíbios e os recifes de coral na América Latina e no Caribe continuem a ser afetadas.

Esses dois são os grupos que mais drasticamente sofrem com a alteração do clima, segundo a ONG CI (Conservação Internacional). "Muitas espécies já foram afetadas pelas atividades humanas ou por doenças, mas para essas [recifes e anfíbios] as alterações climáticas têm sido o prego no caixão", afirma Robin Moore, especialista em anfíbios do IC.

De acordo com ele, no caso do sapo-arlequim, com 110 espécies conhecidas, pode-se dizer que apenas 10 têm populações estáveis neste momento. A situação mais grave é a dos animais que vivem nos Andes. Com o aumento da temperatura e o derretimento dos glaciares, eles sobem montanhas, com mais de 5.000 metros, transportando doenças.
Se as coisas continuarem como estão, 90% dos sapos poderão ser extintos em três décadas, acrescentou. Como os anfíbios comem mosquitos, isso se traduz em mais insetos e pragas para afetar as colheitas, bem como cada vez mais animais mortos ou doentes, contaminando a água.

Os recifes de corais, principalmente no Caribe e na área tropical do Pacífico, são afetados por sedimentos provenientes do continente e, também, pelas águas mais quentes do mar. Como cumprem o papel de "casas" de animais marinhos, menos recifes significam uma menor quantidade de peixe para consumo humano e zonas costeiras menos protegidos contra tempestades e ondas.

"Toda a costa será afetada", diz Sebastian Troeng, diretor de Marinha Estratégica no IC.

sexta-feira, agosto 01, 2008