segunda-feira, junho 29, 2009

Interessante matéria, para nos lembrar sempre de que as mulheres que vemos nas revistas não são de verdade...

domingo, junho 28, 2009

14º e penúltimo dia de viagem – 27/6

Último dia que passamos na Argentina, antes do vôo de volta ao Brasil. Que coincidência, é também o primeiro dia de chuva de toda a viagem. Quase não saímos, ficamos no apartamento guardando energia para a viagem e a volta ao batente.

A idéia inicial era aproveitar o último dia para tentar subir novamente ao Cerro Catedral. Mas a preguiça de levantar, a perspectiva de uma imensa muvuca na subida e a chuva nos fizeram desistir. O Cerro Bayo (que subimos outro dia, e fica em Villa La Angostura) é mesmo a melhor opção hoje em dia, porque o Cerro Catedral, mais próximo de “Brasiloche”, tem ficado muito lotado de gente, acompanhando o crescimento desordenado da cidade.

Para a programação da noite, nada melhor do que mais um jantar no Don Molina (agora, além da pechuga, pedimos um vacío – uma carne como a fraldinha brasileira). Também aproveitamos para um último helado (incrível, no primeiro dia em Bariloche pensamos que jamais poderíamos tomar um sorvete no frio daqui, mas agora já estamos acostumados!).



Patrícia atacando o vacío

Mais tarde, vimos os fogos de artifício que marcaram o final do Festival da Neve (em que eles comemoram a chegada da neve à cidade).

A chuva fina e os fogos acompanhavam mesmo os nossos sentimentos: tristeza pelo fim da viagem, mas felicidade por ela ter sido tão legal, cheia de aventuras, aprendizados e experiências bacanas.




Fogos no céu, e nós embaixo, comemorando o fim de uma bela viagem

Valeu muito a pena conhecer a Argentina. Amanhã, como post do último dia, falarei mais sobre a minha impressão desse país tão bacana.

Com 3 graus marcando no termômetro, voltamos ao hotel para a dura tarefa de arrumar nossas malas.

sábado, junho 27, 2009

13º dia de viagem – 26/6

Provavelmente, hoje fizemos o último passeio da viagem: passeio de barco de 5 horas pelo imenso lago Nahuel Huapi, até o Bosque de Arrayanes e Isla Victoria.

O primeiro faz parte de uma grande península muito próxima a Villa La Angostura. É um bosque repleto de plantas com caules laranjas lindos, o que torna o colorido incrível. Já a Isla Victoria é uma ilha também bastante grande que fica no meio do lago, com um Jardim Botânico sensacional, contendo plantas de toda parte do mundo.
Seria o passeio perfeito para a Lili, acho que os fotógrafos se esbaldam aqui. São muitas paisagens sensacionais! A gente até se perde tentando tirar fotos.
Seguem abaixo alguns momentos do passeio.


Vista de montanhas andinas a partir do barco

Vídeo com um pouco mais da vista que tínhamos no barco:



O casal e as “gaviotas” ao fundo. Um monte delas perseguiam o barco, comendo até na mão dos passageiros.

Vídeo com o belo vôo de uma gaivota, tentando se aproximar do barco:



Maurício em meio aos caules alaranjados do Bosque de Arrayanes


E aqui Patrícia e as imensas árvores da Isla Victoria. Nesse passeio eu finalmente pude fazer uma pequena trilha!

Para terminar o dia, jantamos em um restaurante maravilhoso ao lado do hotel (Don Molina), em que experimentamos cervejas da região (a Araucana foi a preferida da Pati, por ser uma bock bem doce; já eu preferi a Negra Modelo, que era mais amarga, apesar de menos encorpada) e comemos um salmão e uma pechuga (peito de frango) simplesmente divinos!

Depois enfrentamos o frio para passear pela cidade à noite. Tomamos um café, um helado e uma Lagrima (a Pati achou que era café com uma gota de leite, mas era o contrário!). Tiramos algumas fotos e já começamos a sentir que a viagem está chegando ao seu final... Amanhã é o último dia na Argentina!


