sábado, janeiro 12, 2013

Muito bom, pra quem quer pensar. Nos créditos iniciais, no minuto 15:30 e na sequência de Buenos Aires (43:50), exemplos de que é possível fazer humor com inteligência sem humilhar quem já é tão humilhado no dia a dia. Que é possível escolher não ficar só repetindo piadas grosseiras com os mesmos preconceitos de séculos, ajudando a manter essas imagens imbecis por ainda mais alguns séculos na nossa sociedade. Só que os Gentillis e Bastos preferem o caminho mais fácil, lógico, talvez pelo seu despreparo intelectual de fazer algo mais elaborado do que isso (que fica claro no filme, principalmente no caso do Gentilli e da maioria dos "humoristas", além da sua plateia, claro!), talvez porque realmente acreditem mesmo no tipo de asneira que falam (parece mais o caso do Bastos). Gentilli diz que sua regra de ouro é falar o que faz as pessoas rir. Ou seja, confessa que se exime da tarefa de pensar. Delega isso ao público (fica de quatro pra ele, como bem dizem no filme). Então não é artista, não é nada, só um bobo da corte. O resumo de tudo está no trecho do minuto 39:59: "não é 'só uma piada', como gostam de dizer. É um insulto também". Arquem com as consequências.

http://www.youtube.com/watch?v=PRQ1LuBWoLg&feature=youtu.be