segunda-feira, julho 27, 2009

Finalmente consegui ver hoje o "Loki", documentário sobre a vida do Arnaldo Baptista. Curti, claro, como não poderia deixar de curtir uma biografia sobre um cara de quem eu gosto tanto. Mas me decepcionei em alguns pontos.

Entre eles, o principal é a falta de profundidade em alguns pontos-chave da história, como a separação da Rita, o acidente, e sua doença mental. Faltou falar com médicos, falar com alguém ligado à Rita (já que, obviamente, falar com a própria sobre isso tudo é quase sempre impossível).

Fica difícil chegar a conclusões sobre a história deles quando um (Carlos Calado) faz uma biografia totalmente voltada para o lado da Rita Lee ("A Divina Comédia dos Mutantes"), e outro faz o contrário. Está faltando aí um jornalista que seja mais imparcial ao ouvir os dois lados e assim tente solucionar essas contradições todas.

De qualquer forma: é sempre bom ver e ouvir os Mutantes em ação! E só por isso já valeu muito a ida ao cinema.
Ihhh, vamos ter que mudar a musiquinha pra "ôoo, Obina é melhor que o Ronaldôoo!!"
Hahahahha...

domingo, julho 19, 2009

Em 2000, o Palmeiras perdeu a final da Libertadores para o Boca Juniors - ARG, em pleno estádio do Morumbi.

Em 2002, o São Caetano perdeu para o Olímpia - PAR, também em São Paulo.

Em 2003, foi o Santos, contra o Boca Juniors, mais uma vez em São Paulo.

Em 2007 foi a vez do Grêmio, novamente contra o Boca, em Porto Alegre.

Em 2008 foi o FLuminense, contra a LDU - EQU, no Rio de Janeiro.

E por fim, em 2009, o Cruzeiro perde a final para o Estudiantes - ARG, em BH.

Resumo da ópera: uma década de finais perdidas para times estrangeiros, em plenos campos brasileiros.

Retrato de um futebol repleto de clubes falidos, com jogadores de quinta categoria, e alguns jovens talentosos, que só pensam em arrumar rapidamente uma negociação milionária para a Europa (mal ficam 1 ano nos times de origem).

Se continuar essa situação, os clubes brasileiros podem se acostumar a passar vergonha na Libertadores, como têm feito ao longo dos últimos 10 anos.

domingo, julho 12, 2009

É vergonhosa a média de público que o Vasco vem tendo na segunda divisão. De longe, é a pior entre os times grandes que já participaram desta "grande" competição.

Outro dia, vi um jogo com 7 mil pagantes. Ontem, foram 12 mil. No momento em que o time mais precisa de apoio, esse é o comparecimento que eles conseguem. Essa torcida realmente merece o rótulo de "infiel".

sexta-feira, julho 10, 2009

Vídeo sensacional que "esclarece" a questão do olhar de Obama e Sarkozy à jovem brasileira durante encontro do G8.

É muito engraçado! Enquanto Obama parece estar apenas ajudando uma outra jovem (mas na minha opinião está é disfarçando pra olhar pra brasileira), Sarkozy é o maior despudorado!! Hahahaha

Carla Bruni deve ter ficado uma fera...

E palmas para o fotógrafo que pegou a foto dos dois. Foi absolutamente preciso.

quinta-feira, julho 09, 2009

Sobre essa história toda de Michael Jackson, eu só queria deixar registrado aqui uma coisa.

Eu gosto mesmo de separar o que a pessoa faz enquanto artista e a sua vida pessoal. E, pensando dessa forma, para mim, o cara foi mesmo genial, aquela genialidade que fica bem no limiar da loucura.

Na música pop, ninguém conseguiu mostrar um talento tão múltiplo quanto ele. Dança, composição, canto, imensa expressividade, visão para quebrar paradigmas, capacidade de se reinventar e de se juntar sempre aos melhores (como em sua incrível parceria com Quincy Jones). Ele realmente se destacou individualmente mais do que qualquer um, até mesmo Elvis, na minha opinião.