Luzes da cidade de Bariloche, à noite


Isto é uma Lagrima


Maurício doidão tentando achar um ponto do quarto com conexão à Internet sem fio. Em frente à porta foi o melhor que consegui.
O famoso “Cordero Patagônico”

Ficou faltando mostrar o dito cujo, no post anterior. Segue foto do cordero, em pleno “Asador”!

sexta-feira, junho 26, 2009

12º dia de viagem – 25/6

Ontem foi o dia do mais longo passeio da viagem: conhecer San Martin de Los Andes, uma cidade linda, que fica há 190 quilômetros de Bariloche.


Saímos às 8h da manhã. Até às 9, não amanhece por aqui!

O passeio prevê ida pela Rota dos 7 Lagos, e é bem demorado (cerca de 5 horas). Isso porque a estrada é quase toda de terra, e bem estragada. Há também trechos muitos altos, com muita neve, o que o torna um pouco perigoso. Por isso resolvemos desistir de alugar um carro para fazer o passeio e, em vez disso, ir com uma excursão.

Neve por todo o trajeto:


O problema é que a Van estava muito desconfortável, o que fez o passeio muito incômodo. A estrada é mesmo linda, e a cidade de San Martin também, mas aconselho a fazer como tínhamos planejado originalmente: ir a San Martin (talvez de ônibus) e, chegando lá, pernoitar. Voltar no mesmo dia é muito cansativo.

Ou então, sugiro que faça-se apenas o passeio para Villa La Angostura, até o Lago Correntozo. San Martin e os 7 Lagos acaba sendo um passeio meio parecido e comprido demais, então poderia ser deixado de lado.

Isso não quer dizer que não aproveitamos. Vimos paisagens lindas pela estrada, conhecemos uma pequena cidade que parece de mentira de tão bonita, e ainda comemos o famoso cordeiro patagônico (uma das melhores carnes que já comi, sem dúvida, mas bastante pesada!). Valeu a pena o esforço (inclusive o da digestão!!)!






Algumas vistas que tivemos dos tais 7 lagos


Essa era a visão que tínhamos na estrada, durante todo o trajeto. Era neve pra todo lado!


Chegada a San Martin. A cidade ao fundo, e o lago Lácar no primeiro plano


A bela San Martin de Los Andes, com casas todas de madeira

Chegamos no hotel acabados, depois de quase 10 horas dentro do ônibus. A partir de agora, só queremos passeios mais light!
Vídeo – Subida para Cerro Bayo

Incrível pensar que o pessoal desce isso esquiando!

quinta-feira, junho 25, 2009

Vídeos da viagem

Abaixo alguns vídeos da viagem. O segundo é meio longo, não é preciso ver até o fim...

Dança Gaúcha no Caminito (La Boca - Buenos Aires):


Subida ao Cerro Catedral (em Bariloche):


Patrícia praticando o nobre esporte de Skibunda (não deixem de reparar a habilidade da menina de azul que desce com ela):


Maurício também. Reparar as finas que ele tira de um guri e um cara:
11º dia de viagem – 24/6

Hoje foi dia de conhecer finalmente o topo de uma montanha da cordilheira dos Andes: o Cerro Bayo!

Apesar de super baixo (cerca de 1100 metros de altitude), ele está tão perto das grandes montanhas dos Andes que é muito frio, e conserva a neve mais do que montanhas muito mais altas. Foi uma experiência incrível.


A vista a partir do Cerro Bayo


Patrícia feliz com seu Boneco de Neve (não foi ela quem fez!)


Estávamos envoltos por um mundo de neve!


Maurício concentrado fazendo seu boneco de neve


E o resultado! Meu Deus, é um artista!

Depois, fomos conhecer a cidade em que se localiza o Cerro Bayo, a Villa La Angostura. Ela conserva as características originais da vila, coisa que Bariloche perdeu. É muito linda, e fica também às margens do maravilhoso lago Nahuel Huapi, um lago que chega simplesmente a 400m de profundidade, com águas glaciais de cerca de 8º centígrados!


O maravilhoso lago Nahuel Huapi


E a encantadora Villa La Angostura

Foi sem dúvida o passeio mais lindo. Um lugar em que qualquer um sonharia em morar. Uma verdadeira pintura feita por Deus.

Além disso, conhecemos os cachorros mais simpáticos do mundo! Por aqui, a cada esquina há um cachorro muito fofo e carinhoso, de rua mesmo, e ficamos amigos de vários.

