sexta-feira, novembro 26, 2010

domingo, novembro 21, 2010



Pensando um pouco sobre o que significa uma espécie ser extinta.

O planeta Terra possui algo entre 5 a 30 milhões (!!) de espécies diferentes de seres vivos. E há a possibilidade real de que 30% disso (um número que portanto pode ir de 1,5 a 10 milhões de espécies) sejam extintas com o Aquecimento Global, no nível que é esperado para este século (aumento de 2º C na temperatura média do planeta).

Sempre que se fala sobre esse assunto, ouço duas reações básicas: aquela do tipo mais científico, que bate na tecla do desiquilíbrio que um fato como esse pode causar no ecossistema, e blablablá... O outro, dos céticos, que dizem que tudo isso é normal, e que o planeta a todo momento gera novas espécies e vai se adaptar a este tipo de mudança.

Na verdade, essas duas reações majoritárias mostram a nossa incapacidade de pensar no bem estar dos outros seres vivos. Segundo essa forma de pensar, uma espécie a menos é apenas 1 em muitos milhões, apenas um número nas estatísticas. Mas e o sofrimento que a palavra extinção representa? Sobre isso ninguém fala.

Quando dizemos que uma determinada espécie foi extinta, signifca que cada um de seus indivíduos sofreu por não conseguir mais encontrar uma forma de sobreviver nesse planeta. É só fazer um exercício mental: se eu dissesse que a espécie humana seria extinta neste século, o que viria à nossa mente? Obviamente, cenas de filmes apocalípticos de Hollywood, com pessoas morrendo afogadas, cidades inteiras arrasadas, fome em escala mundial. Enfim, um sofrimento absoluto para todos nós, indivíduos desta espécie. Por que não imaginamos isso quando falamos dos animais?

Estamos preste a cometer este crime terrível com milhões de espécies. Apenas uma delas será a dos ursinhos polares fofinhos da foto acima que não terão mais blocos de gelo para descansar, acabando por morrerem afogados. O fato de não conseguirmos sentir isso faz lembrar o tempo da escravidão, em que diziam que o negro não tinha alma, não era gente. Até que ponto realmente evoluímos?

Quando vamos ser capazes de realmente enxergar e compreender o outro? Quando vamos largar o antropocentrismo de lado e ver de uma vez por todas que o planeta não é apenas nosso, e sim de milhões de espécies que lutam pela sobrevivência e são capazes de sentir e sofrer tanto quanto nós?

Seria legal pensarmos um pouco sobre isso, especialmente na hora de votar...
Campanha extremamente conservadora e preconceituosa dá nisso aí...

quinta-feira, novembro 18, 2010

Inacreditável que isso ainda exista nos dias de hoje. Péssimo exemplo dos italianos para o Mundo.

Itália empata com Romênia em 'amistoso' marcado por insultos racistas

segunda-feira, novembro 15, 2010

Fica claro porque não falo mais quase nada de futebol por aqui. Todo ano, a mesma coisa. É um esporte que não dá pra levar a sério...



domingo, novembro 07, 2010

Esse Sérgio Mendes...

Arranjo incrível pra The Fool On The Hill (link by Lili).

Entre os vários detalhes criativos estão:
- Mudança do compasso da música de 4/4 pra 3/4.
- Volta para 4/4 no refrão, incluindo um groove super latino
- Atrasa a entrada em 4/4 no último refrão (a hora em que elas dão um grito doido), causando uma surpresa no ouvinte
- Explora bastante a apogiatura que cai no "world", no verso "See the world spinning round", com todas as dissonâncias a que tem direito.
E outras cositas mais.

O cara é muito bom!

terça-feira, novembro 02, 2010

FHC dando uma bela lição em José Serra. Realmente, parece que finalmente a fila andou no PSDB...

Principais trechos:

"Não estou disposto mais a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história. Tem limites para isso, porque não dá certo. Tem de defender o que nós fizemos. A privatização das teles foi bom para o povo, para o Tesouro e para o país. A privatização da Vale foi um gol importante, porque, além do mais, a Vale é uma empresa nacional. A privatização da Embraer foi ótima.

Como o sr. vê a volta de temas como religião na campanha?
Com preocupação. O Estado é laico, e trazer a questão religiosa para primeiro plano de uma discussão política não ajuda. Todas as religiões têm o direito de pensar o que queiram e de pregar até o comportamento eleitoral de seus fieis. Mas trazer a questão como se fosse um debate importante, não acho que ajude.

A dose dos chamados marqueteiros nas campanhas tucanas está exagerada?

Sim, em todas as campanhas. Nós entramos num marquetismo perigoso, que despolitiza. Hoje a campanha faz pesquisas e vê o que a população quer naquele momento. A população sempre quer educação, saúde e segurança, e então você organiza tudo em termos de educação, saúde e segurança.

Sem perceber que a verdadeira questão é como você transforma em problema uma coisa que a população não percebeu ainda como problema. Liderar é isso. Aí você abre um caminho. A pesquisa é útil não para você repetir o que ela disse, mas para você tentar influenciar no comportamento, a partir de seus valores.

Suponha uma pesquisa sobre privatização em que a maioria é contra. A posição do líder político é tentar convencer a população [do contrário]. O que nós temos na campanha é a reafirmação dos clichês colhidos nas pesquisas. Onde é que está a liderança política, que é justamente você propor valor novo. O líder muda, não segue."