Infelizmente, na vida pessoal, ele acabou cruzando esse limiar de que eu falei, entre genialidade e loucura. Mas isso não apaga a obra dele, que é realmente incrível. Músicas como “Smooth Criminal”, “Billie Jean”, “Will you be there”, entre muitas outras, são simplesmente fantásticas.

Essa sempre foi minha opinião, mesmo no auge da sua loucura. E eu realmente acho que faz muita falta hoje em dia artistas com tamanha expressividade e originalidade.

quarta-feira, julho 08, 2009

Quem disse que entrevista de jogador de futebol depois do jogo é tudo igual???

domingo, julho 05, 2009

Meu Deus, é por isso que a Fórmula 1 tá essa bagunça... Os caras (Mosley e Ecclestone) são totalmente loucos!

sábado, julho 04, 2009

Essa mídia...

Adora falar sobre a gripe suína (gasta horas e horas noticiando tudo sobre ela), mas em nenhum momento fala que sua taxa de mortalidade tem ficado muito próxima da gripe comum.

Claro, afinal diminuir a sensação de pânico das pessoas não vende jornal...

sexta-feira, julho 03, 2009

Tinha prometido falar um pouco da minha opinião final sobre a viagem, e no final acabei entrando novamente na correria do dia a dia, e fiquei sem tempo.

Mas agora que deu uma melhorada, vamos lá.

Uma vez, fiz uma comparação entre Londres e Paris, em que dizia que as duas cidades pareciam uma complemento da outra, como se fossem marido e mulher. Londres mais masculina, e Paris uma cidade mais feminina.

Buenos Aires e São Paulo também me parecem cidades parentes. Só que nesse caso seriam como irmãs. Não é à toa que chamamos os argentinos de “hermanos”. São lugares muito parecidos, com histórias muito iguais (elas correm sempre em paralelo), filhos dos mesmos “pais” (os países ibéricos), só que, ao mesmo tempo, com algumas características que os diferenciam.

“O” Buenos Aires (no masculino, como eles a chamam) é como se fosse nosso irmão mais velho: mais maduro, mais classudo, e também mais orgulhoso. E nós paulistanos somos os aprendizes mais novos, com apenas um século de vida realmente importante no nosso país.

Ainda temos muito a aprender com eles. Os argentinos me surpreenderam com seu lado atencioso, educado, prestativo. Aconteciam coisas como eu perguntar o nome de uma rua para alguém, e outra pessoa gritar do outro lado da avenida o nome, ao sentir que tínhamos dificuldade em descobrir. Isso em plena rua mais movimentada da cidade. São coisas que no Brasil a gente não vê.

Assim como o envolvimento com a política. Sim, eles têm andado pra trás economicamente nas últimas décadas, mas no acumulado dos séculos ainda estão muito na nossa frente. Estão atentos ao que acontece, são muito críticos, e tudo indica que agora darão um basta aos desmandos do casal Kirchner. Voltarão, então, a entrar no rumo certo. O que os atrapalha um pouco é a passionalidade excessiva, que predomina muito sobre a razão. Um lado muito sonhador, que os faz rejeitar as soluções pragmáticas (como o Brasil tem feito com sua economia desde a redemocratização) e buscar opções populistas.

Mas ainda assim, é um grande país.

Isso tudo a gente consegue ver bem em Buenos Aires, uma cidade de verdade. Já Bariloche (melhor seria mesmo Brasiloche) é mais para ver as paisagens (que devemos reconhecer, são maravilhosas). Pouco se pode ver de um ambiente urbano real por lá.

Por isso, preferi a primeira semana. Foi um passeio mais completo. Pudemos ver o lado urbano, cultural (dança, música, esporte), gastronômico, comercial, histórico, e até a paisagem natural de Tigre.

E, como resumo geral, ficou a surpresa de uma viagem muito, mas muito melhor do que eu esperava. Tenho certeza que logo, logo (claro, depois da gripe suína, e se o peso continuar assim barato) voltaremos pra lá!