A partir desse passeio, nosso nível de exigência aumentou, e os próximos terão que ser muuuuito bons. Foi excelente. Tirando é claro, a convivência com nossos amigos brasileiros...


Casal feliz. Exceto pela companhia dos compatriotas...
O Povo Brasileiro (não segundo Darcy Ribeiro...)

Não, gente, hoje tenho que dar uma pausa no “diário” pra comentar um pouco sobre os brasileiros. Que povo é esse, meu Deus?

Pela primeira vez, viajo internacionalmente com o turista brasileiro mais classe alta, metido, “realizado” na vida. Até então, sempre tinha ficado perto de mochileiros e imigrantes ilegais. E o que encontro? Simplesmente o povo mais folgado e mala do mundo!

Coisas do tipo:

- Combinam de voltar ao ônibus de excursão às 17h, e voltam quase 17h30, deixando todos os demais esperando e perdendo tempo de excursão.

- Gritam para o motorista fundo do ônibus: “LIGA O AR!!”, quando sabemos que em qualquer língua se preza a forma “POR FAVOR, PODERIA ligar o ar?”

- Casal de brasileiros malas pede para você tirar foto deles, e quando você vai tirar, pedem: “agora assim; agora na vertical; tira as pessoas de trás?; deixa eu ver se ficou bom; pode tirar de novo?” AAAHHHHH!!

- Primeira coisa que nos dizem ao chegarmos no hotel: “a cozinha fecha às 22:30”. E o que mais acontece é brasileiro descendo às 23h dizendo: “Pode me fazer um sanduíche? Mas meu filho está doente no quarto e precisa! Que absurdo fecharem antes das 23h!”, e fazendo a maior cena. Sendo que há um restaurante 24h ao lado e que o filho estava doente coisa nenhuma, tanto que ficaram até meia noite comendo e jogando conversa fora (gritando) no restaurante.

- Na fila de uso da Internet, estamos usando o computador, e de repente chega brasileiro: “Cheguei! Tô na fila! Vamo lá, vamo rápido que tô esperando!”

- Não fazem simplesmente NENHUMA questão de falar uma palavra em espanhol. E sabemos como é insuportável receber alguém em nosso país que não se preocupa em falar nada em português. Fico imaginando o ódio que o pessoal daqui tem dos brasileiros.
Meu Deus, que vergonha senti desse povo aqui em Bariloche...

quarta-feira, junho 24, 2009

10º dia de viagem – 23/6

Dia do primeiro passeio em Bariloche: Cerro Catedral. É conhecido como o maior centro de ski da América Latina, mas nos decepcionou pela falta de organização. Os meios para subir a montanha estavam lotados, e até mesmo pessoas que já haviam comprado tickets na cidade não puderam subir. Ficamos portanto na base do pico, o que já foi interessante. Deu um certo mau-humor, mas logo nos recuperamos.


Patrícia e a vista no Cerro Catedral

O importante é que lá onde estávamos podíamos fazer as três coisas principais que queríamos: ver e andar na neve, apreciar a paisagem e, o principal, praticar o Skibunda, esse esporte tão elegante inventado pelos ilustres brasileiros que frequentam a região. Um dia ainda ganharemos medalha de ouro nas Olimpíadas de Inverno nesta modalidade!

Eu e a Pati fomos bem: o saldo geral foi de 0 pessoas atingidas em nossas descidas!
E olha que cansei de tirar fina de muita gente. Porém, seguindo o conselho da Dani e gritando sempre em bom português “Sai da frenteeee”, tudo acabou dando certo. Acho que o mais legal do skibunda é isso: ficar desviando das pessoas. Parece um videogame.

Aliás, dizem que o “esporte” está proibido no alto da montanha, simplesmente porque é um tipo de ski em que o “piloto” não tem o menor controle de direção. E acaba, então, podendo se machucar e machucar outras pessoas. Faz sentido.


Patrícia e seus companheiros em mais uma descida de Skibunda


Maurício tirando mais uma fina da galera. Essa foi por pouco...

O mais incrível no dia é que quase não senti frio! O céu estava super claro, e mesmo no meio da neve dava pra sentir um pouco de calor (principalmente fazendo tanto “exercício”).

Depois que o sol sumiu, sim, o frio ficou intenso.


