quarta-feira, abril 29, 2009

Que gols esses do Ronaldo no domingo passado! É pra até palmeirense tirar o chapéu. Fica claro que não dá pra comparar jogador desse nível com o que temos aqui, mesmo Keirrison, Washington ou qualquer coisa que o valha.

O domínio de bola nos dois gols (cada um a um estilo, mas os dois brilhantes) e as finalizações de pé esquerdo (Ronaldo não tem pé bom ou pé ruim, os dois são mortais) calam mais uma vez a boca do mundo todo (incluindo a minha): o maior artilheiro em Copas do Mundo de todos os tempos nunca poderia ser considerado só marketing...

Esses lances são, porém, semelhantes a jogadas que vemos quase todas as semanas em jogos do Manchester United, Barcelona, Chelsea, Milan e afins. Ou seja: é evidente que o encantamento maior se dá pelo fato de estarmos já totalmente desacostumados de ver jogadores deste nível atuando por aqui.

Quem sabe o sucesso do Ronaldo não sirva, então, para iniciar um movimento de volta dos grandes jogadores brasileiros, e então possamos ver clubes brasileiros fortes como tínhamos até meados da década de 90. Quem sabe...

sábado, abril 18, 2009

E, claro, não começou...

Um detalhe interessante sobre o quadro do post anterior: dos 8 títulos em 32 anos ganhos pelo Palmeiras, 7 foram concentrados nos 7 anos da Parmalat e um paulistinha foi ganho em 2008. Nos outros 25 anos (!) foram seca total!!

O resultado é mais do que pífio, e não é possível que continue assim. O Beluzzo tem muito trabalho pela frente, e é de longo prazo. Entre outras coisas ele deve:

- Mandar Luxemburgo embora e contratar um técnico sério e confiável
- Mandar certos jogadores horríveis embora
- Fortalecer a parceria com empresas para contratação de jogadores, mas incluindo cláusulas que protejam o clube (ou seja, que não seja possível vender jogadores pra Europa com menos de 1 anos de clube)
- Democratizar o estatuto
- Criar uma categoria de base forte (é incrível como isso é ruim no Palmeiras; e todos sabem que, quando o time está mal de grana e não pode contratar, é a categoria de base que salva - vide Santos com o Neymar este ano)
- Avançar a modernização da estrutura do clube (hoje isso anda a passo de lesma)
- E talvez o mais importante de tudo: identificar e alçar ao primeiro escalão da diretoria pessoas sérias e competentes, capazes de modernizar esse clube. Tirar do Palmeiras, enfim, esses velhos ultrapassados gordos cheios de macarrão na barriga

Não é trabalho fácil e não dá pra esperar que o Palmeiras volte a ser o que era antes em pouco tempo. Temos que torcer é pra que se escolha agora o caminho certo, com boas decisões. Ou então continuar do jeito que está, ganhando um paulistinha ou outro a cada 5 anos. Triste realidade...
Tive a pachorra de fazer o quadro abaixo pra ver uma coisa:



É revoltante o resultado esportivo do Palmeiras nas últimas 3 décadas! E o mais revoltante é que é desde o ano em que eu nasci!! :-(

Só 4 paulistas em 32 anos??? Metade dos títulos do Corinthians em 3 décadas? Mesma quantidade de Paulistas e Brasileiros que o Santos? Ora, todo mundo sabe que o Santos só foi vitorioso pra valer mesmo enquanto Pelé jogava. Por isso é uma vergonha. O clube que antes era o mais vitorioso do Brasil, passou depois a ser mero coadjuvante. Ou eu sou muito pé-frio ou esses italianos são muito incompetentes. Prefiro acreditar na segunda opção...

Tomara que o novo presidente, Beluzzo (que não é tudo isso em economia, mas que entre os cartolas desse Brasil deve se destacar) faça alguma coisa pra devolver ao Palmeiras a grandeza que sempre teve, desde o começo do século XX até a década de 70.

E que comece hoje!

segunda-feira, abril 13, 2009

4 gols impedidos em 1 semana. E em um deles ainda foi falta no zagueiro.

Na boa, o São Paulo bateu todos os recordes nesse quesito. Nunca vi tanto gol irregular de um time em tão pouco tempo...

sábado, abril 04, 2009

Ainda sobre a GV. Nessa fase de 2000, eu lembro que era comum eu ter que cobrir eventos corporativos, e eu odiava. Uma vez, fui num evento na Berrini, no World Trade Center, e estava quase dormindo ouvindo um presidente de alguma empresa mandar aquele discurso corporativo padrão, cheio de expressões em inglês que podiam ser tranquilamente ditas em português. Era um tal de startar isso, draivar (sic) aquilo, budget pra cá e pra lá... O local era todo chique, todos estavam engravatados e havia um saboroso coffee break – que era o motivo para a maioria dos jornalistas adorarem esse tipo de evento. Não para mim.

Saio do local e logo ao lado vejo aquela favela enorme do buraco quente, na Água Espraiada. Penso e fico revoltado com a desigualdade nesse país e nessa cidade. “Não quero nunca mais fazer esses eventos idiotas”, pensava comigo.
Agora, 9 anos depois, vou estudar ali naqueles prédios, na FGV da Berrini, com os engravatados.

Qualquer um diria: se vendeu ao sistema. Mas eu sei que não foi isso. É que hoje eu sou muito menos idealista e mais prático. Gasto menos tempo imaginando o mundo ideal e mais tempo pensando em como eu posso usar minhas qualidades para melhorar o que temos.

O meu plano, por exemplo, é usar o que eu aprender nas áreas que eu acho as mais importantes hoje, como educação e meio-ambiente. O que NÃO é meu plano é virar um desses presidentes que vomitam jargões corporativos, como aquele que eu tive que agüentar nove anos atrás.
Hoje finalmente teve início meu MBA na FGV. É uma coisa de louco pensar onde eu fui parar...

Nos idos de 2001, há 8 anos portanto, eu estava fazendo uma entrevista de emprego em uma editora. O meu novo chefe me colocou 2 opções para escolher: ou escrevia em uma revista para geeks ou em outra, mais para público corporativo de TI. E ele me disse: me achava mais com a cara da segunda opção (provavelmente porque eu sou um cara do tipo mais sério, especialmente em uma entrevista de emprego).

Só que, na época, eu tinha acabado de sair de uma revista para geeks, era meio anti-capitalista, odiava ficar indo em eventos corporativos e até mesmo não gostava muito de computadores (!!). Resultado: tinha certeza de qual era o meu lado e fui para a revista de geeks. Em 8 anos, tudo mudou, e agora estou em um MBA na FGV. É incrível como a vida vai moldando a gente, de uma forma que nem nós mesmos podemos controlar.

E pra onde esse novo caminho vai me levar? Desisti de prever. Tenho uma idéia, um plano. Mas como dizia a famosa frase de Lennon "a vida é aquilo que acontece enquanto a gente faz planos..."

Espero aprender muito lá, e sair ainda mais mudado (pra melhor), daqui a 1 ano e meio.

PS: mais louco ainda foi ver a aula inaugural no mesmo local em que, há 15 anos, eu recebia meu diploma do colegial. Não pisava lá desde então. Era a mesma paisagem, mas vista por uma outra pessoa! Essa vida é mesmo uma viagem...

sexta-feira, abril 03, 2009

Poucos meses de Obama, e o mundo já está mudando (como mostra essa reunião do G20 com a partipação do presidente americano, coisa que seria impensável na época do Bush).

Ahh, que bom seria se Al Gore tivesse sido presidente no ano 2000!