17h. A essa hora já estava quase congelando...

Agora é torcer para que os próximos passeios sejam mais organizados, e possamos então ir ao topo de uma montanha.


Saída de Cerro Catedral

terça-feira, junho 23, 2009

9º dia de viagem – 22/6

Pra quem não conhece Bariloche, recomendo fortemente clicar nas fotos deste post para vê-las em tamanho grande. Essa cidade parece uma pintura!

Hoje foi dia de realmente conhecer a cidade. E a surpresa já começa com a vista que temos do andar do nosso quarto (não tinha reparado no dia anterior!):


Acordar vendo isso é algo que não me acontece todo dia...

Depois, passeamos com três objetivos: conhecer a cidade, comprar uma calça tipo segunda pele pra mim e fechar os passeios com alguma agência de turismo local.

Acabou dando tudo certo, apesar dos problemas com a siesta (aqui, ao contrário de Buenos Aires, eles praticam este estranho hábito). Então quase tudo fecha durante praticamente toda a tarde. Em compensação, ficam sempre abertos até umas 21h.
Durante o passeio, tivemos ventos geladíssimos e algumas vistas maravilhosas à nossa frente:


Sem dúvida, uma cidade maravilhosa


Patrícia mal consegue olhar a vista, com tanto vento e frio!

Para aliviar o frio, só mesmo entrando em diversos cafés pelo caminho.


Maurício preparando para submergir mais um chocolate

No final, acho que conseguimos fechar um belo pacote de passeios. Foi mais caro do que esperávamos, mas espero que valha a pena. Já alugamos nossas roupas ultra-especiais para neve e começamos a aventura amanhã mesmo! :-)

segunda-feira, junho 22, 2009

8º dia de viagem – 21/6

1º dia em Bariloche. E de fato, o frio bateu forte. Estamos com graus negativos, e mesmo assim tratamos de andar algumas quadras na rua, só pra nos localizarmos e termos alguma aclimatação. E juro, nunca senti um frio tão grande na minha vida!


Os dois já passando mal de frio

Para terminar o dia entramos em um pub (vizinho ao nosso prédio) pra tomar uma Guiness (a primeira de toda a viagem, mesmo que não tivessem pint).




Agora já relaxando com uma Guiness e um Café-Vodka dentro do Pub. Aqui tá mais quentinho!

O hotel foi um pouco decepcionante em alguns pontos, especialmente em questão de espaço (quase não há lugar nem para desfazer as malas!) e de internet (não há wi-fi no quarto, só no piso térreo). Mesmo assim, já vimos que vai dar pra nos divertimos muito por aqui.

A cidade é linda, e já peguei as manhas com alguns dos muitíssimos brasileiros que estão por aqui, sobre os melhores passeios a fazer.

Aliás, essa é uma dúvida que ninguém me consegue responder: porque há tantos brasileiros em Bariloche? A impressão que eu tenho é que estamos no Brasil, e de repente quase todo mundo fala português de novo! Dizem que é porque é barato, mas isso não explica porque não há gente de outras nacionalidades, e sim quase que só brasileiros.

Esse é um dos mistérios que eu vou tentar descobrir nos próximos 7 dias. Aguardem cenas dos próximos capítulos...

PS: Ah, a Pati pede para acrescentar que não podemos deixar de falar sobre as empanadas: “que delícia é aquilo, minha gente??? :-) Os de carne de cordeiro são os melhores, acho que vamos engordar uns 50 kg aqui, hihihi!!!!!!”, diz ela. Só registrando que o de carne de cordeiro foi comido no pub de Bariloche.

sábado, junho 20, 2009

7º dia de viagem – 20/6

Último dia em Buenos Aires, uma cidade que realmente me surpreendeu. Esperava uma São Paulo melhorada, um pouco menor e metida a européia. Essa sempre foi a imagem que tinha da cidade.

O que vi foi algo como uma cidade irmã, sim, de São Paulo (falo sobre isso em outro post), mas realmente muito bonita (para alguém que conhece Paris e Londres, é um elogio e tanto), com uma vocação própria e muito forte de música, dança e gastronomia, além de um temperamento cordial e passional muito bacana. Enfim, algo muito melhor do que eu imaginara.

Cheguei mesmo à conclusão de que nós, brasileiros, temos muito a aprender com los hermanos. E que eles têm muito pouco a aprender conosco.

Mas vamos ao último dia em si: preparamos para esse momento um passeio especial, conhecer o Delta do Rio Paraguai, na cidade de Tigre. Foi um passeio delicioso. Primeiro, cruzamos toda a cidade de trem, e é incrível como é difícil encontrar pobreza por aqui. Sei que há, mas confesso que não vi. Andamos muito de trem, de taxi, a pé, de tudo que é jeito, mas pouco vimos de pessoas e bairros pobres. As casas são em geral muito lindas, e os bairros arborizados e limpos. Além dos trens metropolitanos, passamos também por uma linha chamada Tren de la Costa, que é turística e muito legal. Paramos em várias estações para fazer compras, tomar café, etc. No final, em Tigre, entramos em um passeio de barco pelas ilhas da região. Foi realmente incrível.


O Delta é composto de muitos braços de rio se entrecortando, e com muitas lindas casas à beira dos rios


Mais um belo prédio à beira do Delta


Patrícia se diverte no barco...


Enquanto Maurício fica pirando com suas anotações de viagem

Todo esse super-passeio (incluindo trens, passeio de barco de 1 hora e comida) saiu pela bagatela de R$ 30 cada um. Coisas que só Buenos Aires faz por você...

Agora é hora de aprontar as malas e partir para uma outra viagem completamente distinta. O desafio é o frio de 0º, por 1 semana. Daqui a pouco entro pra contar como é congelar em plena cordilheira dos Andes!
Só mais 3 coisas sobre os argentinos (por enquanto...)

1 - Eles não dão a mínima para tranca nos banheiros, não há isso em lugar nenhum por aqui. Afinal, quem se importa de estar tranquilo, sentado no trono, e sua namorada entrar desavisada no recinto, não é mesmo?

2 – Eles têm uma capacidade incrível de descobrir a sua nacionalidade. Basta dizermos “Hola!” que já respondem “Oi, tudo bem??”! Não é possível, não sei onde eu e a Pati somos tão tipicamente brasileiros. Outro dia o cara me cumprimentou da seguinte forma, sem eu falar nada: “E aí! Sepultura, Ratos de Porão, muito bom!”. Bizarro...

3 – Eles são muito mais patriotas que nós (claro, isso já esperávamos). A toda hora vemos casas com bandeiras argentinas na frente, coisa que no Brasil é coisa de louco (tipo Policarpo Quaresma) ou então sinal de que estamos no meio de uma Copa do Mundo.
Só para constar, faltou só um time grande na lista anterior: San Lorenzo, também de Buenos Aires.
6º dia de viagem – 19/6

Mais um dia de lesera até 14h no quarto. Depois, passeamos por um grande parque (“reserva costanera sur”), onde andamos uns 3 km e conhecemos o Rio La Plata (é bastante sujo por essas bandas). Claro, porque Maurício não conhece uma cidade sem conhecer seus parques, lagos e rios.


Maurício se divertindo no meio da natureza


E Patrícia no meio do lixo do Rio de la Plata

Patrícia começou a ficar cansada e com fome, o que logo se resolveu assim que voltamos a passear pelas lojas de roupa do Centro.

Às 16h, finalmente, iríamos almoçar, mas os restaurantes do local escolhido (Palermo Viejo) têm o péssimo defeito de fechar à tarde, e só reabrir às 20h. Penamos muito, mas achamos um muito bom. De fato, o bairro tem 4 restaurantes por esquina! E a julgar pelo que conhecemos, são excelentes, com uma cozinha mais variada e elaborada que os do Centro.

Ainda trocamos mais longos papos com outros taxistas, e assim pude conhecer um pouco mais do futebol argentino. Soube, por exemplo, que aqui as torcidas se dividem muito por cidades, 2 times em cada: em Buenos Aires quase só tem Boca e River; em Avellaneda é Independiente e Racing; Rosario é Rosario Central e Newell's Old Boys; e La Plata tem o Estudiantes e o Gimnasia y Esgrima (que, mesmo sem ganhar nada, consegue ser mais popular que o grande Estudiantes!). Parece que estes são os principais, somados ao Argentino Juniors e Velez Sarsfield, também da capital, mas que não têm uma torcida tão grande.

Amanhã é o último dia por aqui! E para terminar bem, decidimos fazer um passeio especial. Vamos ver se dá certo!

quinta-feira, junho 18, 2009

5º dia de viagem – 18/6

Hoje tiramos o dia para descansar um pouco mais. Pelo menos essa era a idéia, e ficamos lesando no quarto até às 14h. Mas quando saímos, quase matei a Pati de tanto andar. Foram quase 8 km!

Cortamos todo o centro até chegarmos em Puerto Madero. Lá, comemos em um excelente restaurante italiano (quase tão bom quanto as cantinas paulistanas), e andamos pelos diques numa região muito bonita (me lembrou Canary Wharf, em Londres, ou os diques de Liverpool). Mais uma vez, fica claro como Buenos Aires é uma cidade muito mais bem cuidada que as cidades brasileiras.


Puerto Madero, o Canary Wharf portenho

Tentamos ainda entrar em um parque para ver o Rio de la Plata, mas estava fechando. Amanhã, penúltimo dia em Buenos Aires, vamos tentar passear por ele bem cedo, e depois comer em Palermo. Sábado, último dia, será o dia para ver pela última vez os lugares de que mais gostamos! Está chegando a hora de encarar o frio de 0º de Bariloche!

UPDATE: o restaurante italiano em que almoçamos aqui chama-se BICE.
4º dia de viagem – 17/6

Para começar, tentamos comprar ingressos para o Teatro Colón, mas infelizmente ele continua em reformas... Pudemos apenas tirar algumas fotos deste que é considerado um dos mais bonitos do mundo.


O belo Teatro Colón. Pena não termos conseguido entrar...

Depois disso, fomos direto para o Café Tortoni (também para ver se precisávamos reservar mesas para a noite). Claro que, no meio do caminho, teve que rolar mais e mais compras.

O Café Tortoni é um café normal, porém com todo o peso de tradição de um café que existe há 150 anos e já foi freqüentado por pessoas como Borges e Carlos Gardel. Tomamos um belo helado, compramos ingressos para o show da noite e fomos para o hotel, deixar nossas compras e marchar (de táxi, claro) rumo a La Boca!



Patrícia saboreando um “helado”, enquanto Maurício troca uma idéia com Borges e Gardel...

Em La Boca, tratamos de logo conhecer La Bombonera, antes que fechasse. O estádio é como um qualquer brasileiro (sujo e acabado) porém novamente com o peso de uma tradição: de ser palco dos jogos do time mais vitorioso do futebol sul-americano. Para quem gosta de futebol, realmente é um lugar que TEM que ser visitado.


Patrícia realmente emocionada por entrar no estádio do Boca Juniors

Depois, almojantamos no Caminito, um lugar realmente muito legal e charmoso, mas não indicado para comer. Não é à toa que nosso guia do Lonely Planet não indicava nenhum lugar para comer por ali. Escolhemos um restaurante a esmo, e o resultado foi bem abaixo do que temos experimentado por aqui. O preço, pelo menos, foi também muito mais barato.


Caminito tem um clima muito legal, com casas coloridas e música por toda parte. Só não pensem em comer por aqui...

Terminada a comida, andamos um pouco na beira do rio Riachuelo, que banha La Boca (e que é quase tão mal-cheiroso quanto o Tietê). Aos poucos, começou a escurecer, e o ambiente passou a parecer um pouco perigoso (“hora de ir para o hotel, chicos”, nos recomendou uma garçonete de um café). Tratamos então de pegar rapidamente um taxi (com mais um motorista muito simpático) em direção ao hotel.

E o dia ainda não tinha acabado! Rumamos novamente para o Café Tortoni, para ver um belo show de tango. Todos os músicos e dançarinos eram excelentes, e ainda conhecemos um casal americano muito simpático, com quem dividimos a mesa. Tinham casado no mesmo dia que nós! Os demais do café eram quase todos brasileiros (é incrível como os brasileiros aparecem em todos os lugares!!).


Ao visitar o Café Tortoni, não peçam o chamado Cracker Sandwich, ou terão isto...

Agora sim acabou o dia. Felizmente, não passei mal. Também, hoje comi apenas 2 papas fritas!!